CANTO DO ORÁCULO

Trabalhos Literários do Jornalista e Escritor Sérgio Pereira Couto

Archive for Maio 2008

UM NOVO MÊS, UMA NOVA IMAGEM

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O DESAFIO CONTINUA. VOCÊ É CAPAZ DE DIZER MAIS SOBRE A DIFERENÇA ENTRE AS IMAGENS? O QUE ELAS SIGNIFICAM? QUAL A MENSAGEM QUE PASSAM? SOLTE SUA IMAGINAÇÃO E MANDEM SEUS COMENTÁRIOS! O VENCEDOR GANHARÁ UM BRINDE SURPRESA”

Artigo Sobre Mistérios da História É Publicado

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O novo número da revista Leituras da História, da Editora Escala, já está nas bancas. O número 9 traz um artigo, de minha autoria, falando sobre os Mistérios da História, apresentando fatos e personagens que, até hoje, estão envoltos em enigmas que os historiadores procuram identificar como sendo real ou não. Entre os assuntos enfocados estão a morte dos príncipes da Coroa Britânica pelas mãos de Ricardo III, o desaparecimento de Glenn Miller, a colônia perdida de Roanoke (citada por Neil Gaiman em 1602, da Marvel), o assassinato de Jesse James, a verdadeira identidade de Shakespeare e muito mais. O trecho abaixo é do artigo e fala sobre Romeu e Julieta. Para o artigo completo adquira seu exemplar nas bancas!

Qual é a melhor maneira para fazer com que uma pessoa qualquer (seja um adulto ou uma criança) se interesse por história? Com certeza não é desfiar uma infinidade de fatos e datas e pedir para que decorem, mas sim mostrar o quanto essa matéria pode ser interessante se bem estudada e compreendida. E que melhor artifício para isso do que lançar mão dos assim chamados mistérios históricos?
Esse termo não é novidade para as pessoas mais atentas. Canais de tv por assinatura como o The Discovery Channel já produziram vários especiais sobre o assunto, que ganharam edição em DVDs vendidos diretamente para o consumidor. Numa primeira passada de olhos o interessado poderá ver o assunto com certa relutância, já que à primeira vista parece se tratar apenas de assuntos esotéricos, uma vez que a maioria deles envolve história antiga em questões bastante discutidas e polêmicas, como quem construiu as pirâmides ou o monumento megalítico de Stonehenge, na Inglaterra. Porém, com o passar do tempo (e com a ajuda de Hollywood, que cada vez mais usa esses mistérios como matéria para filmes), as pessoas começam a ver que há outros assuntos quase tão fascinantes e intrigantes quanto saber o que causou o fim da civilização maia ou se a Atlântida realmente existiu ou não passou de uma alegoria criada pelo filósofo grego Platão.
O fato de hoje possuirmos tecnologia mais avançada não é garantia que ela irá resolver na solução desses mistérios. Um exemplo disso é a análise química que estudiosos insistem em fazer no santo Sudário de Turim para verificar sua autenticidade. A idéia vigente desde a década de 1970, de acordo com os resultados do carbono 14, era a de que o tecido era originário do século XIV, um resultado que sempre fora contestado pelos fiéis que acreditam piamente em sua origem divina. Recentemente cientistas europeus divulgaram que, devido a uma série de fatores externos, o resultado dos testes poderia ter sido alterado, já que a cada 5700 anos a quantidade de carbono 14 no tecido cai pela metade.
Independente das crenças das pessoas, é mesmo o fator sobrenatural que faz com que o interesse das pessoas cresça sobre esses mistérios históricos. Porém outros foram falados à exaustão por revistas especializadas do mundo todo (confirma os boxes deste artigo com pelo menos três dos casos mais famosos). A seguir veremos alguns casos dividos por categorias adotadas pela maioria dos pesquisadores.
Uma das principais categorias é a que envolve personalidades que transitam entre o real e o imaginário. Dois exemplos foram dados em meu artigo sobre os mitos e lendas da Idade Média, quando falei sobre Guilherme Tell e o Flautista de Hamelin. Vamos conferir mais alguns exemplos.
Um dos mais conhecidos é a peça de William Shakespeare, Romeu e Julieta. Todos conhecem a história dos amantes de Verona que, impedidos de desfrutarem um do outros pela briga de suas famílias, armam um plano para ficarem juntos que, uma vez que dá errado, somente gerará uma tragédia que englobou as duas famílias.
A primeira versão impressa da peça, que data de 1597, leva no frontispício o comentário de que a história foi “freqüentemente representada em público”, sempre com sucesso. Essa intensidade da história e dos personagens leva muitas pessoas a crerem que a trama é inspirada em pessoas reais. Um italiano que foi contemporâneo de Shakespeare, chamado Giralomo della Corte, falava para todos os visitantes que passavam por Verona, que a tal história era de fato real e que teria ocorrido em 1303. Curiosamente nem Shakespeare nem seu editor confirmaram a existência histórica dos amantes.
Quem tem paciência para revirar livros antigos, entretanto, afirma que versões semelhantes da tragédia eram possíveis de serem verificadas, como a obra Anthia e Abrocomas, um romance de autoria do escritor grego do século II, Xenofonte Epehesio.
Há uma história que seria a fonte usada por Shakespeare, chamada Novellino, de autoria de Massuccio Salernitano, que depois foi novamente recontada 50 anos depois por Luigi da Porto, que teria chamado seus personagens de Romeo e Guilietta. A versão de da Porto continha os mesmos elementos da versão de Shakespeare, inclusive no detalhe dos nomes das famílias (Montecchi e Cappelletti).
Uma outra versão antiga identificada era de um também escritor italiano chamado Matteo Bandello, que fez uma adaptação em 1554, de onde, pouco depois, foi traduzida para o francês. Essa versão foi traduzida para o inglês em forma de versos já com o título de Romeus and Juliet (1562), de Arthur Brooke, e depois para prosa como The Palace of Pleasure (1567), este último de autoria de William Paynter. Brooke mencionou em alguns escritos que havia visto o mesmo argumento sendo levado à cena, o que fez com que os historiadores acreditassem que Shakespeare tivesse adaptado uma peça cuja origem hoje em dia é completamente desconhecida.
Ninguém sabe afirmar ao certo se a peça já retratou o amor perdido de um casal que realmente existiu ou foi uma adaptação de alguma história realmente criada na antiguidade. O que se sabe, com certeza, é que os nomes das famílias não são invenção de nenhum escritor e que já eram citados por Dante Aliguieri em sua Divina Comédia, de 1320, quando faz alusões a lutas internas da Itália de então. Já para o historiador americano Olin H. Moore, que sugeriu uma resolução mais ampla, os nomes Montecchi e Capelletti seriam, na verdade, nomes de partidos políticos (e não de famílias) que dominavam a vida política italiana no final da Idade Média, sendo os Montecchi na verdade os Guelfos e os Capelletti, os Gibelinos. A verdade, entretanto, permanece obscura.

REFORMULAÇÕES

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Com certeza você, que frequentava os blogs Renascimento e O Olho de Hórus, deve ter ficado espantado ao ver que eles não existem mais. Isso tudo faz parte de um plano de reformulação de minhas páginas na Internet.

A partir de 1 de junho é este mesmo blog quem trará as informações referentes ao que era veiculado nos blogs extintos. Mas com uma diferença primordial: os textos que serão postados por aqui são exclusivamente de minha autoria. Não haverá mais nenhum texto de outras fontes.

Esse motivo é necessário apenas por um ponto: sou um jornalista e escritor. Como tal, devo manter minha produção de textos da melhor maneira. Assim O CANTO DO ORÁCULO trará resenhas, críticas, entrevistas, crônicas e contos, TODOS de minha autoria. Chega de citar os outros!

Fiquem de olho para as novidades que aparecerão aqui a partir de primeiro de junho!

Sérgio Pereira Couto – Jornalista e escritor

VEM AÍ! AGUARDEM!

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OS COMENTÁRIOS ESTÃO CHEGANDO COM AS MAIS DIVERSAS INTERPRETAÇÕES. E O MISTÉRIO CONTINUA. VOCÊ SABE DIZER O QUE SIGNIFICA A FIGURA ACIMA? MANDE SEU COMENTÁRIO. O VENCEDOR RECEBERÁ UMA SURPRESA PELO EMAIL (E NÃO É UM VÍRUS).

SEGREDOS E LENDAS DO ROCK – LANÇAMENTO!

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THE BEATLES. THE ROLLING STONES. PINK FLOYD. ELVIS PRESLEY. NIRVANA. DAVID BOWIE. THE DOORS. LED ZEPPELIN. ROBERT JOHNSON. LOU REED.

Estes astros são conhecidos não apenas pelo talento singular, mas pelas carreiras marcantes na história do Rock ‘n’ Roll. Além da ótima produção musical que a maior parte das pessoas conhece, existem também histórias incríveis, fatos inexplicáveis e teorias conspiratórias dos mais diversos tipos que despertam a curiosidade não apenas dos fãs mais fervorosos, mas de todas as pessoas que se interessam por histórias inusitadas e que geram todos os tipos de especulações. Mick Jagger e David Bowie realmente tiveram um caso amoroso? Paul McCartney está morto? Robert Johnson fez pacto com o diabo? Neste livro, o autor seleciona e fornece detalhes a respeito desses e outros fatos envolvendo os astros do rock, o que fará com que o leitor se divirta e solte a imaginação com tantas histórias envolvendo seus maiores ídolos.

Boatos e rumores sempre foram um atrativo para que as pessoas se interessem pelas celebridades. O mundo do rock, entretanto, possui histórias que vão além desse simples interesse e se misturam com a vida real de tal maneira que dão origem a verdadeiros segredos e lendas que tanto fascinam os fãs. Este livro contém os mais curiosos relatos envolvendo as maiores estrelas do rock de todos os tempos, que com certeza deixarão os leitores, no mínimo, instigados. Lenda? Mito? Realidade? Tire suas próprias conclusões lendo este livro.

O ENIGMA DE MINOS NA REVISTA LEITURAS DA HISTÓRIA 8

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A revista Leituras da História #8, da Editora Escala, traz um artigo de minha autoria sobre as origens históricas de um dos símbolos mais conhecidos e menos compreendidos da humanidade: o Labirinto. Veja abaixo um trecho do artigo:

Lenda ou Realidade?

Não se sabe em específico o quanto da lenda é baseado em ficção e qual a parte relativa à realidade. Muito se especula sobre a função de cada um dos elementos da lenda, da paternidade de Teseu até o fio de Ariadne.

Como a escrita minóica encontrada nas escavações de Creta (a chamada linear A) ainda não foi decifrada, não se sabe se a palavra Minos é um nome próprio ou se seria a designação naquela língua morta para um rei. Acadêmicos das principais universidades européias apontam para semelhanças entre o nome do rei da lenda e outros reis da Antiguidade, como Menés, do Egito, e Manu, da Índia. Os arqueólogos dizem que há evidências de que Minos pode ter sido mesmo uma pessoa específica e que ele teria vivido por volta do ano 1500 a.C., responsável pela unificação do povo cretense e criador da primeira armada minóica, destruída trinta anos depois desse período.

Para um dos mais famosos arqueólogos britânicos, Arthur Bernard Coock, Minos e Minotauro são diferentes formas de um mesmo personagem, representações do deus-sol dos cretenses, povo que representava o astro-rei como um touro. Para ele e mais alguns acadêmicos, a união de Parsifae com o touro vindo do mar é uma maneira de descrever uma cerimônia sagrada, na qual a rainha de Cnossos tornava-se noiva de um deus-sol.

Porém a parte mais intrigante da lenda é mesmo a descrição do labirinto. Como era de se esperar, os arqueólogos que começaram a trabalhar em Creta desde a época de sir Arthur Evans (em 1900) esperavam encontrar vestígios de tal construção. Porém não encontraram absolutamente nada que correspondesse à lenda. Porém o próprio palácio de Cnossos, devido à grande quantidade de salas, escadarias e corredores, seria para muitos a fonte primária da descrição da morada do Minotauro.

A batalha de Teseu com o Minotauro, sua entrada no Labirinto, a entrega do fio condutor, a morte do monstro e a vitória do herói, todos esses elementos transformaram o labirinto num símbolo que inicialmente tratava de mistério e iniciação.

Origens

A própria descrição dos caminhos confusos que permeavam a construção tornou-se o padrão para a definição do símbolo. O que poucos conseguem entender é que há uma diferença básica entre um labirinto e um dédalo, que seria o verdadeiro nome do labirinto confuso que conhecemos. Enquanto o primeiro é definido como uma forma tortuosa que leva inexoravelmente ao centro sem becos, saídas ou caminhos falsos, o Dédalo seria o verdadeiro labirinto confuso como o conhecemos.

Mas qual seria a origem e o significado dessa estranha palavra? Ninguém sabe ao certo, mas as referências à sua existência vão muito além do mito de Minos. Por exemplo, na Índia, bem distante do mediterrâneo e de suas culturas, há o poema indiano chamado Mahabharata, um texto constituído de mais de 74.000 versos em sânscrito e mais de 1,8 milhões de palavras, com um total aproximado de 90.000 versos. É nessa narrativa que encontramos a história de um mágico chamado Droma, que foi o mestre de um labirinto localizado no sul da Ásia.

A tradição judaica já afirma na Bíblia que o Labirinto seria uma criação do rei Salomão. Essa opinião seria a predominante de diversos adeptos da cabala. Nessa tradição, retomada pelos alquimistas durante a Idade Média, o Labirinto possuía uma função mágica e seria um dos segredos que nos teria sido legado pelo personagem bíblico. Essa seria a razão pela qual os labirintos das catedrais são constituídos por uma série de círculos concêntricos que são interrompidos em determinados lugares. Essa imagem seria um retrato da obra máxima alquímica, que mostra as suas dificuldades maiores, que vão da via que convém seguir para atingir o centro até o caminho que o artista deve tomar para sair.

O Labirinto clássico, como o de Creta, é um espaço fechado com um complexo circuito de corredores que levam ao ponto central. A linha tortuosa que compõem esse caminho simbolizaria pelo ponto de vista esotérico as dificuldades da vida terrena, enquanto o centro representaria a morte e a ressurreição do viajante.

Vale lembrar, ainda, que o tema Labirintos é resultado de um trabalho que está para ser publicado em breve. Maiores detalhes divulgarei mais para frente neste e em outros blogs. Fiquem, de olho!

COLEÇÃO DESVENDANDO AS SOCIEDADES SECRETAS

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JÁ NAS BANCAS!!!

Depois de ganhar a atenção dos leitores em lançamentos individuais dois de meus livros, juntamente com um terceiro de outro autor, estão voltando às bancas numa caixa luxuosa, batizada de Coleção Desvendando as Sociedades Secretas. Da caixa fazem parte os livros Maçonaria Para Não-Iniciados e Seitas Secretas, que serão comentados logo abaixo. Vale a pena dar uma olhada neles.

MAÇONARIA PARA NÃO-INICIADOS – Este livro foi escrito especialmente para aqueles que tem curiosidade em saber como funciona a Maçonaria, quais são suas regras para acesso, rituais realizados, graus maçônicos, as palavras de passe e outros assuntos relacionados a ela. Com linguagem simples e direta, o autor revela todos os segredos guardados a sete chaves por esta misteriosa sociedade.

SEITAS SECRETAS – Seitas secretas como Opus Dei, Illuminati, Ordem dos Assassinos, Golden Dawn, Martinismo e outras são estudadas neste livro, que revela detalhes das seitas mais influentes da nossa atualidade por meio de uma investigação detalhada, expondo o lado oculto que todas elas possuem. Mais do que desvendar o mistério que cerca essas seitas, o leitor encontrará a verdadeira história de cada uma, esclarecendo todas as suas dúvidas e curiosidades.