CANTO DO ORÁCULO

Trabalhos Literários do Jornalista e Escritor Sérgio Pereira Couto

Archive for Julho 12th, 2009

Estátua símbolo de Roma é 1800 anos mais nova do que se pensava

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A estátua símbolo de Roma

A estátua símbolo de Roma

Da BBC Brasil

Testes de laboratório revelaram que a estátua Lupa Capitolina, símbolo da origem mítica e do poder de Roma, foi feita por volta de 1300, e não de 500 a.C., como se acreditava.

A estátua mostra uma loba amamentando Remo e Rômulo, que, segundo a mitologia, são os fundadores de Roma.

O monumento foi submetido a vários exames de carbono no ano passado. Os dados só foram divulgados publicamente agora.

Em um artigo publicado na capa do jornal italiano La Repubblica, o ex-diretor da maior entidade de patrimônio cultural de Roma, Adriano La Regina, disse que 20 testes foram conduzidos na Universidade de Salerno.

Exames anteriores já haviam comprovado que as figuras de Remo e Rômulo que aparecem abaixo da estátua foram esculpidas no século 15.

O monumento é alvo de debates de acadêmicos desde o século 18. Até recentemente, acreditava-se que ela era uma obra etrusca do século 5 a.C.

Há registros de uma descrição feita pelo imperador Cícero, que viveu no primeiro século a.C., na qual ele diz que uma estátua de uma loba foi danificada por um raio.

Uma das patas da Lupa Capitolina está danificada.

Em 2006, a historiadora e restauradora italiana Anna Maria Carruba argumentou que a estátua foi feita a partir de um molde de cera, uma técnica não conhecida no mundo antigo.

Ela sugeriu que o dano na pata da loba seria um problema no processo de modelagem.

A estátua está entre as obras mais importantes em exposição nos museus de Roma.

A Lupa Capitolina também é símbolo do tradicional time de futebol Roma e foi usada como mascote nas olimpíadas de 1960, realizadas na cidade.

Escrito por spereirac

Julho 12, 2009 em 2:11 am

Arqueólogos amadores acham tesouro raro com detector de metal

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Especialistas acreditam que tesouro foi enterrado por líder viking

Especialistas acreditam que tesouro foi enterrado por líder viking

Da BBC Brasil.

O mais importante tesouro viking encontrado na Grã-Bretanha nos últimos 150 anos foi descoberto por dois amadores com um detector de metal na cidade de Yorkshire.

David e Andrew Whelan, que são pai e filho, descobriram o tesouro do século 10 em janeiro de 2007 enquanto praticavam seu hobby de procurar objetos antigos com detector de metal.

A dupla de Leeds conta que costuma sair à caça de objetos com o detector de metal há cinco anos todo sábado e afirmou que o tesouro viking era “coisa de sonhos”.

“Procuramos objetos com o detector de metal há cerca de cinco anos, todo sábado como um hobby. Acabamos neste campo, em particular, e tivemos um sinal forte do detector. Encontramos esta taça com as moedas e informamos a autoridade de antiguidades”, disseram.

“Ficamos surpresos quando descobrimos o que tinha dentro (da taça).”

Valor

Pai e filho afirmaram que o tesouro vale cerca de 750 mil libras (aproximadamente R$ 2,8 milhões), em uma estimativa mais conservadora.

A taça contém 617 moedas de prata e outros 65 objetos, incluindo o vaso coberto de prata e bracelete de ouro.

Os objetos antigos vêm de lugares distantes como Afeganistão e Irlanda, além da Rússia, Escandinávia e Europa continental.

“(A taça) tem uma bela decoração e foi feita na França ou Alemanha por volta do ano 900 da era cristã”, disse Jonathan Williams, mantenedor do setor de pré-história européia no Museu Britânico, para onde o tesouro foi transferido.

“É fantasticamente rara – existem apenas alguns outros exemplares conhecidos no mundo. Ficará maravilhosa quando for totalmente restaurada”, acrescentou.

Conservação

A maioria dos pequenos objetos está extremamente bem preservada, pois ficaram escondidos dentro do vaso, que estava protegido por um recipiente de chumbo.

O Museu Britânico afirmou que entre as moedas estão vários tipos novos e raros, que fornecem informações novas a respeito da história da Inglaterra no início do século 10.

Provavelmente os objetos foram enterrados por segurança por um rico líder viking durante o período de turbulência que se seguiu depois da conquista do reino viking de Northumbria, no ano 927.

“O tamanho e a qualidade deste tesouro é extraordinário, transformando-o na descoberta mais importante deste tipo na Grã-Bretanha nos últimos 150 anos”, disse uma porta-voz do museu.

Jonathan Williams afirmou que o Museu Britânico e os Museus da região de Yorkshire, onde o tesouro foi encontrado, vão levantar verbas para comprar a coleção, que deverá ser exibida ao público.

Os lucros com a venda deverão ser divididos entre os Whelan, que encontraram o tesouro, e os donos da terra onde foi encontrado.

Escrito por spereirac

Julho 12, 2009 em 2:08 am

Arqueólogos encontram câmara secreta em túmulo chinês

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Local ficou famoso por causa dos guerreiros de terracota

Local ficou famoso por causa dos guerreiros de terracota

Da BBC Brasil.

Arqueólogos na China anunciaram a descoberta de uma misteriosa câmara subterrânea dentro do complexo onde está o túmulo do imperador Qin Shihuang, guardado pelos famosos guerreiros de terracota.

Apenas uma pequena parte do complexo de 2 mil anos havia sido excavada, desde que foi descoberta por acaso por camponeses que tentavam abrir um poço, nos anos 70.

Registros históricos sugerem que centenas de milhares de pessoas trabalharam por quase 40 anos para completar as obras no túmulo e em seus arredores, mas não havia menção sobre o local recém-descoberto.

A câmara fechada, de 30 metros de profundidade, foi encontrada graças a uma tecnologia de sensibilidade remota.

Ela fica por cima do próprio túmulo, e os especialistas acreditam que o local foi construído para ser um repositório para a alma do imperador.

O complexo é guardado por milhares de estátuas de terracota em tamanho natural, os famosos guerreiros, que carregavam armas de verdade.

Qin Shihuang foi o primeiro imperador da China. Ele usou de força para conseguir um Estado unificado em 221 a.C., e se tornou um símbolo para o país.

Escrito por spereirac

Julho 12, 2009 em 2:06 am

Estátua gigante do imperador Adriano é encontrada na Turquia

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Estátua data do início do reinado de Adriano

Estátua data do início do reinado de Adriano

Partes de uma enorme e muito bem esculpida estátua do imperador romano Adriano foi encontrada em uma escavação arqueológica na região centro-sul da Turquia.

A estátua original deveria ter entre quatro e cinco metros de altura, segundo estimativas de especialistas.

Governando Roma entre 117 e 138 d.C., Adriano ficou conhecido por ser um grande administrador militar e um dos chamados “cinco bons imperadores” de Roma. Entre suas obras está a famosa Muralha de Adriano, no norte da Grã-Bretanha.

Até o momento as escavações conseguiram descobrir apenas a cabeça, o pé e parte de uma perna. Mas os arqueólogos esperam encontrar outras partes da estátua nas próximas semanas.

O pé tem 80 centímetros de comprimento, a perna (o pedaço encontrado vai de uma parte pouco acima do joelho até o tornozelo) tem cerca de 70 centímetros de comprimento. A cabeça, que está quase intacta exceto pelo nariz quebrado, também tem 70 centímetros.

Beleza

Os pedaços do monumento gigante a Adriano foram encontrados a cerca de cinco metros abaixo do chão, entre as ruínas soterradas de uma casa de banhos em Sagalassos, uma antiga cidade no topo de uma montanha no sul da Turquia.

A estátua data dos primeiros anos do reinado de Adriano. A decoração elaborada na sandália sugere que o imperador foi retratado usando roupas militares.

A descoberta foi feita por arqueólogos da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, que estão investigando o local desde 1990.

Marc Waelkens, diretor da escavação, afirmou que esta era “uma das mais belas representações” do imperador já encontrada.

Nascido no ano 76 d.C. em uma família abastada na Itálica, perto do que é atualmente Sevilha na Espanha, Adriano presidiu em um período de paz relativa e prosperidade no Império Romano. Ele construiu fortificações permanentes nas fronteiras do império, para consolidar o poder de Roma.

A fronteira mais ao norte deste império ainda resiste: a Muralha de Adriano atravessa de costa a costa o território norte da Grã-Bretanha, de Wallsend a Solway Firth. Foi construída para repelir os ataques de tribos caledônias.

Culto

A casa de banhos na qual a estátua foi encontrada foi destruída por um forte terremoto que ocorreu entre o final do século 6 e início do século 7 d.C..

A estátua foi originalmente criada em pedaços, que foram então encaixados em seus lugares para criar um monumento imponente em homenagem ao imperador.

São estas partes que atualmente estão no chão da casa de banhos destruída: quando o prédio desabou, a estátua caiu desmontada em suas juntas.

Nos últimos dias a equipe também descobriu dedos do pé de mármore, com buracos para pinos, para fixar os dedos a um longo vestido que pertencia a outra enorme estátua, talvez da mulher de Adriano, Sabina.

Os moradores de Sagalassos tinham afeição especial por Adriano. Ele reconheceu o local oficialmente como “a primeira cidade” da província romana de Pisidia e se transformou no centro de um culto oficial na região, que adorava o imperador.

Estas mudanças administrativas atraíram milhares de visitantes durante os festivais imperiais, aumentou o comércio e a prosperidade.

“Como uma forma de agradecimento ao imperador, existiam monumentos particulares e públicos a Adriano, em toda a cidade”, disse Mark Waelkens à BBC.

Um santuário ou templo a Adriano foi construído na parte sul de Sagalassos.

E em uma grande fonte, perto da casa de banhos, arqueólogos encontraram parte de uma estátua dourada em bronze do imperador, financiada por uma das famílias mais importantes de Sagalassos.

Escrito por spereirac

Julho 12, 2009 em 2:03 am

Anões tinham status elevado no Antigo Egito, diz estudo

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Entalhe de Bes, o deus anão do antigo Egito

Entalhe de Bes, o deus anão do antigo Egito

Da BBC Brasil.

Os egípcios da Antigüidade respeitavam os anões, e sua estatura não era vista como uma desvantagem física, de acordo com estudo da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

Uma equipe do hospital universitário examinou despojos humanos e evidências de manifestações artísticas e constatou que os egípcios adoravam deuses anões.

Muitos anões tinham uma posição de autoridade na família, diz pesquisa publicada no American Journal of Medical Genetics.

Atualmente, os médicos identificaram mais de cem problemas de saúde que podem levar à baixa estatura.

O mais comum é a acondroplasia, que que causa o encurtamento dos membros e afeta 1 em cada 25 mil nascimentos por ano.

Cerca de 75 por cento dos indivíduos com características de limitação de crescimento são filhos de pais de estatura mediana.

Os pesquisadores americanos examinaram o Antigo Egito por causa do clima quente e seco e dos sistemas sofisticados de sepultamento adotados. Graças a eles, muitos despojos humanos ainda estão intactos.

Sepultamento

Chahira Kozma, do departmento de pediatria da Universidade de Georgetown disse que foram examinados anões que conquistaram uma posição na “elite” da sociedade, e anões em posição comum.

Os pesquisadores estudaram vestígios biológicos mais antigos de anões de um período que remonta 4500 aC e vários esqueletos do Antigo Império, entre 2700 e 2190 aC.

Eles encontraram várias imagens de nanismo nas paredes de tumbas e pinturas em vasos, além de estátuas e outras manifestações artísticas.

Anões figuravam em pelo menos 50 tumbas, e a repetição de determinadas imagens mostra que eles estavam bastante integrados na sociedade, disseram os pesquisadores.

As imagens indicam que anões eram empregados como secretários particulares, encarregados de jóias, bailarinos e artistas, entre outras atividades. Vários deles eram tão apreciados que tiveram sepultamentos no cemitério real, próximo às pirâmides.

Havia ainda dois deuses anões no Antigo Egito: Bes e Ptah.

Bes era o protetor da sexualidade, parto, mulheres e crianças. Seu templo foi escavado recentemente no oasis de Baharia, na região central do Egito.

Ptah era associado à regeneração e ao rejuvenecimento.

Vaticano anuncia descoberta da imagem mais antiga de São Paulo

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A imagem foi descoberta durante a restauração de uma catacumba

A imagem foi descoberta durante a restauração de uma catacumba

Da BBC Brasil.

O Vaticano anunciou a descoberta de um afresco do século 4 que retrata São Paulo e afirmou que se trata da mais antiga imagem que se conhece do santo.

A pintura foi descoberta em Roma durante as obras de restauração de uma catacumba romana.

O afresco estava debaixo de uma camada de argila endurecida na catacumba de Santa Tecla, em Roma, a poucos metros da Basílica de São Paulo Fora dos Muros – dedicada ao apóstolo que se converteu ao Cristianismo após ter perseguido os cristãos.

A pintura foi descoberto no dia 19 de junho, mas o anúncio foi feito apenas neste final de semana, na edição de domingo do jornal L’Osservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé.

Segundo o Vaticano, trata-se da mais antiga imagem conhecida do santo, considerado o “príncipe dos apóstolos”.

A notícia sobre a descoberta do afresco de São Paulo foi anunciada no final do ano dedicado ao santo, encerrado pelo papa Bento 16 no último domingo. O ano paulino celebrou os 2 mil anos do nascimento de São Paulo.

Durante a cerimônia de encerramento, o papa anunciou que os restos guardados na basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, pertencem de fato ao apóstolo, uma das principais figuras do cristianismo.

Os resultados das análises feitas usando o teste com carbono 14, teriam confirmado que os ossos sepultados na Basílica dedicada ao santo pertenceriam de fato ao apóstolo.

Detalhes

As pinturas foram encontradas num antigo cemitério cristão, no teto de uma pequena parte da catacumba que tinha ficado enterrada durante séculos.

No afresco, o apóstolo aparece com os traços característicos de sua figura, já conhecidos por meio de outras pinturas.

A imagem é rodeada de um círculo vermelho de tonalidade forte, como os afrescos típicos da antiga Pompeia, emoldurado por uma faixa amarela. A pintura retrata um rosto magro e comprido, com barba escura e fina na ponta, cabeça calva, nariz grande e olhos expressivos, com ar pensativo.

A pintura veio à tona após mais de um ano de obras de restauração, coordenadas pela Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra, que definiu a descoberta como ”sensacional”.

Os restauradores afirmam que o tradicional sistema de limpeza mecânico não foi suficiente para retirar as camadas de argila e garantir a conservação dos afrescos, considerados de alta qualidade pelo grupo. Eles tiveram que usar instrumentos de raio laser.

“O arqueólogos que trabalham ali há mais de um ano ficaram impressionados. O laser iluminou o rosto bem reconhecível de São Paulo. Por suas características, pode ser considerado o ícone mais antigo do apóstolo de que se tem notícia”, descreve o jornal do Vaticano.

Segundo os arqueólogos, a pintura representa uma figura que foi escolhida para proteger os mortos da família cujos túmulos estavam localizados na catacumba.

Além de São Paulo, os afrescos retratam outros personagens, entre eles São Pedro, mas em pior estado de conservação.

São Paulo foi decapitado em Roma em torno do ano de 65 depois de Cristo, após o incêndio que destruiu a cidade. Ele é festejado, com São Pedro, no dia 29 de junho.