Archive for Junho 2008
Entrevista Para o Site do Escritor Eric Novello
Mais uma entrevista minha no ar. Desta vez foi para o site do também escritor Eric Novello. Abaixo reprtoduzo apenas um trecho. O original pode ser lido na íntegra no endereço http://www.ericnovello.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=691&Itemid=36 .
1.Sérgio Pereira Couto por Sérgio Pereira Couto. Hora de se apresentar para o leitor.
Sou jornalista há quase vinte anos, mas escritor há apenas quatro. Na verdade sempre gostei de escrever, mas ainda divido meu tempo entre escrever livros de pesquisa sobre aspectos curiosos da história geral (uma velha paixão) e a atividade literária, que é uma tarefa praticamente hercúleua neste país. Mesmo assim é algo que lhe dá bons momentos e uma grande satisfação pessoal quando seu público começa a responder,, seja por emails, cartas, telefonemas, torpedos ou anotações em meu Orkut.
2.Chegar à livraria e ver só duas estantes de literatura brasileira não é incomum. Está faltando espaço físico para o escritor nacional? Música e cinema já superaram essa questão?
No meu ponto de vista falta um interesse muito grande do público em si pela produção nacional. As editoras apenas respondem aos estímulos que recebem. Uma livraria possui poucas prateleiras de livros nacionais porque é assim que o público quer. Música e cinema já atingiram um outro grau hoje, porque antigamente enfrentavam a mesma resistência do público. Num país onde ainda há poucos que possuem e cultivam o hábito da leitura, não é de se espantar que esse tipo de restrição exista, mas acredito ser apenas uma questão de tempo para que esse panorama vire. E para isso é necessário que tenhamos bons livros com qualidade de conteúdo e de produção editorial.
3.Você acha que os novos autores lêem os novos autores ou é cada um por si?
Acho que varia muito de acordo com a pessoa. Eu, por exemplo, costumo ler os novos autores e até mesmo incentivá-los. Não podemos enxergar esse segmento como um campo de batalha onde um procura devorar o outro. Para conseguirmos cultivar um bom hábito de leitura, é muito importante que possamos conquistar um espaço bom e despertar um interesse do público para que possamos ficar conhecidos. Ninguém vai publicar um primeiro livro e virar um Dan Brown ou uma J.K. Rowling logo de cara. E mesmo eles tiveram que amargar alguns fracassos e acidentes de percurso para poderem chegar onde chegaram. Os autores novatos precisam se unir para fortificar o mercado, criar uma demanda por novos romances e sagas e despertar o interesse na leitura nacional que, ao contrário do que muitos pensam, não sobrevive apenas de romances típicos ou de histórias de “mundo cão”.
4.A mp3 foi uma revolução musical. Entre impactos negativos e positivos, o certo é que muitos puderam expor seu trabalho para milhões sem depender de rádio ou gravadora. Acha que o blog cumpre papel semelhante na literatura ou só serve para minimizar frustrações?
Nem uma coisa nem outra. O blog, para mim, é uma maneira de manter um canal de contato direto com seu público, servir de vitrine para se expor e criar laços com quem queira te conhecer. A MP3 foi uma revolução importante, mas não sanou alguns problemas. Pelo contrário, despertou muitos outros, como a questão do copyright num ambiente em que não há lei que regulamente seu funcionamento. O blog serve para a pessoa se projetar e,s e o fizer com competência e cuidado, funciona de maneira espetacular. Não se pode achar que alguém será “descoberto” pelo que escreve no blog, mas acaba servindo como um “trabalho de formiguinha” para se montar uma imagem pública de quem escreve.
5.Já usei músicas em loop para escrever uma cena e bloquear eventuais sensações externas. Qual cd gostaria de ter como trilha sonora do seu trabalho? A música influência a literatura e vice-versa?
Essa é uma questão polêmica. Muita gente não gosta de escrever e ouvir música. Eu, ao contrário, escrevo sempre com trilhas sonoras de fundo. É um artificio que o ajuda a visualizar melhor a cena em que você escreve. Mas não há “a trilha sonora”, aquele CD que serve para você escrever qualquer coisa. Isso varia de acordo com a sensibilidade do escritor e da cena que você cria no momento. Eu escrevo ouvindo basicamente classic rock, com alguns momentos de blues e jazz, o que, às vezes , me faz empolgar e fazer com que uma cena fique maior do que deveria. Quanto à questão da influência, acho que sim, ambos possuem uma relação simbiótica interessante e que resulta na construção de cenários impressionantes e melhora a qualidade da sua trama.
6.Tenho percebido que em vários livros da nova safra o personagem principal é alguém que almeja escrever. Os autores estariam aproveitando a oportunidade para fazer ouvir sua voz, um emaranhado de opiniões que põe tramas e narrativas em segundo plano?
Depende do caso. Muitas vezes sim, o escritor adora colocar um “alter ego” nas histórias, seja consciente ou inconscientemente. Se é uma maneira de chamar a atenção para si, é algo que apenas o próprio escritor pode dizer. Eu acredito que sim, seja uma maneira de fazer se manifestar. No meu caso, por exemplo, isso nunca foi feito conscientemente, embora vários de meus leitores afirmem que me identificam neste ou naquele personagem. E quando perguntam se é de propósito… bem, se eu dissesse a verdade, teria que matá-lo (o leitor e o personagem)! Risos.
7.Você acha que escrever tangenciando a História da humanidade apresenta alguma dificuldade extra? É difícil lidar com um personagem que já faz parte do imaginário coletivo?
Nem um pouco. Em meu livro Renascimento (Giz Editorial) tive que recriar o personagem do Judeu Errante de uma maneira que as pessoas o entendessem mais. Na versão original o tal judeu é um condenado a andar sem parar até a volta de Cristo, enquanto que a minha versão é alguém que tem conhecimentos místicos amplos e que busca apenas redenção. Usar um arquétipo para torná-lo algo diferente é um trabalho quase impossível, porque você tem que saber o que vai mudar e se a sua mudança é algo que pode passar por plausível.
8.Analisando o mercado cinematográfico vemos um crescimento no número de adaptações de livros para a tela. Acha o processo saudável ou é sinal de falha no processo criativo?
Não, acho o processo algo bastante saudável. Primeiro porque o fato de um livro virar filme só ajuda a despertar interesse pela obra. Segundo porque as adaptações raramente são iguais, o que desperta interesse da pessoa em descobrir como é a história original. Por fim, a maneira como o filme atinge as pessoas é diferente daquela que é gerada pela leitura de um livro. Você imagina o personagem ou a cena de um jeito bem pessoal. É claro que há casos e casos de adaptações, algumas bem ruins, mas o ato de transformar um livro em filme é levar uma história que você cria para um nível maior e mais denso que nenhum escritor deve ignorar.
9.Voltando ao mundo digital. A distribuição ainda é o gargalo mais cruel ou apenas a próxima etapa? Talvez o gargalo seja arranjar uma editora… Dá para manter vendas com uma página pessoal?
Não se pode, e não se deve, culpar a editora por erros em questões administrativas. Muitos escritores simplesmente jogam o livro nas mãos da editora e esquecem do resto. Uma boa divulgação, seja ela paga pela editora ou pelo autor, é essencial para que seu nome e seu trabalho sejam conhecidos. Você, como autor, tem também obrigação de trabalhar para que se nome fique conhecido. Uma assessoria de imprensa pode conseguir bons contatos em jornais e revistas grandes, mas são os canais menores, como uma entrevista para um site especializado ou um bate-papo informal num chat, que te aproximam do seu público-alvo. E esse tipo de coisa não se obtém com a editora, que em geral acha que o retorno é pouco ou quase nenhum. O importante é cada um trabalhar o seu segmento: a editora consegue espaço em grandes veículos enquanto você briga para aparecer em sites e canais alternativos.
10.Você tem trabalhos em outras áreas culturais? Como o escritor interage com as demais artes?
Sim, como já citei, tenho quase 15 livros nas áreas de história e tecnologia. Já tive várias propostas para transformar meus livros de romance em trabalhos lidos, desenhados ou mesmo ilustrados. Já tentaram me convencer a transformar meu livro Sociedades Secretas em animação para a Internet. Acho as idéias interessantes, mas o escritor deve pensar no momento certo para se fazer isso. Por mais atrativo que o projeto seja, tornar um livro seu uma animação, por exemplo, é estragar as vendas de seus exemplares impressos e atrapalhar um trabalho editorial que está em andamento. É necessário, acima de tudo, verificar se tal adaptação ajuda ou não na sua fama de escritor. Na maioria das vezes, acredite se quiser, mais atrapalha que ajuda.
Festa na Central Rock
As coisas podem estar devagar, quase parando, para o cenário roqueiro em São Paulo, mas fora da cidade a coisa vai muito bem, obrigado. Um exemplo disso é uma festa que acontece no dia 29 de junho em São Bernardo do Campo, com um super-show da banda Golpe de Estado. Juntamente com o show acontecerá uma Feira Cultural do Vinil e o relançamento de alguns livros, como a coletânea Amor Vampiro, da Giz Editorial.
Resolvi colocar essa nota para anunciar que eu também estarei lá no dia. No caso irei divulgar meu livro SEGREDOS E LENDAS DO ROCK, que já comentei aqui no meu blog. Afinal, nada melhor do que um ambiente roqueiro para lançar um livro sobre os mitos do rock.
Conheça a Central Rock no endereço http://www.centralrocknet.com.br/ . Se você que lê se interessou em comparecer à festa, anote o endereço:
Pq. Cidade Escola da Juventude Cittá di Maróstica
Em frente ao paço municipal de SBC – Centro.
Das 13 às 20 horas. – ENTRADA FRANCA
Confirmada Continuação do Livro Sociedades Secretas
É mesmo complicado quando não temos Internet em casa. A gente nunca sabe o quão é dependente de tecnologia a menos que a perca. Peço desculpas pela demora em postar novos textos, mas enquanto a banda larga não chega em casa, é assim que tem que ser…
Independente dos percalços da vida, esta é uma oportunidade ímpar. Isso porque, depois de muito negociar com a editora, finalmente posso anunciar para o público a continuação do meu livro Sociedades Secretas. “Como assim”, vai perguntar o leitor desaviado, “e tem como fazer uma continuação?”
Bem, posso afirmar apenas que a história não acabou de verdade. Cerca de dois anos se passaram antes que um novo episódio começasse. Parece coisa de Hollywood, mas não é. Não, Gabriel não ressuscitou dos mortos em estilo Marvel (embora esse seja o clima reinante no começo da história) e falar mais é estragar a surpresa. O que posso dizer, sem comprometer o enredo, é que, de fato, ainda há muito o que falar, inclusive a presença de uma “serial killer. ISSO MESMO, O ASSASSINO É UMA MULHER! SPOILER TOTAL PARA ARREPIAR OS CABELOS E DESPERTAR SUA CURIOSIDADE!
Estudos forenses afirmam que uma mulher que seja assassina serial é bem mais difícil do que um homem. Pois bem, meninos, eu conheci uma que simpelsmente colocava Ted Bundy e Charles Manson no chinelo! E ELA ESTÁ NO LIVRO!
Curioso? Pois então aguarde o lançamento, previsto para a próxima edição da Bienal Internacional do Livro, que acontece entre 14 e 24 de agosto de 2008. Mais detalhes em breve! Fique de olho aqui no Canto do Oráculo!
Artigo – O Que é Uma Caveira de Cristal?
Uma conversa recente que tive com meu editor da revista Leituras da História, onde publico regularmente artigos, me fez perceber um fato no mínimo curioso: poucas pessoas sabiam dizer o que era uma caveira de cristal.
Se você, que lê este texto, frequentemente assiste aos canais de documentários da tv por assinatura, vai reconhecer facilmente o termo. Afinal, do The History Channel ao Discovery, a maioria deles já chegou a falar sobre o assunto. Mas para quem não conhece, vale a pena lembrar um pouco sobre o assunto.
Não é fácil falar sobre isso sem explicar que as caveiras de cristal são um dos principais tópicos de ufólogos, o que já faz com que te olhem com o canto dos olhos e manifestem uma vontade incontrolável de te internarem num hospício. Mas isso, com certeza, não atrapalhou ou fez com que Lucas e Spielberg desistissem de usar o tal artefato.
Não sabemos muito sobre os maias, além de alguns escritos deixados por padres espanhóis. Essa história começou em 1927, quando um arqueólogo britânico bem diferente de Indiana Jones, chamado F.A. Michell-Hedges, descobriu o primeiro exemplar. ERa uma réplica perfeita de uma réplica perfeita de uma cabeça humana talhada num único bloco de cristal de quartzo. O mistério em torno de tal artefato é justamente a maneira como ela foi feita, visto que não se conhece muito sobre as tecnologias maias, um campo que ainda está em vias de expansão e coleta de dados.
Mas o fato é que a tal caveira , dizem os especialistas, tem uma apresentação que, para se obter o mesmo resultado, seriam precisos pelo menos 300 anos de dedicação ao polimento do cristal de várias gerações de artesãos.
Um detalhe: a parte cuperior da boca é um prisma, o que deixa o objeto com uma aura de mais mistério ainda. Quando a caveira é iluminada na parte de baixo, o prisma projeta a luz para cima, de modo que esta sai pelos olhos e resulta num aspecto ainda mais tenebroso. Com certeza, um artifício para deixar as pessoas (no caso, as vítimas de sacrifícios) com mais medo ainda das entidades maias.
Mas por que tal artefato é ligado a ETS e discos voadores? Justamente por causa da complexidade do trabalho. Afinal, ninguém sabe dizer como o objeto tomou o aspecto que tem hoje sem uma tecnologia adequada.
O que não impede que sites, como o ceticismoaberto.com divulguem seus pareceres. Vejam o trecho do texto de lá:
Joe Nickell, do Centro para a Investigação Cética (CSI), e o cientista forense John Fisher investigaram as origens do crânio de cristal a princípios dos anos 80, com surpreendentes resultados. Comprovaram, para começar, que Thomas Gann, arqueólogo aficionado, e T.A. Joyce, do Museu Britânico, que escavaram em Lubaantun nos anos 20, não mencionam a peça em nenhum de seus livros. “Este objeto não tem nada a ver com o lugar nem com a arqueologia maia (realidade, até onde sei, nem com a américa pré-colombiana)”, explicou o arqueólogo Norman Hammond, perito na cultura maia da Universidade de Boston, quando lhe perguntaram por que não a citava em sua monografia sobre o enclave, publicada em 1975.
Em seu livro Secrets of the supernatural (1988), Nickell e Fisher destacam que em nenhuma foto tomada por Lilian Mabel Alice -mais conhecida como Lady Richmond-Brown e que estava acostumada a imortalizar os descobrimentos do explorador- vê-se a jóia ou a suposta autora do achado na cidade maia. “Anna Mitchell-Hedges nunca esteve em Lubaantun, à falta das provas”, sentencia Hammond. Existem documentos, entretanto, que provam que a peça foi leiloada por um tal Sydney Burney na Sotheby’s, em Londres, em 1943 com um preço de saída de 340 libras. Ninguém a comprou e, ao ano seguinte, F.A Mitchell-Hedges pagou a seu proprietário 400 libras pela peça. Um artigo publicado em 1936 pela revista Man revela, além disso, que a jóia era já então propriedade de Burney. Mas de onde tinha saído?
A Caveira do Destino não é única em seu gênero. Há várias mais de tamanho quase real, das quais a mais famosa é propriedade do Museu Britânico. Até meados dos anos 90, estava catalogada como “provavelmente asteca, de entre 1300 e 1500″. A instituição a adquiriu em 1898 da Tiffany’s, Nova Iorque, por 120 libras. Seu proprietário até então tinha sido o comerciante de antiguidades francês Eugène Boban. “Uma análise de várias caveiras de cristal realizada pelo Museu Britânico em 1996, utilizando microscopia eletrônica de varredura, encontrou sulcos regulares que só podem ter sido feitos mediante polimento mecânico, e a análise do quartzo revelou que se tratava de cristal brasileiro, que nunca foi empregado na Mesoamérica e sim na Alemanha no século XIX”, explica o historiador José Luis Calvo, membro do Círculo Escéptico espanhol.
O mais estranho é que, quando um objeto desses aparece, as pessoas smepre tendem a achar que aquilo é uma “prova” de presença alienígena. O ser humano quer tanto entrar em contato com vidas extraterrestres que simplesmente se recusa a admitir que os povos antigos possam ter segredos que simpelsmente se perderam para nós. E enquanto isso continuamos a “querer acreditar”, como diriam os fãs de Arquivo X.
Veremos mais sobre a história deste artefato na segunda parte deste artigo. Até mais.
Crítica – Indiana Jones e a Nostalgia
Inaugurando a nova fase de meu blog, começo aqui a colocar alguns textos exclusivos de minha autoria para divulgação. A reprodução é permitida DESDE QUE citada a fonte. Eis minha primeira crítica. Espero que gostem.
Não há uma expectativa maior por parte das pessoas do que ver, de alguma maneira, um pedaço de seu passado de volta der maneira tangível. Esse foi o primeiro atrativo para arriscar assistir o novo filme de Indiana Jones mais de vinte anos após o primeiro.
É no mínimo interessante. Quando A Última Cruzada estreou, eu era um estudante de jornalismo aspirante a crítico de cinema, algo que, confesso, fazia apenas pela farra de poder assistir filmes de graça. Aos poucos você toma gosto pela coisa, mas no princípio, ninguém resiste a uma sessão de cinema gratuita.
Indiana Jones serviu como exercício de como fazer uma crítica com pouco esforço. Basta ter um pouco de conhecimento de história e um embasamento literário para fazer um bom texto com algo que lhe concede o posto de crítico. E comigo foi algo quase natural: um filme com vários clichês históricos que incluía O Santo Graal (muito antes da versão de Dan Brown) e personagens carismáticos, mas sem muito background que não fosse o cômico.
Seria mesmo este tipo de personagem que se espera de um filme que tem como produtor George Lucas? Aliás, o mesmo Lucas cuja saga Star Wars é estudada incessamentemente por todos os que querem aprender o Mito do Herói? Ou Lucas está pouco no controle dos personagens ou a influência de Spielberg resulta em personagens pouco críveis e com um ar de “estou apenas de passagem”.
Mesmo assim o poder da mídia é forte e, claro, resolvi encarar a situação. Entrei no cinema crente de que ia me divertir. Mas, sinceramente, faltou o gosto por odiar os nazistas, os vilões que todos adoram odiar. Harrison Ford ainda está bem no papel, apesar de não conseguir engolir um Indiana Jones de cabelos brancos. Por fim Karen Allen consegue passar pelas rugas que permeiam seu rosto e ressuscita Marion (do primeiro filme) de maneira impecável. As brigas entre os dois e as referências à fobia de cobras que Indiana possui são impagáveis.
Mas é tudo pelo qual posso realmente falar. Uma caveira de cristal que é mesmo um crânio de um alien? Um formato de cabeça que lembra as cabeças de Akhenaton e sua prole? Linhas de Nazca que são mesmo orientações para espaçonaves? Eldorado? “Meu Deus”, pensei embasbacado, “eles se renderam por completo para o lado ufológico”. Enquanto a trilogia original mexia com a arqueologia que tanto fascina as pessoas em produções como os filmes de Tomb Raider ou da Múmia (guardadas as devidas proporções, claro), este novo filme envereda pela velha paixão de Spíelberg: os ETs. E o que é pior, é um chavão atrás do outro. Duvido que as ruínas do Peru sejam tão chatas assim…
Enfim, não preciso dizer que a nostalgia acabou nos primeiros minutos do filme. Nem a presença de Elvis na trilha sonora ajudou. Indiana é um ícone dos anos 1980 que deveria ter ficado no passado. Se esta é a idéia que Lucas faz de uma “história empolgante” que leva tanto tempo assim para ser aprovada e filmada, acho melhor ele se dedicar a refazer os dois primeiros episódios de Star Wars, já que só acertou no último. E deixar certas coisas do passado em paz…
