CANTO DO ORÁCULO

Trabalhos Literários do Jornalista e Escritor Sérgio Pereira Couto

Archive for Outubro 2008

Calendário Definitivo de Lançamento do Livro SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO

sem comentários

Alterações são previsíveis num calendário grande de eventos. Assim, já estou a postar aqui para vocês o calendários oficial (isto é, sem alterações) dos eventos programados para o lnaçemtno do livro SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO. Vale lembrar que o workshop do dia 19 e a mesa redonda da Casa das Rosas já causam burburinho entre os apreciadores do gênero, então fiquem espertos para que possam comparecer no dia e prestigiar não só o livro lançado como também os debates que promoveremos.

VEJO TODOS POR LÁ!

Eventos Oficiais de Lançamento do livro SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO.
A agenda sofreu algumas alterações, por isso fique de olho:

07/11 – Sessão de autógrafos “Sociedades Secretas – O Submundo”
19hs – Livraria Martins Fontes com o Autor Sérgio Pereira Couto

08/11 – Lançamento Oficial “Sociedades Secretas – O Submundo”
19hs – Casa das Rosas com o Autor Sérgio Pereira Couto, OPELF, Venda de Livros e Promoção do Box “Sociedades Secretas” com os volumes I e II

12/11 – Mesa Redonda sobre Teoria da Conspiração
20hs – Casa das Rosas
Evento de destaque na casa das Rosas durante a ‘Mostra de Curtas Fantásticos’, de 11 a 16 de novembro.

19/11 – Workshop sobre Sociedades Secretas e Ordens Iniciátcas
19hs – Livraria Cultura com o Autor Sérgio Pereira Couto, com os membros das principais Ordens Iniciáticas da atualidade.

Maiores informações no BLOG da TUDOTECA e no site da OPELF www.opelf.org

Eventos Oficiais de Lançamento do Box ‘Sociedades Secretas’

Tumba de ‘gladiador’ é encontrada em Roma

sem comentários

Arte do filme Gladiador, de Riddley Scott

Arte do filme Gladiador, de Riddley Scott

Essa vale pela curiosidade e para vermos que a história antiga não pára de nos surpreender: foi encontrada em Roma um túmulo de um general que teria servido de inspiração para o personagem de Russell Crowe no hoje épico Gladiador. Leia a notícia abaixona íntegra, conforme foi publicada originalmente no site da BBC.

A tumba de um general que teria servido de inspiração para o personagem principal do filme Gladiador foi descoberta em Roma.

Marcus Nonius Macrinus era um dos gladiadores favoritos do imperador Marco Aurélio e teria ajudado o líder a alcançar grandes vitórias na Europa.

Acredita-se que ele tenha inspirado o personagem Maximus Decimus Meridius, interpretado por Russell Crowe no filme dirigido por Ridley Scott.

No entanto, apesar de o personagem do filme ser também um favorito de Marco Aurélio e se envolver em batalhas com o imperador no século 2 d.C., as semelhanças acabam aí.

O general romano não teria sido vendido como escravo para depois retornar a Roma um gladiador vingativo como o personagem da ficção.

Tumba ‘imensa’

O túmulo foi encontrado ao longo da Via Flaminia, onde trabalhos de construção estão sendo realizados. Muitas colunas de mármore, inscrições e ornamentos foram preservados graças à lama por uma inundação do rio Tiber séculos atrás.

A arqueóloga Daniela Rossi diz que a tumba é “o mais importante monumento romano antigo a ser descoberto em 20 ou 30 anos”.

Mais de dez inscrições no túmulo dão detalhes sobre a vida de Marcus Nonius Macrinus. Mostram, por exemplo, que ele era da cidade de Brescia, no norte da Itália, era um comissário de polícia, magistrado, cônsul da Ásia e um confidente do imperador Marco Aurélio, que queria que ele lutasse nas guerras contra as tribos germânicas no norte da Europa.

“O personagem do filme interpretado por Russell Crowe participa dessas batalhas e é um amigo íntimo de Marco Aurélio”, afirma Rossi.

“Cronologicamente, estamos no mesmo período e a guerra é a mesma, mas o personagem do filme tem uma história muito triste e um fim terrível, enquanto o nosso se torna um homem rico e famoso”, acrescenta a arqueóloga.

Grande parte do túmulo permanece enterrada na lama, e Rossi diz que arqueólogos estão trabalhando o dia inteiro para desenterrar todo o monumento.

“É possível que a gente encontre o sarcófago. Ainda é muito cedo para dizer qual o tamanho do túmulo, mas, aparentemente, havia uma fileira de colunas de pelo menos 15 metros, então era bem grande”, afirmou.

Novidade- Galeria de Vídeos de Sociedades Secretas

sem comentários

Montagem com simbolos da Rosacruz

Montagem com símbolos da Rosacruz

Todo mundo me pede para refazer a galeria de vídeos que eu tinha em meu ex-blog dedicado ao esoterismo, o Olho de Hórus. Com a grande quantidade de eventos para promover o livro SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO no mês de novembro, achei que seria de bom grado montar essa página.

Procure o link da galeria no cabeçalho. Vale lembrar que todos os vídeos são do Youtube, mas é sempre bom ter uma indicação. Por isso aproveitem e boa diversão.

Só para lembrar: os eventos do SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO estão a seguir. Reserve as datas em suas agendas.

07/11 – Sessão de autógrafos “Sociedades Secretas – O Submundo” -19hs – Livraria Martins Fontes com o Autor Sérgio Pereira Couto

08/11 – Lançamento Oficial “Sociedades Secretas – O Submundo” – 19hs – Casa das Rosas com o Autor Sérgio Pereira Couto, OPELF, Venda de Livros e Promoção do Box “Sociedades Secretas” com os volumes I e II

12/11 – Mesa Redonda sobre Teoria da Conspiração – 20hs – Casa das Rosas – Evento de destaque na casa das Rosas durante a ‘Mostra de Curtas Fantásticos’, de 11 a 16 de novembro.

13/11 – Divulgação e Performance “Sociedades Secretas – O Submundo” – 19hs – Livraria Cultura com o Autor Sérgio Pereira Couto e OPELF

19/11 – Workshop sobre Sociedades Secretas na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Participações de membros de ordens como as ligadas a Aleister Crowley, Ordo Fraters Lucis, Xamanismo, Druidismo, Maçonaria e uma sociedade secreta inédita. Debate conduzido pelo jornalista e escritor Sérgio Pereira Couto. A partir das 19 horas.

Maiores informações no BLOG da TUDOTECA (http://literalmente.tudoteca.com.br) e no site da OPELF (www.opelf.org).

Artigo – O Enigma de Minos (Parte 2 de 2)

sem comentários

O Labirinto de Chartres, na França, modelo tipico usado durante a Idade Média

O Labirinto de Chartres, na França, modelo típico usado durante a Idade Média

Continua e termina por aqui o artigo publicado originalmente na revista LEITURAS DA HISTÓRIA 8. Continuamos a viajar pelas origens mágicas de um dos mais antigos símbolos da humanidade. Boa leitura!

 

Base de Análises

O mito cretense é a base das análises dos especialistas sobre labirintos e as conclusões tiradas são as mais variadas possíveis. Claro que ninguém acreditaria na existência de um minotauro, mas já foi dito que tal criatura nada mais era do que um sacerdote minóico que, assim como os maias e astecas, fazia sacrifícios humanos dentro do palácio de Cnossos.

O símbolo, apesar de recorrente em vários lugares do mundo, é único de seu gênero e teve mais interpretações do que se esperaria. Por exemplo, o poeta e classicista Robert Graves (autor do romance Eu, Cláudio), embora seja um nome que não é bem visto pelos acadêmicos, acreditava piamente que a verdadeira origem do labirinto era um mosaico no piso que havia na frente do palácio de Cnossos. Para ele, era “um piso que possuía um padrão de Dédalo usado para guiar dançarinos numa dança da primavera erótica”. A inspiração para aquele desenho seria as armadilhas ocultas usadas na captura de perdizes, pássaros que realizam uma “dança do amor pesada e estática, similar à de outras aves do mesmo porte”. Se seguirmos esse raciocínio, neste tipo de dança aparentemente o prêmio esperaria por quem o caminho ao centro.

Há outros autores que discutem o assunto em suas obras, como o poeta latino Ovídio, que em sua obra, Metamorfoses, conta que Dédalo, o arquiteto, resgatou o corpo de Ìcaro após a queda deste e que enterrou “enquanto uma perdiz barulhenta de um lamaçal olhava a cena e batia as asas em aprovação”. Essa é uma referência ao sobrinho que o arquiteto havia matado em Atenas, a razão principal para que ele tenha se exilado na corte de Minos. Dédalo teria ficado com um certo ciúme do filho de sua irmã, que era seu aprendiz, porque iria se tornar mais criativo que o tio. A inveja começou a tomar forma quando o sobrinho criou um compasso para desenhar círculos e ainda contou vantagem sobre como se inspirou nos ossos afiados de um esqueleto de peixe para inventar a serra. Essa foi a gota d´água para Dédalo, que já afirmara em diversas ocasiões que o inventor de tal ferramenta havia sido ele. Como resultado o arquiteto atirou o sobrinho do alto de um templo. Embora ele tenha tentado esconder o corpo os deuses tiveram pena do sobrinho e transformaram sua alma numa perdiz. Assim, com esse detalhe em mente, é fácil pensar que Ovídio usou a figura da perdiz apenas como um artifício literário para dizer que a alma do injustiçado tinha, finalmente, alcançado sua vingança.

 

O Jogo de Tróia

O mais interessante sobre a origem do labirinto está numa jarra etrusca que retrata o que parece ser uma espécie de jogo que envolve participantes da lendária Tróia. As aventuras do mítico príncipe Enéias, depois da queda de Tróia, estão narradas na Eneida, de Virgílio. E é esse livro que dá uma pista interessante.

No livro V, depois de fugir de Cartago e dos braços da rainha Dido, Enéias e sua pequena frota de navios são tirados do curso e vão parar próximos ao Monte Erice, na Sicília, localizado na costa noroeste daquela ilha. Outros refugiados de Tróia haviam chegado àquelas terras e se estabelecido por lá. É quando Enéias resolve comemorar a morte de seu pai com um dia inteiro de jogos fúnebres que incluem corridas de barco, a pé, lutas de boxe e competições de arco e flecha. Vários prêmios são a recompensa dos participantes, que variam de armaduras a uma mulher escrava que amamenta gêmeos (talvez uma referência discreta a Rômulo e Remo, fundadores de Roma).

Porém há uma última prova onde nenhum prêmio é mencionado. No último dia do evento há o chamado Lusus Troiae, no qual os competidores são adolescentes e filhos dos aristocratas troianos. Esse é o chamado Jogo de Tróia, que combina elementos de jogos de guerra e adestramento com acrobacias em esportes como montaria e pólo. O elemento de ligação é o campo do jogo, marcado com as passagens do formato clássico do labirinto.

Todos os pesquisadores de labirintos comentam, em seus trabalhos publicados no exterior, que é realmente uma pena que Virgílio não tenha registrado mais detalhes sobre como o jogo se desenrola. Todos partem do princípio que o poeta, da mesma maneira como os escritores esportivos de hoje não perdem tempo explicando como se joga futebol e partem do princípio de que quem lê conhece as regras, assim o fez o autor da epopéia. Pouco se conhece sobre como se desenrola tal jogo cerimonial, que só era executado em duas ocasiões: para celebrar a morte de alguém ou a fundação de uma cidade. O pouco que se sabe sobre sua execução dá conta de que era jogado com três times, todos montados em cavalos. Cada time consistia numa coluna de seis pares de rapazes liderados por um comandante e acompanhados por um treinador adulto, provavelmente um instrutor ou um treinador. Cada participante carregava duas lanças de madeira com ponta de ferro, com algumas tiras trançadas de ouro ao redor dos pescoços. Os três grupos circulavam o campo até ouvirem o sinal dado por um estalo de chicote e então se dividiam numa série de ataques e contra-ataques. O trajeto dos jogadores no campo seria a inspiração para o desenho do labirinto.

Para o pesquisador alemão Hermann Kern, esse jogo era “uma espécie de jogo debutante para rapazes em cavalos”. Seria, na verdade, um ritual e uma demonstração de competência física. Embora as pistas deixadas nos escritos de Virgílio não falem especificamente sobre o formato labiríntico do campo, um historiador natural latino, Plínio o Velho, dá uma pequena contribuição à investigação deste mistério em sua obra escrita. É que retrata um misterioso jarro etrusco conhecido como Tragliatella, que mostra inclusive um labirinto com sete voltas.

 

Outras Imagens Romanas

Porém não foi apenas na literatura que os romanos antigos estabeleceram um elo de ligação com o símbolo do labirinto. Há imagens elaboradas de tal símbolo em pisos de mosaico encontrados em diversas localizações do antigo império. O que mais chama a atenção é que eles também são uma prova de que os antigos moradores daquelas casas levavam o labirinto muito a sério e que tal imagem era intimamente ligada à sua civilização. Entre o século II a.C. e V d.C. esses pisos (e algumas vezes também paredes) foram construídos em casas, prédios públicos, banhos e até mesmo em túmulos. Era uma forma de arte calculada para demonstrar aos visitantes a fortuna do dono da propriedade.

Esses desenhos eram compostos de pequenos cubos chamados tessetae e feitos de vidro, pedra, argila ou cerâmica, colocadas de maneira a formar padrões geométricos ou mesmo desenhos concretos. Havia também uma forma considerada mais econômica, feita com pedaços de materiais diversos, bem como trabalhos em vidro que seriam considerados os precursores dos grandes vitrais medievais. Por vezes, especialmente em solo italiano, o piso era feito em tons preto e branco, mas na maioria das vezes era composto por cores em grande variedade.

Há um catálogo com centenas de pisos romanos antigos sobreviventes, publicado na década de 1970, que indica que 54 deles, incluindo dois encontrados em Pompéia, tinham design de labirintos. Curiosamente, embora o piso mosaico romano tenha sua origem na Grécia e o romanos tenham empregado freqüentemente artesãos daquele país, pisos de labirintos gregos são muito raros e tal decoração é mesmo uma característica romana.

Os gregos, entretanto, fizeram um grande uso do padrão labiríntico para decorar edifícios e peças de cerâmica. O padrão, que em inglês é conhecido como meander (que significa serpentear), é cheio de repentinas voltas para o lado direito que os romanos reuniram em novos desenhos para construírem um labirinto típico de sua civilização. No labirinto romano há apenas um caminho para o centro, com absolutamente nenhuma outra escolha no caminho. O desenho clássico cretense estava definitivamente fora de moda.

Os mosaicos romanos podem se apresentar em formatos redondos, mas a maioria é mesmo quadrada, e todos são divididos em quatro quadrantes idênticos. O caminho para o centro explora cada um desses quadrantes antes de passar para o próximo, sem apresentar nenhuma volta.

Mas não foi essa a única maneira pela qual os artistas romanos urbanizaram o labirinto: ao redor de cada labirinto de mosaico há uma representação das muralhas de uma cidade completa, com torres de vigia e portões fortificados. Enquanto o labirinto em si é representado de maneira a não representar profundidade ou uma terceira dimensão, as muralhas de proteção são representadas de uma maneira que mostram exatamente esse tipo de efeito. Sabemos que não há nada do gênero descrito no mito cretense, mas o que importa é a ligação estabelecida entre o labirinto como símbolo e as características que o tornam uma imagem amalgamada de Tróia e da própria cidade de Roma.

Um dos maiores e mais bem preservados labirintos romanos está numa villa datada do século III a.C. próxima à cidade de Salsburgo, na Áustria. Suas bordas assumem dimensões de 18 pés (5,48 metros) de comprimento por 21 pés (6,40 metros) de altura. No centro podemos ver Teseu prestes a desferir o golpe fatal no Minotauro. À esquerda, pouco além do labirinto, há uma cena em que Ariadne dá a bola de lã para o herói, enquanto à direita vemos a filha de Minos sentada sozinha, de pernas cruzadas, seu queixo encostado no pé direito (nesta cena há uma dupla interpretação: pode ser que ela esteja esperando Teseu sair do labirinto ou que já tenha sido abandonada por ele na ilha de Naxos). No topo um desenho que representa a fuga do casal que vai para o navio que rima para Atenas.

Ao redor desse labirinto há um desenho de tijolos e pedras que o circunda. Sua única abertura é um arco que leva ao começo e se localiza próximo da pensativa Ariadne. Seu fio corre por todo o local, marcando treze voltas até o centro.

Essa tendência de ter um fio condutor não é própria de todos os mosaicos romanos. A entrada de um outro mosaico, localizado numa tumba romana em Hasdrumentum (hoje identificada como a moderna cidade de Sousse, na costa leste da Tunísia) mostra portas duplas que levam ao seu interior. Como a obra adorna um túmulo, as portas estão fechadas e dá para se ler uma inscrição que diz Hicinclusus Vitampert (ele que está trancado aqui irá morrer), uma definição do habitante mais famoso do mito, o Minotauro. Uma representação do monstro morto está no centro e do lado de fora vemos um grupo de navios fugindo. No canto inferior direito do pavimento há um círculo, ou melhor, dois, um dentro do outro que podem representar tanto a perfeição, a eternidade ou mesmo o novelo de Ariadne.

Porém o monstro de Minos não é um assunto predominante nos labirintos antigos. Em Óstia, o porto de Roma, há um labirinto cujo centro é decorado com a figura não do Minotauro ou de Teseu, mas sim com a do farol local. Em Pompéia possuía um pavimento, hoje já perdido, que mostrava um capacete militar no centro do labirinto lá retratado. Um outro exemplar, desenterrado em Yorkshire, na Inglaterra, mostrava uma flor com quatro pétalas como objetivo em seu centro.

Por mais bonitos que sejam na hora de serem descritos, esses desenhos de labirintos romanos jamais passaram desse ponto. Não há qualquer menção nos livros consultados para este trabalho sobre um modelo em escala real, todos são apenas artifícios visuais de decoração. E novamente o especialista Hermann Kern aponta em seu livro que a maioria desses desenhos possui leves defeitos, provavelmente fruto de erros não intencionais que impede o observador de encontrar o centro com o olho ou seguindo com o dedo. Isto, segundo Kern, pode ser um sinal de que os romanos, diferente dos cretenses, não consideravam o labirinto como algo sagrado ou mesmo viam o ato de percorrê-lo uma oportunidade de filosofar sobre a vida ou algo assim. Uma das arqueólogas que já trabalharam em Pompéia, a norte-americana Bernice Kurchin, sugere em artigos próprios que “não era da natureza romana se interessar pelo movimento em busca do centro das coisas. Eles eram cidadãos (a menos, claro, que fossem escravos ou mulheres) de um império em constante expansão. Seu instinto era ir em frente de uma maneira que se afastasse do centro, como a própria cidade de Roma fazia”.

 

O Labirinto Egípcio

Entre um labirinto e um Dédalo não é fácil explicar quando alguém apresenta um desenho que não se encaixa nem numa nem noutra definição, mas ainda assim é considerado como um labirinto. Esse é o caso de um relato registrado pelo historiador grego Heródoto que descreve um labirinto no Egito. Trata-se de um monumento fúnebre construído pelo maior rei da Décima Segunda Dinastia, Amenemhat III, o sexto desta família que governou o país entre 1860 e 1814 a.C. É considerado pelos egiptólogos um dos soberanos mais importantes do Médio Império (2000 – 1700 a.C.).

Era o filho mais velho de Sesóstris III, que o tornou co-regente quando ainda era vivo. De acordo com o historiador e sacerdote egípcio Maneton, que viveu durante a época ptolomaica, Amenemhat III governou por apenas oito anos, mas é um ponto polêmico, já que há vários monumentos que eu mandou construir e cuja existência contradizem essa idéia. O mais provável seria que seu reinado, como estabelecido pela mais famosa lista de reis, chamada de Cânone de Turim, tenha durado cerca de 45 anos.

Como é comum nesse tipo de estudo, pouco se sabe sobre o reinado desse faraó. O que os estudiosos dizem é que se tratou de um período pacífico, onde o rei se dedicou mais ao desenvolvimento econômico do país do que a conquistas. Nesse período foram explorados os recursos minerais do monte Sinai, como comprova a existência de cerca de 60 inscrições de seu reinado encontradas naquela região. As pedreiras da região do Uadi Hammamat, a leste do vale do Nilo, também foram intensamente exploradas. Também foi sob o reinado de Amenemhat III que foram concluídos trabalhos de construção de barragens e canais com o objetivo de valorizar o Oásis de Faium como região agrícola.

Ele ordenou a construção de uma pirâmide no complexo funerário de Dashur, próxima à antiga cidade de Mênfis, a atual Cairo. Seu monumento é conhecido como a Pirâmide Negra, que apresentou problemas durante sua construção e terminou pro ser abandonada pelo rei. Foi sepultado em Hauara, não muito longe da antiga Crocodilópolis (hoje El Faiyûm), a sudoeste de Mênfis. É lá que Heródoto localiza a existência de um complexo, hoje em ruínas, onde havia um palácio real de grandes dimensões, com mais de três mil quartos, numa descrição que lembra bastante a do Palácio de Cnossos, em Creta. Foi este estranho complexo que foi apelidado de Labirinto Egípcio.

Essa estrutura única, que já foi considerada ainda mais espetacular que as pirâmides de Gisé, era baseada numa área que media 305 por 244 metros. Fora algumas colunas que insistem em ainda estar em pé, pouco mais restou dessa construção. Assim tudo o que sabemos vem dos relatos históricos, entre eles o de Heródoto, e dos achados resultantes da escavação realizada em 1888 pelo egiptólogo Flinders Petrie, famoso por seu trabalho em outros sítios arqueológicos como Amarna e Abydos.

De acordo com Heródoto, que afirma ter visto a construção em seu auge, o labirinto era uma vasta estrutura nas margens de um grande lago localizado a sete dias de jornada a partir das Pirâmides de Gisé. O edifício, que aparentemente era um templo funerário, era dividido em 12 grandes pátios e suas paredes eram cobertas de esculturas. Havia também uma grande pirâmide decorada com figuras colossais que era conectada ao templo por uma passagem subterrânea. Heródoto enfatiza o tempo todo que a construção é uma “maravilha” (da palavra grega thaumata) que “eclipsava as Pirâmides”.

Outro relato que dá conta de que tal labirinto existiu mesmo foi o do geógrafo grego Strabo durante o século I d.C. Segundo ele o local era “um grande palácio composto por muitos palácios”, o que representava a maneira com a qual se mostrou maravilhado com sua enormidade. Ele conta ainda que haviam vários pátios, cada um com uma entrada própria, mas que “na frente dessas entradas há criptas, que são longas e numerosas e que tem passagens cheias de curvas que se comunicam umas com as outras, para que nenhum estranho possa encontrar seu caminho por qualquer pátio ou sair de lá sem um guia”.

Heródoto acrescenta que os níveis inferiores do Labirinto, cuja entrada foi vetada a ele, continham os “sepulcros dos reis” que o construíram, bem como os locais de repouso dos crocodilos sagrados, o que torna o relato mais confiável, já que bate com o hábito conhecido dos egípcios em enterrar os bois sagrados Ápis em locais semelhantes.

As poucas pistas que chegaram a nós por esses relatos dão conta de que o tal Labirinto tinha vários propósitos para os egípcios. Sabemos que era o templo mortuário de Amenemhat III, onde eram feitas oferendas diárias ao espírito do faraó, que garantiam sua prosperidade no além. O local também teria funcionado como centro cultural e local de encontro para os governantes dos nomos. Pode ter servido também como palácio e centro administrativo. Curiosamente a tal pirâmide descrita contém seu próprio Dédalo gravado na pedra, que tinha por função guardar a múmia do faraó dos ladrões de túmulos.

No tempo de Heródoto o complexo já tinha cerca de 1300 anos de idade e já se apresentava em estado de ruínas. Muitos historiadores e arqueólogos que estudaram o local afirmam que se tratava de uma vasta coleção de prédios, altares, passagens e pátios, alguns já em mau estado de conservação, alguns ainda inteiros.

A descrição desse layout ganharia fama entre os tempos romanos e faria com que o Labirinto Egípcio ganhasse fama como um dos mais famosos da Antiguidade. A quantidade certa de salas e cômodos é questão de discussão. Para Hermann Kern, por exemplo, o total citado por Heródoto de três mil cômodos, divididos igualmente em câmaras superiores e inferiores, não deve ser levado a sério. E o pesquisador refuta que isso acontece porque “por mais que seja uma referência à idéia egípcia de que a alma vaga por cerca de três mil anos, essa seria uma noção que não seria registrada sem uma certa influência grega”.

Porém nem mesmo o labirinto foi páreo para a passagem do tempo, que parece não afetar por completo apenas as Pirâmides de Gisé. O complexo caiu em ruínas numa data desconhecida, provavelmente antes da chegada dos romanos, já que quando estes já estavam com o Egito sob seu domínio, já era um local daqueado. Suas pedras, todas de fino corte, foram adornar casas de uma pequena vila próxima do local. Quando Petrie escavou por lá encontrou nada além de um vasto campo de pedras quebradas e lascadas com cerca de 1,82 metro de profundidade. Ele escreveu algum tempo depois que “numa imensa área de dezenas de acres” encontrou evidências de um grande prédio. Ele só pôde supor que essa estrutura media cerca de 1000 pés (304,8 metros) por 800 pés (243,84 metros). Resumiu seu achado numa frase sucinta: “De tais restos espalhados é difícil estabelecer algo”.

Não muito tempo depois do arqueólogo ter escrito isto a maioria das pedras encontradas foram levadas para serem usadas de leito para trilhos de trens. Com isto quase nada restou do fabuloso local e portanto os atuais arqueólogos não podem mais confirmar as anotações de Petrie.Assim ele, Heródoto e Strabo são as únicas testemunhas oculares da magnificência deste antigo labirinto que, um dia, foi mais admirado que a Grande Pirâmide.

Lançamento – Histórias do Tarô

sem comentários

Participar de uma coletânea de contos não é uma tarefa fácil. Ainda mais quando todos os envolvidos são especialistas no assunto. É uma competição inconsciente para tentar ver se você é capaz de produzir uma história que fique à altura da dos outros, mesmo sem saber como elas serão.

Mesmo assim os resultados podem surpreender. Como foi no caso desta coletânea, batizada de HISTÓRIAS DO TARÔ, lançado no sábado, dia 18. Cada autor recebeu a imcumbência de preparar um conto baseado num dos arcanos maiores do tarô. Para mim caiu a Temperança e, quem teve oportunidade de ler o conto, gostou bastante.

Os demais trabalhos são de pessoas de talento que usaram seus conhecimentos esotéricos para formar boas histórias. O lançamento aconteceu na livraria Martins Fontes, da Avenida Paulista, e lotou o estabelecimento. Muitos rostos conhecidos, conversas, autógrafos e oportunidades de conhecer os demais autores. Foi uma experiência positiva e gratificante.

Para conhecer o livro, continue a ler este post. Para adqurí-lo acesse o link http://www.tarjalivros.com.br/detalheprod.asp?produto=10. Aproveite para ver as fotos do lançamento, cortesia de Luna Dracaena Brigantia (http://lunabrigantia.multiply.com/photos/album/73/73).

Quando se pensa no Tarô, diversas questões nos vêm à mente, especialmente se se somos leigos no assunto: Para que servem as lâminas? Como funcionam? Onde foram criadas? Quem as criou?

 

A resposta para estas questões, na realidade é tão emblemática quanto os próprios Arcanos, uma palavra originada do latim arkanum, que significa mistério. Composto por 78 cartas, chamadas de lâminas, sendo 56 delas os Arcanos Menores, que são as precursoras do baralho comum, e 22 os Arcanos Maiores, o Tarô é, na visão não apenas de leigos, mas também de muitos estudiosos, uma ferramenta para adivinhação comparável à Astrologia e a diversos tipos de práticas para desvendar o futuro.

Entretanto o Tarô, assim como a Astrologia, é muito mais complexo do que ser um simples canal para adivinhação. Em seu âmbito mais profundo ele transmite uma verdade arquetípica cuja origem é muito anterior ao século XV, data em que segundo pesquisadores, se teve a primeira aparição oficial de um baralho. Na realidade, a idade e a origem do Tarô, em especial dos Arcanos Maiores, são meros detalhes se considerarmos o valor de cada um deles como revelador de situações arquetípicas que passamos durante nossas vidas e cujas raízes no Inconsciente Coletivo remontam aos primórdios da humanidade.

O objetivo com o livro Histórias do Tarô é apresentar a jornada de cada um dos Arcanos Maiores de uma maneira clara e simples, através de 22 histórias que vão desde o Louco que precede o Mago, até o Louco que segue após o Mundo, abordando as situações que tanto podem surgir em analises psicológicas, relacionadas ao desenvolvimento pessoal, como nas leituras de âmbito divinatório.

 

Organização: Richard Diegues e Gianpaolo Celli

Os autores e suas obras:

O Louco – Aprendendo a errar – Richard Diegues

O Mago – Por quem os deuses choram – William Goldoni

A Papisa – A princesa coberta – Melissa Mell

A Imperatriz – O sortilégio do destino – Marcos Torrigo

O Imperador – O homem que queria ser o “dono do mundo” – Giancarlo Kind Schimid

O Hierofante – A iluminação – Ivana Regina

Os Enamorados – Enamorado – Mauro Caramico

O Carro – Filho do sol – non ducor, duco – Rosana Rios

A Justiça – A justiça e a tempestade – Rodrigo Venkli

O Eremita – Espiral tecida em negro – Tuga Martins

A Roda da Fortuna – Ciclos – Mauricio Mikola

A Força – Tecnologias são ultrapassadas só por quem não quer evoluir – Janaina Caetano

O Enforcado – A noiva do rio gelado – Denise M. G.

A Morte – Augusto e o segredo de Jadis – J. A. Domingos

A Temperança – Espíritos no mundo material – Sérgio Pereira Couto

O Diabo – O Espelho – Ana Marques

A Torre – Uma vida passada a limpo – Júlia Sanchez

A Estrela – Por entre a luz até a noite escura – Gledson Lima

A Lua – De baús e de almas – Alessandra Fonseca

O Sol – Ulisses de todos nós – Cezar Augusto Drake

O Julgamento – Pedras no lago – Eddie Van Feu

O Mundo – A abelha e a flor – Heloisa Galves

O Louco – Loucura abençoada – Gianpaolo Celli

AS FOTOS DO LANÇAMENTO

Eu dando meu primeiro autógrafo do dia

Eu dando meu primeiro autógrafo do dia

Eu e Bran, ou melhor, J A Domingues

Eu e Bran, ou melhor, J A Domingues

Eu e Tuga Martins

Eu e Tuga Martins

Uma parte dos autores da mesa. Eu, para variar, no celular.

Uma parte dos autores da mesa. Eu, para variar, no celular.

Tarde movimentada de sábado.

Tarde movimentada de sábado.

Gente animada num lançamento bem organizado pela livraria Martins Fontes.

Gente animada num lançamento bem organizado pela livraria Martins Fontes.

Calendário Oficial Para Lançamento do Novo SOCIEDADES SECRETAS – O SUBMUNDO

sem comentários

Capa do novo  Sociedades Secretas - O Submundo

Capa do novo Sociedades Secretas - O Submundo

Os eventos estão fechados e o calendário pronto. Anotem em suas agendas. A mesa redonda sobre Teoria da Conspiração promete bastantes surpresas…

07/11 – Sessão de autógrafos “Sociedades Secretas – O Submundo”

19hs – Livraria Martins Fontes com o Autor Sérgio Pereira Couto

08/11 – Lançamento Oficial “Sociedades Secretas – O Submundo”

19hs – Casa das Rosas com o Autor Sérgio Pereira Couto, OPELF, Venda de Livros e Promoção do Box “Sociedades Secretas” com os volumes I e II

12/11 – Mesa Redonda sobre Teoria da Conspiração

20hs – Casa das Rosas
Evento de destaque na casa das Rosas durante a ‘Mostra de Curtas Fantásticos’, de 11 a 16 de novembro.

13/11 – Divulgação e Performance “Sociedades Secretas – O Submundo”

19hs – Livraria Cultura com o Autor Sérgio Pereira Couto e OPELF

Maiores informações no BLOG da TUDOTECA (http://literalmente.tudoteca.com.br) e no site da OPELF (www.opelf.org).

Comentário de Leitor – A Verdade Sobre o Código da Vinci

com um comentário

Capa de Sociedades Secretas - A Verdade Sobre o Código da Vinci

Capa de Sociedades Secretas - A Verdade Sobre o Código da Vinci

Mais um comentário sobre meus livros, desta vez um de pesquisa. Sei que, ultimamente, muita gente anda saturada de ouvir falar sobre Código da Vinci (ainda mais porque Dan brown não parece muito animado em lançar seu novo livro.

Para nós, que estudamos seriamente o assunto Teoria de Conspiração (acredite, existem essas pessoas e as levaremos para participar de uma mes aredonda na Casa das Rosas sobre o assunto em novembro), é importante apenas analisar os assuntos de maneira correta, sem ser piegas ou absurdo.

Quando lancei o livro Sociedades Secretas – A Verdade Sobre o Código da Vinci, não tinha intenção de dizer se o que Dan brown falava era ou não verdade. Falava apenas sobre as referências históricas, que são muitas, e que serviriam para ilustrar melhor uma compreensão da história, seja ela verdade ou não. E, por incrível que pareça, há muita coisa que já fazia parte do folclore do sul da França muito antes de Brown aperecer com seu livro.

O blog £0KYTRPB0X entendeu perfeitamente isso. E fez um comentário muito positivo sobre o meu trabalho. Para conhecer o blog, entre em http://lokytrp.blogspot.com/2008/10/verdade-sobre-o-cdigo-da-vinci.html e veja o texto na íntegra.

Artigo – O Enigma de Minos (Parte 1 de 2)

com 2 comentários

leituras-da-historia-8

leituras-da-historia-8

Novo artigo. Saiu originalmente na revista Leituras da História 8. Fala sobre as origens de um dos símbolos mais misteriosos da civilização: o labirinto. Este, inclusive, será o tema de um de meus futuros lançamentos em livro. Então, sem mais delongas, vamos ao texto.

Todos conhecem ou já ouviram falar sobre a história do herói ateniense Teseu, o matador do terrível monstro Minoutauro. Muito do que entendemos hoje sobre os labirintos vem da exaustiva análise desta lenda, que gira ao redor do fabuloso monstro que tinha o corpo humano e cabeça de touro. Esse estranho animal tem uma origem ligada aos deuses do monte Olimpo. Zeus seduzira a esposa do rei Minos, de Creta, chamada Parsífae.

Minos, que era filho do rei dos deuses e de Europa, gabou-se da glória que possuía seu reino e que os deuses atendiam todos os seus desejos. Assim, ergueu um altar numa praia para o deus dos mares, Posseidon, e orou para que viesse até ele um belo touro vindo do mar que seria sacrificado aos deuses.

Quando o animal enviado pro Posseidon apareceu era muito belo. Minos viu-se incapaz de sacrificá-lo e trocou o animal por um outro de seu rebanho. Os deuses decidiram que Minos havia ido longe demais. Assim Afrodite, a deusa do amor, foi encarregada de realizar a manobra que levou ao nascimento do monstro. Fez com que Parsifae se apaixonasse pelo touro vindo dos mares. A rainha sabia que tal paixão era um verdadeiro horror, mas viu-se incapaz de resistir ao encantamento da deusa e confidenciou seu segredo para Dédalo, um artesão que servia a Minos em sua corte na cidade de Cnossos. Dédalo resolveu ajudar sua soberana e construiu uma vaca de madeira com interior oco, onde ela poderia se esconder. Com esse artifício a rainha foi capaz de passar um bom tempo com seu amante sem ser vista pelos seus súditos. Foi desse cruzamento que o Minotauro foi concebido.

Minos se horrorizou com o nascimento e foi procurar o conselho do Oráculo de Delfos, que foi taxativo: o recém-nascido deveria ser escondido com a utilização de esperteza. Ele procurou Dédalo, que construiu o labirinto mais famoso de todos, definido pelos relatos da lenda como “um amontoado de corredores com curvas súbitas e becos sem saída, através do qual nenhum homem poderia descobrir o caminho”. Depois de passar por tantos corredores, quem se atrevesse a lá entrar encontrava o centro, onde o Minotauro aguardava o infeliz que serviria de refeição.

O monstro recebia como refeição sete jovens e sete donzelas que eram enviadas por Atenas como tributo ao soberano de Creta, depois de uma derrota num conflito entre a cidade e a ilha. Tal tributo deveria ser pago a cada nove anos. Esse sacrifício aconteceu pelo menos duas vezes. Na terceira vez, Teseu, filho adotivo do rei Egeu, se apresentou para participar. Assim que o navio ateniense chegou à Creta Teseu se apresentou a Minos como filho de Posseidon, o que era verdade. O soberano zombou do jovem e desafiou-o a provar o que dizia. Para isso Teseu mergulhou no mar. Imediatamente um bando de delfins o escoltou até o fundo, onde Anfitrite, a deusa do mar, deu-lhe um anel dourado e uma coroa de jóias. Quando voltou á praia, sempre escoltado pelos animais marinhos, levantou os presentes para que todos pudessem ver que era favorecido pelos deuses. O soberano não teve outra alternativa a não ser concordar com o que parecia a qualquer um uma missão suicida.

O que Teseu não sabia era a filha de Minos, Ariadne, havia se apaixonado por ele. Por não desejar que o príncipe virasse comida do monstro, ela o procurou com a intenção de revelar um segredo: se o herói a levasse para Atenas como sua noiva, mostraria a chave do Labirinto da mesma maneira que lhe foi revelada pelo próprio construtor do local, Dédalo. Quando Teseu ponderou sobre o assunto e decidiu aceitar a oferta, recebeu um rolo de linha.

Na mesma noite ele se lançou à sua tarefa. Enquanto mergulhava na escuridão do Labirinto o fio parecia guiá-lo em direção à sua presa. Teseu conseguiu chegar até o centro do Labirinto e encontrou o Minotauro. Ele o agarrou por trás e o despertou. A luta foi ferrenha e durante o embate Teseu quebrou a espinha do monstro e o matou. Depois bastou seguir a linha para se ver livre de uma vez da tortuosa construção.

Com receio da reação de seu pai ao saber que o monstro estava morto, Ariadne convenceu Teseu, juntamente com os demais atenienses do tributo, a abandonarem Creta. Assim um navio partiu ainda na calada da noite e fez uma parada na Ilha de Naxos. Ariadne o ajudara por amor e ele aceitou mesmo sabendo que não tinha a menor intenção de se casar com ela. Quando, alguns dias depois, o navio de Teseu levantou âncora, ele simplesmente aproveitou que Ariadne dormia na praia para abandoná-la por lá.

 

Lenda ou Realidade?

Não se sabe em específico o quanto da lenda é baseado em ficção e qual a parte relativa à realidade. Muito se especula sobre a função de cada um dos elementos da lenda, da paternidade de Teseu até o fio de Ariadne.

Como a escrita minóica encontrada nas escavações de Creta (a chamada linear A) ainda não foi decifrada, não se sabe se a palavra Minos é um nome próprio ou se seria a designação naquela língua morta para um rei. Acadêmicos das principais universidades européias apontam para semelhanças entre o nome do rei da lenda e outros reis da Antiguidade, como Menés, do Egito, e Manu, da Índia. Os arqueólogos dizem que há evidências de que Minos pode ter sido mesmo uma pessoa específica e que ele teria vivido por volta do ano 1500 a.C., responsável pela unificação do povo cretense e criador da primeira armada minóica, destruída trinta anos depois desse período.

Para um dos mais famosos arqueólogos britânicos, Arthur Bernard Coock, Minos e Minotauro são diferentes formas de um mesmo personagem, representações do deus-sol dos cretenses, povo que representava o astro-rei como um touro. Para ele e mais alguns acadêmicos, a união de Parsifae com o touro vindo do mar é uma maneira de descrever uma cerimônia sagrada, na qual a rainha de Cnossos tornava-se noiva de um deus-sol.

Porém a parte mais intrigante da lenda é mesmo a descrição do labirinto. Como era de se esperar, os arqueólogos que começaram a trabalhar em Creta desde a época de sir Arthur Evans (em 1900) esperavam encontrar vestígios de tal construção. Porém não encontraram absolutamente nada que correspondesse à lenda. Porém o próprio palácio de Cnossos, devido à grande quantidade de salas, escadarias e corredores, seria para muitos a fonte primária da descrição da morada do Minotauro.

A batalha de Teseu com o Minotauro, sua entrada no Labirinto, a entrega do fio condutor, a morte do monstro e a vitória do herói, todos esses elementos transformaram o labirinto num símbolo que inicialmente tratava de mistério e iniciação.

 

Origens

A própria descrição dos caminhos confusos que permeavam a construção tornou-se o padrão para a definição do símbolo. O que poucos conseguem entender é que há uma diferença básica entre um labirinto e um dédalo, que seria o verdadeiro nome do labirinto confuso que conhecemos. Enquanto o primeiro é definido como uma forma tortuosa que leva inexoravelmente ao centro sem becos, saídas ou caminhos falsos, o Dédalo seria o verdadeiro labirinto confuso como o conhecemos.

Mas qual seria a origem e o significado dessa estranha palavra? Ninguém sabe ao certo, mas as referências à sua existência vão muito além do mito de Minos. Por exemplo, na Índia, bem distante do mediterrâneo e de suas culturas, há o poema indiano chamado Mahabharata, um texto constituído de mais de 74.000 versos em sânscrito e mais de 1,8 milhões de palavras, com um total aproximado de 90.000 versos. É nessa narrativa que encontramos a história de um mágico chamado Droma, que foi o mestre de um labirinto localizado no sul da Ásia.

A tradição judaica já afirma na Bíblia que o Labirinto seria uma criação do rei Salomão. Essa opinião seria a predominante de diversos adeptos da cabala. Nessa tradição, retomada pelos alquimistas durante a Idade Média, o Labirinto possuía uma função mágica e seria um dos segredos que nos teria sido legado pelo personagem bíblico. Essa seria a razão pela qual os labirintos das catedrais são constituídos por uma série de círculos concêntricos que são interrompidos em determinados lugares. Essa imagem seria um retrato da obra máxima alquímica, que mostra as suas dificuldades maiores, que vão da via que convém seguir para atingir o centro até o caminho que o artista deve tomar para sair.

O Labirinto clássico, como o de Creta, é um espaço fechado com um complexo circuito de corredores que levam ao ponto central. A linha tortuosa que compõem esse caminho simbolizaria pelo ponto de vista esotérico as dificuldades da vida terrena, enquanto o centro representaria a morte e a ressurreição do viajante.

Sociedades Secretas – O Submundo

com um comentário

Capa do novo  Sociedades Secretas - O Submundo

Capa do novo Sociedades Secretas - O Submundo

JÁ DISPONÍVEL NAS MELHORES BANCAS E LIVRARIAS DO PAÍS!!!

A continuação do best-seller Sociedades Secretas

 

Este é o livro mais esperado por todos os leitores que se sentem instigados por sociedades secretas como Illuminati, Maçonaria, Golden Dawn, Skull and Bones, entre outras, mas não encontram fontes de informação que realmente satisfaçam suas curiosidades, e também para os fãs do best-seller Sociedades Secretas.
Neste novo e misterioso enredo, o autor se encontra envolvido em mais um mistério envolvendo o passado, seus amigos e fatos não esclarecidos até então. Dessa vez, assassinatos são cometidos e, correndo risco de vida, ele entra de cabeça em mais uma trama envolvendo conspirações, rituais misteriosos e a luta pelo controle das sociedades secretas, que são os principais ingredientes desta história de prender o fôlego da primeira à última linha.0

Comentário de Leitor – INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

sem comentários

Capa de Investigação Criminal

Capa de Investigação Criminal

Nessa carreira tão conturbada como a de jornalista (e tambémde escritor, guardadas as proporções), é muito bom receber um background dos leitores que lêem seus artigos. Como já disse antes, neste mesmo blog, a última Bienal foi um sucesso de vendas (1.600 exemplares de meus livros em apenas 11 dias de exposição).

 

Porém receber as informações, como as do email abaixo reproduzido, é o que eu realmente chamaria de “não tem preço”. E isso porque estou reproduzindo o comentário de uma leitora, Anastacia Teixeira, que teve a gentileza de me dar esse retorno. Sinto-me otimo por saber que meu livro INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, um de meus romances, foi tão bem apreciado por ela.

Abaixo eu reproduzo seu email na íntegra, conforme me foi enviado. E aproveito para falar a meus leitores: mandem-me suas opiniões sobre os trabalhos. Prometo reproduzir todos aqui.

E agora o email de Anastacia Teixeira. Obrigado, Anastacia, e cotinue a prestigiar esta tão sofrida carreira.

De: Anastacia A. Teixeira [mailto:anastaciateixeira@hotmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 1 de outubro de 2008 23:36
Para: editor@universodoslivros.com
Assunto: Opinião sobre “Investigação Criminal”
 
Ao Senhor Sérgio Pereira Couto,
escrevo este e-mail para, como muitos já o devem ter feito, parabenizá-lo pela maravilhosa obra que é “Investigação Criminal -Suspense e ação para desvendar um crime macabro.” Espero que este chegue, ou ao menos as impressões aqui passadas, em seu poder.
Adquiri o livro na Bienal, mas só pude iniciar sua leitura nesta presente data, por conta da finalização de artigos para o término da graduação de Enfermagem. Sou uma leitora assídua de diversos temas, mas os que envolvem investigações criminais e todos os tipos de relatos sobre crime são os que mais aguçam minha curiosidade e fascinação. Tenho como próximo projeto o ingresso na polícia científica e por este motivo, como também a leitura ser “viciante”, que neste dia de folga não fiz nada que não pudesse manter minha atenção voltada ao livro.
O livro realmente é intrigante, fascinante e diria até mesmo arrebatador, se me permite. A perspicácia e perseverança de Tony são exemplos que pretendo tomar para minhas condutas de agora em diante, pois apesar de ter tido um passado marcado por muita dor, ele não deixou que isso afetasse, diretamente, seu projeto para se tornar um CSA.
Desde quando Bert foi apresentado no Capítulo 6 antipatizei com ele, não sei dizer o que particularmente nele fez com que este sentimento surgisse, mas comecei a prestar mais atenção em suas atitudes. Quando ele (Bert) apareceu na lanchonete com o calçado com as mesmas características do colhido próximo a cena do crime que comecei a desconfiar relamente nele. Assim como Tony em momento algum desconfiei de Jen, só pensei nesta possibilidade ao mesmo tempo de Tony, quando ele olhava o álbum de fotos que Rose lhe entregou.
Achei que o suicídio de Jen foi uma abreviação de um sofrimento, que na minha limitada opinião, que ela merecia. Penso que o fato de ela ter instigado a mente doentia do irmão a iniciar com a vingança, por mais que tudo tivesse saído de seu “controle”, a torna mais maquiavélica, desprezível e repugnante do que Bert. Claro que levo em consideração de um possível complexo de Elektra que a acometia, mas ainda sim não a redime de seus atos macabros.
Em suma, já relatei minha opinião sobre o livro e alguns personagens então gostaria de saber quando o Sr. Sergio lançará um outro livro, quem sabe uma continuação da carreira de Tony, ou quem sabe desta vez sobre a polícia científica brasileira.
Fico grata por ter tido a oportunidade de conhecer e absorver os elementos de uma obra tão brilhantemente escrita.
Pesquisei trechos do livro “Seitas Secretas” e pretendo iniciar o mais breve possível esta leitura.
Anastácia Araújo Teixeira

Escrito por spereirac

Outubro 3, 2008 em 2:06 am