Archive for Julho 27th, 2009
Entrevista Para o Site Vírgula Sobre Lendas do Rock
O mês do rock está no fim e as comemorações também. O Site Vírgula, ligado à Jovem Pan, marcou a ocasião com uma entrevista que fizeram comigo enfocando meu livro SEGREDOS E LENDAS DO ROCK. O resultado reproduzo abaixo. Quem se interessar em ver a página original clique aqui.
De língua enxertada a morte por sufocamento de sanduíche de presunto. Saiba sobre as lendas do rock – 27/07/2009
Por Patrícia Colombo
O mundo do rock sempre foi visto com curiosidade por fãs e não fãs. O acesso às informações particulares dos músicos nas décadas de 50, 60 e 70 era difícil. Havia um misticismo sobre como era o dia-a-dia das grandes estrelas da cena. Ouvir os excelentes álbuns lançados e comparecer aos concertos não bastava, os seguidores queriam mais. Talvez a frase da época poderia ter sido “sexo, drogas, rock’n’roll e lendas”. Com sede de suprir a curiosidade, histórias mirabolantes (nunca comprovadas) sobre grupos e artistas solos do rock foram criadas. Aos que consideram as narrativas apenas “causos”, semelhantes aos contados por suas avós nas reuniões familiares, resta rir. Mas o que a maioria não nega é que elas são bastante interessantes. O suficiente até para lançar um livro sobre o assunto.
O jornalista Sérgio Pereira Couto, interessado no tema desde os tempos de “Beatlemaníaco”, durante a adolescência, decidiu aprofundar suas pesquisas sobre as teorias conspiratórias do mundo roqueiro e escrever o livro “Segredos e Lendas do Rock”, lançado em 2008 pela editora Digerati. A ideia do livro surgiu há quatro anos e o escritor viajou ao exterior duas vezes para pesquisa. Sua fontes principais foram os roadies e colecionadores, que contaram o que supostamente presenciaram ou o que escutaram durante anos de devoção aos seus ídolos.
Para o jornalista, essas lendas ganharam tanta força no mundo do rock, entre outras coisas, pela distância existente entre os fãs e os grandes nomes do estilo. “É o fascínio das pessoas pelas personalidades do rock. E essas lendas são diferentes das demais porque elas tendem a envolver não só a vida pessoal do artista, como suas obras”, justifica Couto, em entrevista à Webradiofm. Questionado sobre a possibilidade de em algum momento de sua vida, ou até mesmo durante a preparação de “Segredos e Lendas do Rock”, ter acreditado em alguma dessas histórias, o jornalista responde: “Existem coisas que até fazem sentido, mas dizer que você acredita fielmente é uma outra história. Não há comprovação. São fatos que dificilmente estarão em biografias.”
COMPETIÇÃO DE NOJEIRA
Entre os contos mais bizarros ouvidos durante a pesquisa, o que mais lhe chocou foi um suposto duelo ocorrido nos bastidores de um show de Alice Cooper (foto). Frank Zappa, que era dono do selo independente no qual Cooper estava lançando um de seus álbuns, compareceu à apresentação do amigo e os dois iniciaram uma competição no camarim para ver qual deles conseguiria ser mais escatológico. Para encurtar a história, dizem que Zappa ganhou (Se você acabou de comer, não leia a continuação deste parágrafo). Como? Simplesmente teria ingerido as fezes que Cooper defecara no chão. De fato, as teorias conspiratórias dos roqueiros conseguem talvez vencer qualquer uma em termos de bizarrice.
Essas lendas fizeram-se presentes desde antes do surgimento do rock, quando diziam que um dos grandes nomes do Blues, Robert Johnson, falecido em 1938, havia vendido sua alma ao capeta para tocar guitarra como uma digna figura da música. As teorias do rock, contudo, viveram sua época de ouro durante as décadas de sessenta e setenta, com o surgimento de grandes nomes e bandas do estilo no cenário inglês e norte-americano, predominantemente. Era a época dos grandes festivais, das marcantes turnês, período do “paz e amor” hippie, das “groupies”, das coleções de vinil e da concepção de ser um absurdo perder o show do grupo da qual se era fã. Era a época da devoção – em massa – ao rock’n’roll. Mas, além de todos esses fatores, um se destacava pelo peso que teve em contribuir para o surgimento desses “bafafás” todos: a mídia.
Sim, os tablóides ajudaram muito o surgimento de certos rumores – falsificando notícias a fim de aumentar da venda de exemplares -, mas o que está em questão é, principalmente, não só o interesse em publicar supostos fatos, mas os obstáculos que se tinha para averiguar se tais histórias eram verídicas ou não. Para compreender, é necessário voltar ao tempo sem a visão que se tem atualmente. Naquela época, os veículos de comunicação não apresentavam grandes recursos, o que tornava sua atuação mais restrita em comparação a adquirida no século XXI. Obter informações legítimas sobre as particularidades dos músicos era muito mais difícil (apenas os que conviviam saberiam dizer o que se passava nos bastidores). A criação de histórias jamais comprovadas foi inevitável. Era interessante para um fã contar aos amigos ou à imprensa algo chocante que “teria” presenciado durante o possível encontro com seu ídolo.
Nos anos 90, com o avanço da internet e dos poderes dos veículos de comunicação, a exposição das bandas foi muito mais intensa, auxiliando a redução da criação de contos. Ainda apareceram histórias – como a que dizia que Marilyn Manson era, na verdade, Josh Saviano, ator que interpretava Paul Pfeiffer, do seriado Anos Incríveis-, mas já não havia a intensidade das décadas anteriores. “As bandas mais recentes são mais desconstruídas pela mídia”, argumenta Sérgio Pereira, justificando o quase que desaparecimento das lendas sobre as bandas da primeira década do novo milênio. Um quase fim talvez triste de um dos aspectos mais curiosos do rock’n’roll. Por mais que muitos não acreditassem nas lendas e que elas fossem politicamente incorretas por se tratarem de fatos nunca comprovados e por interferirem na imagem dos ídolos perante seu público, as historias garantiam boas risadas e entretenimento.
A Webradiofm, com a ajuda do autor de “Segredos e Lendas do Rock”, listou cinco filmes e álbuns que, como “O Mágico de Oz” e o disco do Pink Floyd “Dark Side of the Moon”, possuem sincronia perfeita.
THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE/ Electric Ladyland (1968): Massacre da Serra Elétrica (1973)
METALLICA/ Black Album (1991): Star Wars Episódio V – O Império Contra-Ataca (1980)
QUEEN/ A Night at the Opera (1975): Cabaret (1972)
RUSH/ 2112 (1976) – Contato (1997)
BEATLES/ Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – Fantasia (1940)
CONFIRA TAMBÉM DEZ LENDAS DO ROCK:
Paul McCartney morreu e um sósia o substituiu nos Beatles
Roy Orbison era albino
Marilyn Manson removeu uma de suas costelas para poder realizar sexo oral em si mesmo
Gene Simmons, do Kiss, enxertou uma língua de vaca no lugar da sua própria
Debbie Harry, vocalista do Blondie, foi raptada uma vez por um serial killer
A mulher de David Bowie pegou seu marido na cama com Mick Jagger
Mark Chapman, assassino de John Lennon, foi contratado pela CIA para matar o cantor
Membros do Led Zeppelin, ao transar com uma fã, usaram um peixe como objeto sexual
Mama Cass Elliot morreu sufocada por um sanduíche de presunto
O nome Pearl Jam é inspirado em uma geléia preparada pela avó do cantor Eddie Vedder. De acordo com a lenda, o alimento continha com o alucinógeno Peiote.

