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	<title>CANTO DO ORÁCULO</title>
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	<description>Trabalhos Literários do Jornalista e Escritor Sérgio Pereira Couto</description>
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		<title>CANTO DO ORÁCULO</title>
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		<title>Artigo &#8211; Alcatraz (Parte 1 de 2)</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Histórica]]></category>
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		<description><![CDATA[Na esteira da estréia da nova série dos criadores de Lost, posto aqui um artigo que fiz originalmente para a revista Leituras da História já a algum tempo. A história desta famosa prisão é fascinante e nas mãos dos produtores e roteiristas certos tem tudo para se tornar um sucesso do mesmo calibre da série [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1606&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na esteira da estréia da nova série dos criadores de Lost, posto aqui um artigo que fiz originalmente para a revista Leituras da História já a algum tempo. A história desta famosa prisão é fascinante e nas mãos dos produtores e roteiristas certos tem tudo para se tornar um sucesso do mesmo calibre da série anterior ou até maior. Boa leitura!</p>
<p><strong><em>Atrás das Grades em Alcatraz</em></strong><br />
Isolada em uma ilha, a prisão federal de segurança máxima ficou famosa por abrigar os bandidos mais perigosos dos Estados Unidos, entre as décadas de 1930 e 1960. Transformada em mito, hoje Alcatraz recebe mais de 1 milhão de turistas por ano</p>
<p>POR SÉRGIO PEREIRA COUTO</p>
<table width="730" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77124.jpg" alt="" width="511" height="692" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando a intenção era isolar alguém do resto do mundo, o destino era um só: Alcatraz. Essa ilha localizada na Baía de São Francisco, no Estado norte-americano da Califórnia, serviu como prisão federal de 1934 a 1963 e, na época, foi considerada a mais segura do mundo. Para lá foram mandados bandidos lendários como Al Capone, Robert Franklin Stroud (o &#8220;homem pássaro de Alcatraz&#8221;), e James &#8220;Whitey&#8221; Bulger, que até hoje é procurado pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Fugir da &#8220;rocha&#8221;, nome popular da ilha, era praticamente impossível: quem conseguisse burlar o forte sistema de segurança, tinha de cruzar a nado as águas gélidas do Atlântico e enfrentar as intensas correntes marítimas, ou mesmo ataques de tubarões.</p>
<table width="230" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77125.jpg" alt="" width="230" height="299" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Acima, condenados relaxam e conversam durante o banho de sol no pátio, acompanhados de oficiais desarmados, enquanto outros policiais armados os observam de cima das torres da prisão. No alto, policiais vigiam os arredores da entrada de Alcatraz</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Atualmente, a ilha é gerenciada pelo Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos e aberta para a visitação de turistas, que chegam de balsa só para conhecer o antigo presídio. O nome do lugar surgiu quando o explorador espanhol Juan Manuel de Ayala descobriu a ínsula, em 1775, e a chamou de &#8220;La Isla de los Alcatraces&#8221; ou, em português, &#8220;a ilha dos pelicanos&#8221;, por causa da enorme quantidade dessas aves que viviam no território. Hoje, o governo norte-americano reconhece a ilha apenas como Bloco 1067 do Condado de São Francisco, Califórnia. O último censo realizado em Alcatraz, no ano de 2000, não apontou moradores no local, o que indica que hoje Alcatraz é tratada apenas como um pólo turístico, e não de habitação.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">UM PONTO ESTRATÉGICO</span></strong><br />
Depois de Juan Manuel de Ayala conquistar a parada dos pelicanos, o primeiro documento de posse da ilha foi registrado em nome de um homem chamado Julian Workman. A terra foi cedida a Workman em junho de 1846, por Pio Pico, o último governador hispânico da Califórnia, quando essa região ainda fazia parte do México. Mas, para que Workman recebesse a ilha, Pico impôs uma condição: que o novo proprietário construísse ali um farol, que até hoje é o mais antigo em funcionamento na costa oeste dos Estados Unidos.</p>
<p>Nesse mesmo ano, estourou a guerra Mexicano- Americana (1846-1848), desencadeada pela anexação do Estado do Texas, pelos norte-americanos. Com o triunfo dos Estados Unidos, a Califórnia passou a fazer parte do território vencedor. Poucos meses antes de terminar o conflito, James Marshall, um empregado de uma serraria californiana chamada Sutter&#8217;s Mill, localizada às margens do Rio American, encontrou várias pepitas de ouro no local. A descoberta do metal preciso na região foi o estopim da &#8220;Corrida do Ouro&#8221; (1848-1855), que transformou a Califórnia: de 15 mil habitantes, em 1848, saltou para 100 mil, em 1849.</p>
<table width="200" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77126.jpg" alt="BATALHA DE CONTRERAS , POR CARL NEBEL" width="200" height="172" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>A Califórnia pertenceu aos mexicanos até o final da Guerra Americano-Mexicana (1846-1848), quando os Estados Unidos tomaram posse do futuro Estado da Califórnia</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Como as atenções de pessoas do mundo todo voltaram-se para a costa oeste dos Estados Unidos, o Exército Norte-Americano começou a pensar na ilha de Alcatraz como um local estratégico de defesa. Em 1853, sob a direção do militar e engenheiro Zealous B. Tower, um grupo de técnicos começou o trabalho de fortificação da ilha, que continuou até 1858. A primeira guarnição militar a se instalar em Alcatraz, com aproximadamente 200 soldados, chegou no final daquele mesmo ano.</p>
<p>Quando eclodiu a Guerra Civil Americana, em 1861, a ilha contava com cerca de 85 canhões ao redor de seu perímetro, um número que subiria para 105 apenas cinco anos depois. Na época dos combates, algumas pessoas foram encarceradas em um porão do quartel.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">DE PRISÃO MILITAR À FEDERAL </span></strong><br />
Terminada a Guerra de Secessão, em 1865, o Exército percebeu que a fortaleza, bem como as armas usadas por lá, estavam se tornando obsoletas por causa dos avanços na tecnologia militar. Muitos planos alternativos foram pensados para o local, inclusive a construção de um complexo subterrâneo à prova de balas. Mas, em vez disso, o Exército tomou uma decisão que marcaria a história da ilha para sempre: tornála um centro de detenção. No ano seguinte, já estava construída uma cadeia no estilo rústico, com tijolos expostos. No entanto, foi apenas em 1868 que Alcatraz foi nomeada oficialmente como um complexo de detenção para prisioneiros militares. Na década seguinte, a prisão chegou a comportar um grande número de índios &#8211; muitos deles haviam sido detidos sem ter cometido crime nenhum.</p>
<p>Em 1906, um terremoto atingiu São Francisco e destruiu parte das instalações carcerárias da cidade. Por isso, 176 prisioneiros civis foram levados para Alcatraz. Três anos depois, começou a construção de dois enormes blocos de celas feitos de concreto, projetados pelo major Reuben Turner. A ala que separa os dois prédios, e pode ser vista na primeira página desta matéria, tornou-se famosa por ser exibida em vários filmes de Hollywood. Para instalar essa parte da prisão, que ficou pronta em 1912, foi preciso derrubar edificações de três andares, conhecidas como &#8220;cidadelas&#8221;. Os primeiros pisos de cada cidadela, que ficavam abaixo do nível do solo, foram adaptados para suportar os novos blocos.</p>
<table width="600" align="center">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#ECEDEE"><strong>CELEBRIDADES DE ALCATRAZ<br />
<span style="color:#ff0000;">Entre as centenas de prisioneiros que passaram por Alcatraz, alguns ficaram famosos não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo</span></strong></p>
<p><strong></strong>Sem dúvida, o prisioneiro mais famoso de Alcatraz foi Alphonse Gabriel Capone, o Al Capone. Filho de italianos, nascido no Brooklyn, Nova York, em 1899, Capone começou a trabalhar para quadrilhas de bandidos ainda na adolescência. Quando adulto, mudou-se para Chicago e logo virou chefe da máfia. Ele contrabandeava bebidas alcoólicas na época da Lei Seca (1919-1933), e controlava as apostas em corridas de cavalos, casas de jogos, prostíbulos e clubes noturnos. Por causa de uma cicatriz no lado esquerdo do rosto, era chamado de &#8220;Scarface&#8221; (&#8220;cara de cicatriz&#8221;, em português). Com uma ficha criminosa tão extensa, Al Capone acabou entrando para a lista dos &#8220;inimigos públicos&#8221; dos Estados Unidos. Depois de investigado, foi preso em 17 de junho de 1931.</p>
<table width="600">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77131.jpg" alt="" width="361" height="214" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="200" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77132.jpg" alt="" width="200" height="140" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Pier de Alcatraz e barco à vapor, responsável pelo transporte de prisioneiros e mercadorias para a ilha, na virada do século XX</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Al Capone foi transferido para Alcatraz em 1934, pois no presídio onde estava anteriormente, em Atlanta, continuou a comandar o crime organizado e subornava os guardas. Somente a rigidez da carceragem de Alcatraz foi capaz de cortar o contato de Capone com outros gângsteres. Mas o criminoso ficou pouco tempo na ilha: quatro anos depois, ele começou a apresentar sipolínais de sífilis, e foi transferido para uma Instituição Correcional Federal, na Califórnia. O estado de saúde de Capone ficou cada vez pior, por causa da progressão da doença, e ele começou a sofrer de demência, uma das conseqüências da sífilis. Capone morreu em janeiro de 1947, em Palm Beach, na Flórida.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Robert Franklin Stroud</span></strong> ficou conhecido como o &#8220;homem-pássaro&#8221; antes mesmo de chegar em Alcatraz. A vida desse criminoso serviu de inspiração para o filme O Homem de Alcatraz, de 1962, com o ator norte-americano Burt Lancaster no papel principal. Stroud nasceu no ano de 1890, em Seattle, Washington. Filho de pais alemães (algumas fontes afirmam que eram húngaros) e fugiu de casa quando tinha apenas 13 anos. Aos 18, na cidade de Cordova, no Alasca, teve uma relação amorosa com Kitty O&#8217;Brien, uma dançarina e prostituta de 36 anos. O casal se mudou para Juneau, capital do Alasca.</p>
<table width="500" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77133.jpg" alt="" width="350" height="279" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>O homem-pássaro é fotografado dentro de sua cela, no hospital da prisão, lendo um livro</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com o depoimento de Stroud à polícia, em 18 de janeiro de 1909, enquanto ele estava em seu trabalho, um conhecido dele, F. K. &#8220;Charlie&#8221; Von Dahmer, espancou Kitty. Naquela noite, ele foi tirar satisfações com Von Dahmer, e o bateboca resultou na morte de Von Dahmer, com um tiro. Stroud foi condenado a 12 anos de prisão e seu caso foi tratado como crime federal, já que o Estado do Alasca ainda não tinha, na época, seu próprio sistema judiciário.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="602" align="center">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#ECEDEE">
<table width="601">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77134.jpg" alt="" width="421" height="258" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Enquanto cumpriu pena em Washington, Stroud atacou um assistente do hospital que o havia denunciado por posse de morfina, obtida por meio de ameaças e intimidação. Ele também atacou outro preso com uma faca. Por causa dos ataques, em 1912, ele recebeu mais seis meses de pena e foi transferido para Leavenworth, no Kansas. Sua situação não melhorou por lá. Stroud esfaqueou um guarda e foi condenado à forca. O julgamento acabou invalidado e trocado por uma sentença perpétua, que também terminou por ser invalidada. Por fim, a Suprema Corte condenou- o à morte, em 1920.</p>
<table width="200" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/14/imagens/i77135.jpg" alt="" width="200" height="160" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Prisioneiros trabalham na oficina de costura de Alcatraz, produzindo uniformes para os soldados americanos que iam lutar na Segunda Guerra Mundial</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A mãe de Stroud apelou ao presidente Woodrow Wilson, que suspendeu a execução e determinou novamente a prisão perpétua. Entre uma agressão e outra, Stroud encontrou três pardais machucados na prisão e resolveu tratar deles. Com o interesse despertado de maneira inesperada, ele começou a analisar não só aquelas aves, como também outras espécies. Criar pássaros, especialmente canários, tornou-se uma atividade praticamente profissional para Stroud: ele trocava os animais por alimentos e dinheiro, para ajudar financeiramente sua mãe, e chegou a abrigar 300 desses animais em sua cela. Ele escreveu dois livros e fez importantes contribuições para a patologia aviária.Stroud foi transferido para a penitenciária da ilha de Alcatraz no ano de 1942. Lá, escreveu mais dois livros e começou a estudar Direito. Conhecendo mais as leis, o criminoso chegou a enviar petições para o governo, alegando que sua pena era injusta. Em 1959, com a saúde debilitada, foi transferido para o Missouri. Morreu em 1963, aos 73 anos de idade, ainda na prisão, sem conseguir que sua pena fosse revista.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /> Tagged: <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/analise-historica/'>Análise Histórica</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/artigos/'>Artigos</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/clipping/'>Clipping</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/destaque/'>Destaque</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/divulgacao/'>Divulgação</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/historia/'>História</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantodooraculo.wordpress.com/1606/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantodooraculo.wordpress.com/1606/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1606&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novas Coletênas Já Estão Abertas!</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:15:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os booktrailers estão mesmo em moda. É certo que é muito difícil encontrar bons profissionais que entendam e façam bons trailers. Mais difícil ainda é encontrar aqueles que entendam a proposta de cada tema. Curiosamente, desde que me propus a organizar coletâneas, percebi uma coisa curiosa: os temas que mais chama a atenção do pessoal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1603&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os booktrailers estão mesmo em moda. É certo que é muito difícil encontrar bons profissionais que entendam e façam bons trailers. Mais difícil ainda é encontrar aqueles que entendam a proposta de cada tema. Curiosamente, desde que me propus a organizar coletâneas, percebi uma coisa curiosa: os temas que mais chama a atenção do pessoal são justamente os mais abertos. E quanto mais específico é o seu tema, mais difícil os candidatos acreditam ser possível de criar histórias.</p>
<p>Das próximas três coletânas em aberto,  uma delas, PONTO REVERSO (veja o trailer mais abaixo) ainda desperta muita curiosidade. Afinal, como seria criar histórias alternativas do curso oficial? Sem dúvida, é um desafio e tanto. E por isso mesmo a coletânea foi proposta.</p>
<p>Assista ao trailer e mande seu conto. O lançamento está previsto para junho de 2012. Mande antes que o mundo acabe!</p>
<p>JOGOS CRIMINAIS 3</p>
<p>Muitos se voltam para o crime por fome, por necessidade e, até mesmo, pela esperança de uma vida melhor. Mas e quando o ego é o principal motivo? Criminosos se consideram artistas — ou jogadores —, e blefam, manipulam, exploram&#8230; Sua arma mais poderosa é o intelecto. No terceiro volume desta série, verdades serão reveladas por mentes voltadas exclusivamente à prática do crime perfeito. E quando este se torna arte, deixa de ser somente um caso comum e se transforma no desafio mais intrigante de suas vidas.<br />
Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cantodooraculo.wordpress.com/2012/01/15/novas-coletenas-ja-estao-abertas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5XwUkzLFg60/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>ANNO DOMINI 3</p>
<p>Antigamente bardos difundiam a história de seu povo em poemas musicados em alaúdes. Por intermédio de suas obras, conhecemos hoje histórias de guerreiros de terras longínquas, amores proibidos entre nobreza e plebeus, a tristeza da Peste Negra e as dores da Santa Inquisição. Mas também conhecemos histórias mágicas, como a do jovem que se tornou rei por tirar uma espada da pedra, ou de criaturas encantadas que cospem fogo. Neste terceiro volume do Anno Domini, bardos modernos lançam novos olhares na Era das Trevas, mesclando a Idade Média real com a imaginária. Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cantodooraculo.wordpress.com/2012/01/15/novas-coletenas-ja-estao-abertas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/WhmeroZJS1U/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>PONTO REVERSO</p>
<p>Em uma realidade alternativa, nossa História é feita de muitos &#8220;se&#8221;:<br />
E se Hitler tivesse vencido a 2ª Guerra Mundial?<br />
E se o Brasil fosse descoberto pelos franceses?<br />
E se John Lennon ainda estivesse vivo?<br />
Em Ponto Reverso, dezenas de escritores se aventuram a imaginar a História atual, mas com uma modificação a partir de um ponto específico e de todas as suas variáveis a partir de então.</p>
<p>Prazo de recebimento de textos: Até 30 de março de 2012</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cantodooraculo.wordpress.com/2012/01/15/novas-coletenas-ja-estao-abertas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/iJh8c_5mx5g/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>LANÇAMENTO &#8211; A BATALHA DOS DEUSES</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 00:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É realmente um prazer quando somos convidados para participar de uma coletânea cujo tema não apenas dominamos na teoria como também na prática literária. E foi com imenso prazer que aceitei no ano passado participar deste projeto do escritor Juliano Sasseron (cujo blog e demais trabalhos podem ser vistos aqui). O livro, batizado de A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1591&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Capa da coletânea A BATALHA DOS DEUSES" src="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2012/01/abatalhadosdeuses.jpg?w=293&#038;h=434" alt="" width="293" height="434" />É realmente um prazer quando somos convidados para participar de uma coletânea cujo tema não apenas dominamos na teoria como também na prática literária. E foi com imenso prazer que aceitei no ano passado participar deste projeto do escritor Juliano Sasseron (cujo blog e demais trabalhos podem ser vistos <a href="http://juliano-sasseron.blogspot.com/">aqui</a>). O livro, batizado de <em><strong>A Batalha dos Deuses</strong></em>, reuniu autores de literatura fantástica nacional e outros que não pertencem ao círculo, mas que provaram que não há como se manter imune a um assunto como estes.</p>
<p>O livro, lançado em dezembro pela editora Novo Século, já está à venda  nas principais livrarias do país, como na Cultura (conheça o livro clicando <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=29086309&amp;sid=8918142351414788084369418">aqui</a>). A seguir o texto que se encontra oficialmente na capa. Conheça mais sobre o livro e apoie a literatura nacional, fantástica ou não.</p>
<p>Esta seleção de contos pretende elevar o tema dos deuses a um novo patamar. Organizada pelo escritor Juliano Sasseron, tem o enfrentamento de diferenças crenças como pano de fundo para o exercício criativo de nove autores. Vamos conhecê-los.<br />
<strong>Ragnarök</strong><br />
Sid Castro, abrindo a antologia, revela o destino dos deuses nórdicos aos últimos vikings, em jornada pelo<br />
Novo Mundo.</p>
<p><strong>O Carvalho e o Visco</strong><br />
Simone O. Marques mostra o embate entre o Deus Único que chega e os deuses celtas que partem para o Outro<br />
Mundo.</p>
<p><strong>Nhanderuvuçu</strong><br />
Felipe Santos retoma suas raízes amazônicas, e Tupã e os deuses da oresta lutam na Árvore da Vida enquanto os<br />
brancos se aproximam.</p>
<p><strong>Pontifex Maximus</strong><br />
Fernando Henrique de Oliveira, estreante, conta o embate dos deuses e da fé que determinou o destino do Império<br />
Romano.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000000;text-decoration:underline;">Popol Vuh (Ó eu aqui, gente!!!!!)</span></span></strong><br />
<strong>Sérgio Pereira Couto, jornalista e pesquisador, do alto de seus mais de 40 livros, divulga o panteão maia e como </strong><strong>estes tiveram seus ideais destruídos.</strong></p>
<p><strong>A Menina que Olhava</strong><br />
Albarus Andreos conta como ainda hoje vivem os deuses do Antigo Egito.</p>
<p><strong>A Última Ceia de Mitra</strong><br />
Estevan Lutz mostra uma realidade alternativa, em que o cristianismo não se tornou a religião dominante.</p>
<p><strong>O Legado Anunnaki</strong><br />
Márson Alquati narra a origem dos deuses astronautas, desde os antigos sumérios.</p>
<p><strong>Consciência Quântica</strong><br />
Juliano Sasseron, fechando a antologia, demonstra que as unicações das religiões e das teorias físicas andam em<br />
paralelo.</p>
<p><em><strong>A humanidade criou os deuses à sua imagem e semelhança. Ou seria o contrário?</strong></em></p>
<p>Ao longo de milhares de anos, diversos panteões disputaram corações e mentes dos mortais, numa batalha que ainda não terminou, culminando no advento da ciência, esta que é, para muitos, o novo deus único.<br />
Mas qual seria o destino de tantos deuses e deusas quando seus crentes e adeptos perdem a fé? Desapareceriam num limbo de deuses perdidos, perderiam a imortalidade ou simplesmente sumiriam, como se nunca tivessem existido?<br />
Cristo, Maomé e Krishna confabulam entre si, observando homens que tentam se igualar aos deuses. Thor brande seu martelo nas tempestades, orientando os últimos vikings e valquírias em mundos perdidos na névoa. Os destinos do mundo são escritos pelos deuses maias nas páginas de um livro sagrado. A chegada do Deus Único expulsa os<br />
deuses antigos, celtas, romanos, egípcios e tupis, num conflito que prossegue até hoje e além.<br />
Juliano Sasseron reuniu autores reconhecidos da cção especulativa , dando a eles o destino dos deuses de um panteão com o surgimento de uma nova fé ou ordem.</p>
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		<title>2012 começa aqui!</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 22:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não foi fácil. Estive muito tempo ausente do blog enterrando a cara em várias pesquisas para os próximos livros. Não foi uma tarefa fácil, mas consegui descobrir algumas informações incríveis. O problema maior ainda é descobrir o que mais atrai a atenção dos editores. Com certeza ainda deverá aparecer mais algumas encomendas para livros sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1586&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jovembanca.com.br/imagens/j%C3%A1aaaaaaaaa-6.gif"><img class="alignleft" title="REVISTA HISTÓRIA OCULTA #1" src="http://www.jovembanca.com.br/imagens/j%C3%A1aaaaaaaaa-6.gif" alt="" width="240" height="317" /></a>Não foi fácil. Estive muito tempo ausente do blog enterrando a cara em várias pesquisas para os próximos livros. Não foi uma tarefa fácil, mas consegui descobrir algumas informações incríveis. O problema maior ainda é descobrir o que mais atrai a atenção dos editores. Com certeza ainda deverá aparecer mais algumas encomendas para livros sobre o fenômenos 2012 (afinal, o ano já chegou), mas vamos esperar.</p>
<p>O que posso adiantar? Apenas que já está pronto e na fila para ser impresso um romance sobre caçadores de fantasmas tecnológicos, bem nos moldes de programas como o Ghost Hunters e o Ghost Hunters International, do canal pago Syfy. O livro deverá sair pela editora Llyr, do Rio de Janeiro, e estou apenas na espera de a editora me comunicar quando será o lançamento para poder avisar a vocês.</p>
<p>Também dá para adiantar que o Movimento Silvestre Pró-Literatura Nacional, do qual faço parte, deverá, em maio, lançar uma coletânea de contos com os nomes que participam do grupo, chamado Geração Sub-Zero. São vinte contos, um deles meu, que estarão mostrando para os leitores mais da nova safra de escritores nacionais. O lançamento será pela Editora Record e, novamente, será avisado a vocês com antecedência.</p>
<p>Quanto ao blog, vou tocar com muita informação, reprodução de artigos exclusivos, notícias que colherei dos cantos mais nefastos da Internet e com os anúncios de novos trabalhos. No momento sou o redator da revista <em><strong>HISTÓRIA OCULTA</strong></em>, da Editora Mythos, cujo segundo número deverá sair ainda no começo deste ano. Da mesma editora seguirá a revista <em><strong>A ARTE DA GUERRA</strong></em>, cujo segundo número também foi redigido por mim. Em ambas as revistas o leitor encontrará artigos especiais que cobrem a história de acordo com esses pontos de vista tão diversos entre si. Em breve postarei aqui alguns dos artigos publicados originalmente na edição 1 de <em><strong>HISTÓRIA OCULTA</strong></em>.</p>
<p>No campo dos livros chamo a atenção para as coletâneas que organizei durante 2011 e que foram lançadas pelas editora Andross no último mês de novembro. Confira abaixo:</p>
<p><strong><br />
<img class="alignleft" title="JOGOS CRIMINAIS 2" src="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2012/01/capa-jogoscriminais2.jpg?w=240&#038;h=346" alt="" width="240" height="346" />JOGOS CRIMINAIS VOLUME 2</strong> &#8211; O crime e a manipulação continuam neste volume. O terceiro volume já está marcado para ser lançado em junho de 2012 e teremos, ao que tudo indica, um recorde de contos enviados, mostrando que a literatura policial mantém seu lado irresistível para os leitores das novas gerações. O volume dois traz histórias simplesmente irresistíveis e surpreendentes, esbanjando o talento nacional em criar crimes quase perfeitos.</p>
<p><strong>ANNO DOMINI VOLUME 2</strong> &#8211; A Idade Média histórica se mescla com a sua versão fantasiosa para produzir alguns dos melhores momentos da literatura nacional, mostrando que os autores daqui também gostam de se ver na idade dos dragões e cavaleiros com armaduras brilhantes. Os contos aqui apresentados são simples e bastante criativos. Trazem uma visão da Idade das Trevas que irá, com certeza, surpreender os leitores.</p>
<p>E para aqueles que ficaram com vontade de participar, as inscrições para se juntar aos volumes 3 de ambas as coletâneas acima descritas e mais a novata <strong>PONTO REVERSO, </strong>que trará contos sobre história alternativa, já estão abertas. <a title="Andross" href="http://www.andross.com.br/">Acesse aqui</a> e saiba mais sobre estas e outras coletâneas.</p>
<p>E como diz o título deste post, 2012 só está começando. Fique ligado nos posts todas as terças e quintas. E sejam bem-vindos a um ano inesquecível!</p>
<br /> Tagged: <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/avisos/'>Avisos</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/clipping/'>Clipping</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/idade-media/'>Idade Média</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/literatura/'>Literatura</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantodooraculo.wordpress.com/1586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantodooraculo.wordpress.com/1586/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1586&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Breivik se inspirou no Fanatismo Templário</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 13:28:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Comentário: “A coisa realmente está ficando feia. Este artigo, do jornal espanhol La Vanguardia, resolveu entrar fundo na suposta conexão entre o terrorista dos atentados noruegueses e a ligação que ele teria com as sociedades secretas. Primeiro foi a divulgação de uma foto postada no Facebook onde o dito cujo estava vestido como maçom (que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1580&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft" src="http://photos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs092.snc3/15951_1120126898328_1681735152_235250_5460762_n.jpg" alt="" width="347" height="554" />Comentário:</em></p>
<p><em>“A coisa realmente está ficando feia. Este artigo, do jornal espanhol La Vanguardia, resolveu entrar fundo na suposta conexão entre o terrorista dos atentados noruegueses e a ligação que ele teria com as sociedades secretas. Primeiro foi a divulgação de uma foto postada no Facebook onde o dito cujo estava vestido como maçom (que também foi colocada aqui no Polígrafos). Agora o jornal afirma que o ‘fanatismo templário’ inspirou os atos de Breivik. Pelo texto se vê que o fanatismo, não importa em que lado esteja, sempre gera más opiniões. Cuidado: isso não significa que há uma conspiração de sociedades secretas por trás dos negócios escusos do terrorista. O perigo de uma coisa misturada com outra pode gerar uma má interpretação dos fatos. E assim temos o cerne de uma história para lá de merecedora de ser a inspiração para muitos contos e romances policiais”.</em></p>
<p> Tradução própria do artigo originalmente publicado no site lavanguardia.com.</p>
<p> O autor confesso do duplo atentado da Noruega se une a tantos outros autoproclamados Templários em todo o mundo.</p>
<p> Madri – Em seu extenso manifesto publicado na Internet , o autor dos ataques em Oslo se auto-define como “Cavaleiro Templário” e diz que a lendária ordem militar, até hoje envolta em mistério, foi “refundada” há apenas nove anos Londres a fim de destruir o Islã na Europa.</p>
<p>Passados sete séculos da dissolução da Ordem do Templo, seus autoproclamados sucessores apresentam-se aos milhares, além do norueguês Anders Breivik. E seus objetivos são muito diversificados: hoje se chamam templários desde organizações de caridade até seitas religiosas e gangues criminosas. O Vaticano contabiliza mais de 400 organizações de todos os tipos inspiradas nos monges guerreiros medievais, uma lista que continua a crescer, como por exemplo aconteceu este ano com o cartel sanguinário dos Cavaleiros Templários no México. Enquanto isso lendas e teorias de conspiração em torno dos cavaleiros originais continuam dando vida para romances e filmes de sucesso como O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco, e O Código da Vinci, de Dan Brown.</p>
<p>A ordem original remonta ao final da primeira cruzada (1096-1099), que expulsou os turcos de Jerusalém. Nove cruzados franceses, encabeçados por Hugo de Payens decidiram permanecer na cidade para defender os cristãos. Os monges guerreiros fundaram sua ordem em 1118 e estabeleceram sua sede nas ruínas do templo judeu  destruído, de onde receberam seu nome. Com o passar do tempo, recrutaram adeptos pela França e toda a Europa e acumularam grandes riquezas, chegando a se converter na ordem mais poderosa da cristandade.</p>
<p>Devido à sua fama de bons administradores e banqueiros, muitos reis europeus confiaram suas fortunas a eles e pediram empréstimos. Mas justamente isso se tornou sua ruína. Dada a enorme dívida contraída por sua família, Felipe IV, “O Belo”, decidiu acabar com os Templários, acusando-os de sacrilégios, heresia e sodomia. Na sexta-feira 13 de outubro de 1307, os soldados invadiram as casas da Ordem na França e detiveram 140 monges. Disso surgiu a superstição de considerar as sextas-feiras 13 como dias de má sorte.</p>
<p>Diante das torturas, muitos Templários acabaram se declarando culpados e foram queimados vivos depois de um longo processo, entre eles o grão-mestre daq ordem, Jacques de Molay, em 1314, quando a ordem foi dissolvida. Uma lenda diz que, a caminho da fogueira, amaldiçoou o rei e o papa, que morreram dali a poucos meses.</p>
<p>Em seu manifesto 2083: Uma declaração Européia de Independência, Breivik se colocou como portador do escudo dos Templários, uma cruz vermelha sobre fundo branco. O título do documento de 1.500 páginas é “&#8221;Elogio da nova milícia dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão&#8221;, o nome original da ordem dos cruzados. Assim como os Templários, também a suposta ordem de Breivik havia sido fundada por nove “cavaleiro”, cujos nomes são omitidos, ainda que seus objetivos sejam muito diferentes dos de proteger de assaltantes os peregrinos que viajavam para Jerusalém.</p>
<p>Breivik, como &#8220;comandante&#8221; dos Templários, sentiu-se chamado para limpar a Europa dos muçulmanos e preservar a cultura europeia, e considera que, para fazer isso, primeiro deve-se “eliminar multiculturalistas marxista e doutrinas políticas”, atacando os partidos políticos que advogam coexistência entre pessoas de diferentes culturas.</p>
<p>Numa alusão às raízes dos Templários, Breivik incita a destruição das mesquitas monumentais de Al Aqsa e Al Quds, em Jerusalém, e a reconstrução do Templo de Salomão, que estava no lugar delas. “Jerusalém será novamente uma cidade compartilhada por cristãos (50 por cento) e judeus (50 por cento)”, escreveu.</p>
<p>Também o cartel dos Templários, no estado mexicano de Michoacán, tem uma cruzada moderna contra os “infiéis” e vê sua missão, diz ele, ao “defender os fracos de assassinos, seqüestradores e chantagistas”, além de evitar a entrada de grupos rivais seu território. Isso seria feito com o ato de matar, o que justifica uma ideologia pseudo-religiosa de “justiça divina”. Uma semana após a sua criação, em março, dois homens apareceram e penduraram em pontes um cartaz que dizia: &#8220;Matamos ele por ser assaltante e seqüestrador. Atenciosamente Os Cavaleiros Templários”. Desde então, foram deflagradas dezenas de execuções, o que levou outros grupos Templários no México a mudarem o nome para não serem confundidos.</p>
<p>Nos anos 1990 outro grupo autoproclamado Templário veio a ocupar as manchetes em todo o mundo, a chamada Ordem do Templo Solar, um grupo esotérico fundado na França, que protagonizou três suicídios em grupo, em que morreram mais de 70 dos seus seguidores. Também algumas correntes maçônicas dizem descender dos Templários, assim como numerosas irmandades católicas, sobretudo dedicadas a obras de caridade, embora o Vaticano não reconheça nenhum desses grupos como o sucessor legítimo da ordem de Hugo de Payens.</p>
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		<title>Mistérios da História</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 14:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Histórica]]></category>
		<category><![CDATA[História Antiga]]></category>
		<category><![CDATA[Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo originalmente publicado na revista Leituras da História 9. OS CASOS NEBULOSOS DA HISTÓRIA O lado misterioso da História Romeu e Julieta existiram? Seriam nossos heróis grandes facínoras? Conheça as questões em torno de mitos criados muitas vezes com a ajuda do cinema e da literatura POR SÉRGIO PEREIRA COUTO Qual é a melhor maneira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1572&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo originalmente publicado na revista Leituras da História 9.</p>
<p>OS CASOS NEBULOSOS DA HISTÓRIA<br />
O lado misterioso da História<br />
Romeu e Julieta existiram? Seriam nossos heróis grandes facínoras? Conheça as questões em torno de mitos criados muitas vezes com a ajuda do cinema e da literatura</p>
<p>POR SÉRGIO PEREIRA COUTO</p>
<p align="center"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso1_20.jpg" alt="O ÚLTIMO BEIJO DE ROMEU E JULIETA, DE HAYEZ FRANCESCO" width="537" height="700" /></p>
<p>Qual é a melhor maneira de fazer uma pessoa qualquer (seja um adulto ou uma criança) se interessar por história? Com certeza, não é desfiar uma infinidade de fatos e datas e pedir para que decorem, mas mostrar o quanto essa matéria pode ser interessante se bem estudada e compreendida. E que melhor artifício para isso do que lançar mão dos assim chamados “mistérios históricos”?</p>
<table width="408" align="left">
<tbody>
<tr>
<td width="400"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso2_20.jpg" alt="GALLERIA SABAUDA, EM TORINO" width="400" height="524" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong><em>Descido da Cruz com o sudário de Turim </em>(1561), obra do pintor milanês Gianbattista delle Rovere. A relíquia já foi datada como originária do período da Renascença, mas brechas na técnica do carbono 14 e o detalhamento impecável da imagem deixam ainda a questão em aberto</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Esse termo não é novidade para as pessoas mais atentas. Canais de tevê por assinatura como o <em>Discovery Channel</em> já produziram inúmeros programas especiais sobre o assunto, que ganharam edição em DVDs vendidos diretamente para o consumidor. À primeira vista, o tema parece esotérico e trará certa relutância. A maioria dos programas envolve história antiga em questões bastante discutidas e polêmicas, como quem construiu as pirâmides ou o monumento megalítico de Stonehenge, na Inglaterra. Porém, com o passar do tempo (e com a ajuda de Hollywood), as pessoas começam a ver que muitos desses tópicos têm bases muitas vezes sólidas na historiografia, além de um apelo popular incontestável.</p>
<p>A tecnologia mais avançada de hoje não é garantia de resolução desses mistérios. Um exemplo disso é a análise química que estudiosos insistem em fazer no santo Sudário de Turim para verificar sua autenticidade. A idéia vigente desde a década de 1970, de acordo com os resultados do carbono 14, era a de que o tecido era originário do século XIV, um resultado que sempre fora contestado pelos fiéis que acreditam piamente em sua origem divina. Recentemente, cientistas europeus divulgaram que, em razão de uma série de fatores externos, o resultado dos testes poderia ter sido alterado, já que a cada 5.700 anos a quantidade de carbono 14 no tecido cai pela metade.</p>
<p>Independentemente das crenças, é mesmo o fator oculto que faz com que o interesse das pessoas cresça sobre esses mistérios históricos. A seguir, veremos alguns casos divididos por categorias adotadas pela maioria dos pesquisadores.</p>
<p><strong>A VERDADE SOBRE ROMEU E JULIETA</strong><br />
Uma das principais categorias é a que envolve personalidades que transitam entre o real e o imaginário. Dois exemplos foram dados em meu artigo sobre os mitos e lendas da Idade Média, quando falei sobre Guilherme Tell e o Flautista de Hamelin. Vamos conferir mais alguns exemplos.</p>
<p>Um dos mais conhecidos é a peça de William Shakespeare, <em>Romeu e Julieta</em>. Todos conhecem a história dos amantes de Verona que, impedidos de desfrutarem um do outro pela briga de suas famílias, armam um plano para ficarem juntos que, uma vez que dá errado, somente gerará uma tragédia envolvendo as duas famílias.</p>
<p>A primeira versão impressa da peça, que data de 1597, leva no frontispício o comentário de que a história foi “freqüentemente representada em público”, sempre com sucesso. Essa intensidade da história e dos personagens leva a crer que a trama é inspirada em pessoas reais. Um italiano que foi contemporâneo de Shakespeare, chamado Giralomo della Corte, falava para todos os visitantes que passavam por Verona que a tal história era de fato real e que teria ocorrido em 1303. Curiosamente, nem Shakespeare nem seu editor confirmaram a existência histórica dos amantes.</p>
<p>Quem tem paciência para revirar livros antigos, entretanto, afirma que versões semelhantes da tragédia eram possíveis de serem verificadas, como a obra <em>Anthia e Abrocomas,</em> um romance de autoria do escritor grego do século II, Xenofonte Epehesio.</p>
<p>Há uma história que seria a fonte usada por Shakespeare, chamada <em>Novellino</em>, de autoria de Massuccio Salernitano, que depois foi novamente recontada 50 anos depois por Luigi da Porto, que teria chamado seus personagens de Romeo e Guilietta. A versão de da Porto continha os mesmos elementos da versão de Shakespeare, inclusive no detalhe dos nomes das famílias (Montecchi e Capelletti).</p>
<table width="743" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="735"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso3_20.jpg" alt="" width="735" height="415" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong><em>A reconciliação dos Montéquios e Capuletos sobre os corpos de Romeu e Julieta</em>, obra do inglês Frederic Lord Leighton (1830– 1896). Shakespeare pode ter se inspirado em uma história verídica ocorrida em Verona no século XIV</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="center"><strong><span style="font-size:medium;">A intensidade de Romeu e Julieta leva a crer ser a trama inspirada em pessoas reais</span></strong></p>
<p>Uma outra versão antiga identificada era de um também escritor italiano chamado Matteo Bandello, que fez uma adaptação em 1554, e, pouco depois, traduzida para o francês. Essa versão foi traduzida para o inglês em forma de versos já com o título de<em>Romeus and Juliet</em> (1562), de Arthur Brooke, e depois para prosa como <em>The palace of pleasure</em> (1567), este último de autoria de William Paynter. Brooke mencionou em alguns escritos que havia visto o mesmo argumento sendo levado à cena, o que fez com que os historiadores acreditassem que Shakespeare tivesse adaptado uma peça cuja origem hoje em dia é completamente desconhecida.</p>
<p>Ninguém sabe afirmar ao certo se a peça já retratou o amor perdido de um casal que realmente existiu ou foi uma adaptação de alguma história criada na Antiguidade. O que se sabe, com certeza, é que os nomes das famílias não são invenção de nenhum escritor e que já eram citados por Dante Alighieri em sua <em>A divina comédia</em>, de 1320, quando faz alusões a lutas internas da Itália de então. Já para o historiador americano Olin H. Moore, que sugeriu uma resolução mais ampla, os nomes Montecchi e Capelletti seriam, na verdade, nomes de partidos políticos (e não de famílias) que dominavam a vida política italiana no final da Idade Média, sendo os Montecchi os Guelfos e os Capelletti, os Gibelinos. A verdade, entretanto, permanece obscura.</p>
<p><strong>JESSE JAMES</strong><br />
Um segundo exemplo de personagens desta mesma categoria é o facínora norte-americano que foi transformado, pelo passar dos tempos, em uma espécie de herói (ou melhor, anti-herói). Jesse James, considerado um dos ladrões mais populares de todos os tempos e um dos melhores a sacar uma arma, já foi assunto de vários filmes, sendo o mais recente <em>O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford</em>, de 2007, com Brad Pitt.</p>
<p>James iniciou sua vida turbulenta ainda no grupo de William Quantrill, líder confederado durante a Guerra Civil norte-americana (1861-1865). Esse bando de aventureiros agia em prol dos confederados no Estado do Missouri e roubava o correio federal, armava emboscadas para patrulhas federais e atacava embarcações que navegavam pelo rio Missouri. Por não estarem em nenhuma lista de pagamentos de qualquer entidade (sendo que o próprio exército confederado negava qualquer relação com eles), realizavam qualquer atividade que pudessem lhes render alguns trocados.</p>
<table width="358" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="350"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso4_20.jpg" alt="WARNER COMPANY ENTERTAINMENT" width="350" height="276" /></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#000000">
<div><strong>Cena do filme <em>O assassinato de Jesse James </em>pelo covarde Robert Ford (2007)</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando completou 17 anos, James se alistou num desses esquadrões, uma gangue de assassinos chefiada por “Bloody Bill” Anderson, que ensinou ao rapaz como planejar assaltos, realizar missões de recolhimento de informações e posicionar seus capangas a fim de obter melhores resultados. James logo foi considerado pelo líder da gangue como seu mais hábil combatente.</p>
<p>Jesse e seu irmão Frank, que também havia se envolvido com a gangue, terminariam por serem os únicos que não receberiam anistia, ao contrário dos demais guerrilheiros confederados. Foram declarados como foras-da-lei e intimados a comparecer para serem julgados. Apenas Frank se apresentou, enquanto Jesse fora ferido por soldados federais e, por isso mesmo, não pôde comparecer. Recebeu permissão para ser levado até a fazenda de sua mãe, no Estado do Kentucky, onde esperavam que morresse. Mas, contrariando as expectativas, se recuperou e logo se juntou a Frank, seu primo Cole e outros três homens para roubar bancos, trens e grandes proprietários de terras.</p>
<table width="745">
<tbody>
<tr>
<td>A COLÔNIA DESAPARECIDA</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="89181B"><strong>O primeiro trabalho do roteirista de histórias em quadrinhos Neil Gaiman para a a editora Marvel a fazer sucesso foi a minissérie 1602, que trazia os personagens da editora ambientados numa época em que o Novo Mundo havia acabado de ser descoberto. A fim de pedir a ajuda da Coroa Britânica, a colônia de Roanoke (localizada na área do atual Estado da Carolina do Norte) enviou a menina Virginia Dare para obter os favores da rainha Elizabeth I. Os demais detalhes da história envolvem os super-heróis da editora e, por isso mesmo, não nos interessam. Mas o curioso é que Gaiman, sempre disposto a dar referências históricas verdadeiras, não pôde deixar escapar essa oportunidade. A colônia à qual ele se refere existiu de verdade, bem como a menina Virginia Dare. E juntos constituem um dos fatos mais intrigantes da história geral.</strong><strong><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso5_20.jpg" alt="WIKIPEDIA" width="150" height="316" align="right" hspace="3" vspace="3" />A colônia foi estabelecida e financiada por Sir Walter Raleigh (1552-1618), um explorador, espião, escritor e poeta britânico. Entre os anos de 1585 e 1587 havia um grupo de colonizadores que foram levados para lá a fim de estabelecer uma primeira comunidade britânica na região. Eram liderados por John White, um artista que, durante a viagem para onde seria seu novo lar, fez vários desenhos sobre a paisagem e os nativos que encontraram por lá. Porém, como era de se esperar, o grupo passou por muitas dificuldades, o que fez com que ele voltasse para a Inglaterra para obter suprimentos. Quando ele partiu, deixou para trás 113 colonos, incluindo sua filha Eleanor, o marido Ananias e a filha deles, Virginia Dare.</strong><strong>A volta de White só aconteceu três anos depois de sua partida devido a uma série grande de contratempos. Quando chegou ao local, ainda no navio que o trouxera, pôde ver fumaça no local onde os colonos haviam ficado. Como era tarde, ele e os companheiros resolveram ficar no navio e desembarcar ao amanhecer.</strong></p>
<p><strong>O dia seguinte, porém, traria mais surpresas. Pela manhã, eles dispararam os canhões dos navios para avisar que haviam chegado. Entretanto, não receberam nenhuma resposta dos colonos. Preocupados, os tripulantes e White desembarcaram e voltaram para o local da colônia apenas para depararem-se com um lugar vazio, sem nenhum sinal de vida. Todas as 113 pessoas de lá haviam simplesmente desaparecido sem deixar vestígios. White nunca mais encontrou Eleanor ou Virginia. Tudo o que restara como sinal de que houvera pessoas por lá foi uma inscrição numa árvore com a palavra CROATOAN.</strong></p>
<p><strong>As hipóteses dos historiadores são variadas: os colonos foram absorvidos pelas populações indígenas locais, massacrados por índios ou espanhóis, ou ainda a de que Croatoan seria uma ilha ao sul de Roanoke para onde os colonos teriam fugido de um possível ataque. Mas jamais se soube o que aconteceu com aquelas 113 pessoas.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="308" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="300"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso6_20.jpg" alt="" width="300" height="298" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Robert Ford, em foto não datada, segurando o revólver usado para assassinar Jessé James</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A carreira sanguinária dos irmãos James começou mesmo em 1866 com um assalto a um banco de onde se calcula tenham levado o equivalente a 60 mil dólares. Conseguiram, com isso, uma série de assaltos até certo ponto bem-sucedidos até que, em 1869, num outro banco, Jesse, normalmente controlado, matou um caixa porque este lhe fizera lembrar um oficial da União que ele detestava. A partir de então, todos os ataques possuíram um elemento de violência e turbulência.</p>
<p>Em 1874, com a falha das autoridades em capturar o bando que atacava cada vez mais, os banqueiros e acionistas das ferrovias contrataram a Agência de Detetives Pinkerton para resolver a situação. Porém, como Allan Pinkerton estava ligado à União e a maioria da sociedade do Missouri era simpatizante da confederação que havia sido derrotada, os detetives da agência pareceram ser estranhos no ninho.</p>
<p>Em 1874, três detetives da agência haviam sido mortos numa só semana. Os representantes da agência passaram a vigiar a casa da mãe dos irmãos James e, num ato de pura tolice, porque achavam que os irmãos estariam lá, atiraram uma bomba no interior do local. Porém só conseguiram arrancar um braço da mãe deles e matar um meio-irmão de oito anos, o que contribuiu para o mito de que Jesse James seria em breve um mártir da sociedade.</p>
<table width="400" align="left">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><strong><span style="font-size:medium;">Em 1869, James, normalmente controlado, matou um caixa por assemelhar-se a um de seus desafetos</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Num assalto a banco na cidade de Northfield, em 1876, a maioria do bando foi derrotada ou morta. Os irmãos James já gozavam de certa fama na comunidade local, que nutria certa simpatia por eles. Como foram os únicos que conseguiram escapar, decidiram mudar de nome e esconder-se. E esse foi o grande erro de suas vidas.</p>
<p>Se tivessem permanecido assim, Jesse teria morrido de velhice. Três anos depois eles juntaram outro bando e voltaram a chamar a atenção. O então governador do Missouri ofereceu uma recompensa de 5 mil dólares pela prisão de um dos dois irmãos, com recompensas adicionais se um deles fosse condenado por assassinato ou roubo.</p>
<table width="715" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="339"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso7_20.jpg" alt="" width="339" height="524" /></td>
<td width="394"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso8_20.jpg" alt="" width="366" height="524" /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<div><strong>Fotografia de 1872 mostra Jesse James aos 25 anos e seu irmão Frank aos 29, na cidade de Carolina, Estado dos EUA, de Illinois. Ao lado, Willian ou “Bloddy Bill” Anderson, líder da brutal quadrilha paramilitar financiada pelo Exército Confederado durante a Guerra Civil americana</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Coube a dois recrutas recentes do bando, Robert e Charles Ford, fornecer os meios para a transformação final do mito. Robert encontrou-se secretamente com o governador e recebeu uma promessa de anistia se entregasse os irmãos James. Os Fords foram, então, visitar Jesse e sua família que estavam na cidade de St. Joseph. Jesse, contente em ver os companheiros, convidou-os para permanecerem na casa. Os Fords esperaram alguns dias até pegarem Jesse desarmado. Um dia, Jesse tirou o cinturão da arma e subiu numa cadeira para tirar o pó de um quadro. Robert Ford sacou da arma, apontou-a para a cabeça de Jesse e disparou, matando-o instantaneamente.</p>
<table width="208" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="200"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso9_20.jpg" alt="REPRODUÇÃO" width="200" height="258" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Libreto de 1901 traz história inspirada em Jesse James: Como outros marginais do velho oeste, James virou herói popular</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cinco meses depois do incidente, Frank James se entregou e o governador prometeu um julgamento imparcial. O público, porém, ficou tão chocado com as circunstâncias em que a morte de Jesse acontecera que inocentou Frank de todas as acusações, deixando que vivesse em paz o resto de sua vida.</p>
<p>Assim nasceu o mito de que Jesse James era uma espécie de Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Os detalhes de sua morte e da traição de Robert Ford contribuíram para que sua fama de mártir crescesse a ponto de até hoje considerarem-no um herói local, versão que predominou nos livros e filmes sobre o assunto. Ninguém jamais contestou que o bando dos irmãos James não distinguia ricos de pobres, matou pelo menos uma dúzia de inocentes e criou um clima de terror em várias zonas do oeste. O mito popular, que foi representado no filme recente com Brad Pitt no papel de Jesse James, foi mais forte.</p>
<p><strong>A TORRE DE LONDRES E OS PRÍNCIPES</strong><br />
Não apenas pessoas (ou personagens) é que fazem parte dos mistérios da história. Os locais também constituem mistérios em si. Principalmente em continentes como a Europa, com construções antigas que transpiram os fatos que lá aconteceram e fascinam pelos seus segredos impenetráveis.</p>
<table width="745">
<tbody>
<tr>
<td><strong>A MORTE RONDA MOZART</strong></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="89181B">
<table width="208" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="200"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso10_20.jpg" alt="REPRODUÇÃO" width="210" height="245" /></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#000000">
<div><strong>Wolfgang Amadeus Mozart</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>O registro de que poderia haver algo de estranho com Wolfgang Amadeus Mozart (1756- 1791) partiu das memórias da irmã mais nova de Constanze, esposa do compositor. Sophie Haibel lembraria dezenas de anos mais tarde, que foi no primeiro domingo de dezembro de 1791, quando ela estava na cozinha preparando um café para sua mãe. Fora alguns dias antes visitar o cunhado, que adoecera, mas voltaram notando que ele estava melhor. Enquanto Sophie pensa no assunto, observa pensativamente a chama de um lampião a óleo. De repente a chama se apagou “tão completamente como se nunca tivesse sido acesa”, conforme escreveu mais tarde.</strong></p>
<p><strong>Ela correu para a casa da irmã, mas, quando lá chegou, soube que Mozart havia passado uma noite inquieta. O músico, mesmo na cama, pediu que ela ficasse, “para assistir à minha morte”. Foram então chamados um padre e depois um médico. Cerca de uma hora antes da meia-noite, Mozart perdeu a consciência. Quando o relógio marcou 0:55 h do dia 5 de dezembro de 1791, ele morreu.</strong></p>
<p><strong>O músico sempre teve problemas financeiros e passou grande parte daquele ano trabalhando como louco para terminar algumas encomendas importantes, o que teria causado o excesso de cansaço. Quando, em 22 de novembro, ele se recolheu para dormir, ninguém imaginava que cairia doente.</strong></p>
<p><strong>Uma biografia de Mozart, datada de 1828, diz que os sintomas começaram com um inchamento das mãos e dos pés, além de uma incapacidade de movimentos e vômitos súbitos. Foi diagnosticado como portador de febre militar aguda, causa registrada em seu obituário.</strong></p>
<p><strong>No final de dezembro um jornal de Berlim noticiou as especulações de que Mozart havia sido envenenado. O filho mais velho do compositor, Carl Thomas, dizia que o corpo do pai estava tão inchado que exalava um cheiro fétido forte, o que impediu a realização de uma necrópsia. Por muitos anos imaginou-se que o eterno rival do compositor, Antonio Salieiri, teria sido o responsável pela morte do músico. Uma outra versão da história afirma que esse fora um trabalho dos maçons, que estavam revoltados com Mozart por causa da revelação de alguns segredos de sua sociedade secreta na obra <em>A flauta mágica</em>, que alcançou grande sucesso em 1791.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos lugares mais históricos de Londres e que atrai uma infinidade de turistas todos os anos a Torre de Londres, local intimamente ligado à história da Inglaterra e de seus governantes. Não é por acaso que também é conhecido como um dos lugares mais sanguinários de toda a Europa, com histórias de decapitações e fantasmas que abundam nos relatos dos guardas de lá para o público.</p>
<p>Independentemente de os espectros existirem ou não, o fato é que muitas dessas histórias são baseadas em fatos historicamente comprovados. Uma das mais fascinantes envolve o material que gerou uma das peças mais fascinantes de Shakespeare,<em> Ricardo III</em>.</p>
<p>O rei Ricardo (1452-1485) foi o último monarca da casa de York e reinou entre os anos de 1483 e 1485. Era o irmão mais novo do rei Eduardo IV e de George, duque de Clarence. Sua subida ao trono foi marcada pelo completo desaparecimento de seus sobrinhos, que teriam sido vistos com vida pela última vez na Torre de Londres.</p>
<table width="400" align="right">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="center"><strong><span style="font-size:medium;">A Torre de Londres é conhecida como um dos lugares mais sanguinários de toda a Europa</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ricardo era um soldado leal e jurou fidelidade ao Príncipe de Gales. A Guerra das Rosas entre as casas de York e Lancaster já durava trinta anos. Eduardo IV morrera repentinamente em 1483, logo após seu 41o aniversário. Seu filho mais velho e herdeiro do trono tinha apenas 12 anos e, no testamento, o falecido monarca nomeara Ricardo, duque de Gloucester, como protetor do reino. O jovem Eduardo era, na época, o Príncipe de Gales, título que o herdeiro imediato ao trono do Reino Unido carrega até hoje.</p>
<table width="745">
<tbody>
<tr>
<td width="250"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso11_20.jpg" alt="REPRODUÇÃO" width="250" height="368" /></td>
<td width="483">Apesar de ter jurado lealdade para com o jovem sobrinho, Ricardo agiu rapidamente após a morte do irmão. Interceptou a comitiva que acompanhava o príncipe, prendeu o tio materno (que era regente interino) e foi com o sobrinho para Londres. A coroação foi adiada e o menino foi instalado na Torre de Londres.Desconfiada, a viúva de Eduardo IV, Elizabeth Woodville, buscou abrigo na Abadia de Westminster juntamente com seu filho mais novo, também chamado Ricardo. Porém o poder do usurpador foi mais forte e ele conseguiu que ela lhe entregasse também o jovem Ricardo, de apenas nove anos, com o pretexto de que Eduardo estava muito sozinho na Torre de Londres e precisava de alguém para brincar.Depois disso, o golpe fatal foi dado por Ricardo no dia da coroação do sobrinho. Do lado de fora da Catedral de São Paulo, como afirmou o doutor em Teologia de Cambridge, Ralph Shaa, Eduardo IV tinha uma união inválida com Elizabeth e que os filhos de ambos, inclusive o menino-rei, seriam considerados ilegítimos. Depois disso, Ricardo aceitou a coroa dois dias após o começo dessas pregações, tornando-se assim Ricardo III.</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<div><strong>Acima, retrato de Ricardo III (1450-1492), rei da Inglaterra e principal suspeito de matar seus sobrinhos herdeiros do trono. Abaixo, a famigerada Torre de Londres em fotografia de 2004</strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso12_20.jpg" alt="FOTO: ONOFRE BOUVILA" width="735" height="369" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois dessa confusão, o jovem Eduardo, agora chamado pejorativamente de Eduardo, o Bastardo, e seu irmão foram vistos brincando várias vezes na Torre. Uma testemunha deixou um registro que afirma que os dois meninos foram mais tarde transferidos para quartos isolados e começaram a aparecer cada vez menos até que sumiram sem deixar rastros.</p>
<p>Em 1483, começaram os rumores de que os dois príncipes teriam sido assassinados. Porém ninguém sabia dizer por quem. Em 1484, o chanceler francês lançava um aviso sobre o perigo de se ter um rei menor de idade e que os meninos haviam sido assassinados pelo tio.</p>
<p>Elizabeth estabeleceu uma aliança com os inimigos de Ricardo ao oferecer sua filha mais velha à casa de Lancaster, na pessoa de Henrique Tudor. No ano seguinte, Henrique e Ricardo se enfrentaram na Batalha de Bosworth Field e Ricardo foi morto. Seu reinado terminara abruptamente. Um dos homens de Ricardo, que passara para o lado dos Lancaster no meio da batalha, tirou a coroa do rei morto e a colocou na cabeça de Henrique, que se tornou Henrique VII.</p>
<p>Mais tarde, Henrique ouviria boatos de que os príncipes estariam ainda vivos e que seriam seus rivais para o trono. Fora ele, porém, quem espalhara a versão de que os meninos tinham sido asfixiados com colchões de penas e sepultados debaixo das pedras da base de uma escada da Torre. A maneira que ele encontrou para provar sua história foi acusar um tal de Sir James Tyrell de “traição não específica”. Esse pobre coitado teria, antes de ser decapitado em 1502, confessado que fora ele quem matara os príncipes. A história foi aceita dessa maneira e entrou para os anais britânicos.</p>
<table width="743" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="735"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso13_20.jpg" alt="EDUARDO IV, REI DA INGLATERRA, E SEU IRMÃO, O DUQUE DE IORQUE, NA TORRE DE LONDRES, DE PAUL DELAROCHE" width="735" height="471" /></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#000000">
<div><strong>O rei Eduardo IV e o Duque de York na Torre de Londres, de Paul Delaroche</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cerca de 200 anos depois, em 1674, foi encontrado na Torre, durante obras de restauração, um caixão de madeira com os esqueletos de duas crianças. Foram então reconhecidos como sendo os restos dos príncipes desaparecidos. Terminaram sendo sepultados na Abadia de Westminster. Apenas em 1993 os restos foram entregues aos peritos forenses, que não conseguiram determinar a causa da morte, pois o maxilar do mais velho estava muito deteriorado. Até hoje não se sabe bem o que aconteceu para os garotos terem desaparecido dessa maneira nem como duas crianças tão conhecidas pelo público teriam mortes tão terríveis. Se foram mortos a golpes, facadas, envenenados ou qualquer outro tipo de execução, jamais saberemos a verdade. Se a morte foi ou não causada por Ricardo III, tampouco. Enquanto isso, os turistas se divertem com os relatos dos fantasmas dos príncipes que, segundos os guardas do local, aparecem por lá regularmente.</p>
<table width="408" align="left">
<tbody>
<tr>
<td width="400"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso14_20.jpg" alt="O JOGO DE WILLIAM SHAKESPEARE , DE SIR JOHN GILBERT" width="400" height="324" /></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#000000">
<div><strong>Pintura de 1849 As peças de <em>William Shakespeare</em>, com cenas e personagens de diversas obras do autor</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>QUEM FOI WILLIAM SHAKESPEARE?</strong><br />
Outra modalidade dos mistérios históricos é uma classe que transforma pessoas famosas em produtos de uma participação anônima ou coletiva. Um caso clássico é o da verdadeira autoria das peças de William Shakespeare, um dos poetas e dramaturgos mais conhecidos da história. Há várias versões levadas a sério pelos historiadores, incluindo a de que o escritor seria o pseudônimo de uma série de autores diversos que, individualmente, nunca obtiveram sucesso, mas juntos criaram obras imortais.</p>
<p>Curiosamente, apesar de toda a sua fama, sabemos muito pouco sobre Shakespeare como pessoa, o que dá margem a muitos boatos. E a este fator um outro se junta: o fato de que a autenticidade de suas obras começaria a ser contestada a partir do século XVIII.</p>
<p>Em 1903, o romancista norte-americano Henry James (1843-1916) declarou que Shakespeare seria “o mais bem-sucedido farsante que já brincou com a paciência humana”.</p>
<table width="745">
<tbody>
<tr>
<td><strong>O MISTÉRIO DE GLENN MILLER</strong></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="89181B">
<table width="306" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="423"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso15_20.jpg" alt="WIKIPEDIA" width="300" height="256" /></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#000000">
<div><strong>Glen Miller</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Com toda certeza, você já ouviu falar em alguma oportunidade, de um músico de jazz chamado Glenn Miller. Bom, pelo menos de seu pai já ouviu falar. Alton Glenn Miller (1904–1944) era um dos artistas mais famosos no período entre 1939 e 1942. A banda que liderou, conhecida como The Glenn Miller Band, era conhecida por suas interpretações de músicas como <em>Moonlight Serenade</em> e <em>Chattanooga Choo-Choo</em>.</strong></p>
<p><strong>O sucesso de Miller começou em 1939, quando ele tinha 35 anos. Antes disso, cerca de 15 anos antes, ele desistira da universidade para se juntar à banda de Ben Pollack como trombonista e arranjador. Ele logo passou a ser conhecido por seu estilo e teve chance de tocar com grupos dos anos 1920 e 1930, que logo o classificaram como “um músico dedicado”.</strong></p>
<p><strong>Miller tinha um aspecto magro e sério. Dedicava-se à tarefa de compor músicas com meticulosidade e perfeccionismo. Sua primeira orquestra, entretanto, fracassou, mas a segunda, formada em 1938, conseguiu a atenção não só de estabelecimentos comerciais, como também das rádios, que logo começaram a tocar suas canções.</strong></p>
<p><strong>Essa fama toda seguiria um caminho diferente quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Miller abandonou sua carreira para servir o exército. Em 1942, alistou-se como capitão no exército norte-americano. Foi ele quem formou a Orquestra da Força Aérea e do Exército dos Estados Unidos. Esse grupo fez turnês por todo o país e angariou milhões de dólares para as campanhas militares.</strong></p>
<p><strong>Em 1944, teve autorização para levar seu grupo musical militar para a Inglaterra para que tocassem para as tropas que estavam naquele país. Nos cinco meses seguintes eles se apresentaram 71 vezes.</strong></p>
<p><strong>Em 15 de dezembro, Miller, que já era major, subiu num monomotor chamado Norseman, numa pista a 65 quilômetros de Londres. Queria chegar à França antes de sua orquestra, e um encontro casual num clube de oficiais na noite anterior concederalhe o lugar no avião. Segundo relatos, Miller estava nervoso por estar no avião, pois não gostava de voar. Seu companheiro de viagem, o coronel Norman Baesell, tentava acalmálo com piadinhas, inclusive quando Miller perguntou sobre o pára-quedas. Pouco depois o monomotor decolou. E nunca mais foi visto.</strong></p>
<p><strong>A esposa de Miller só foi avisada de que o marido desaparecera nove dias depois. Para o alto comando, o avião caíra no Canal da Mancha por causa possivelmente do acúmulo de gelo nas asas. Mas os boatos diziam que o avião de Miller havia sido abatido pelos alemães e que o músico estava inconsciente e desfigurado num hospital desconhecido. Ou que o alto comando executara Miller como espião alemão. Ou ainda que Baesell matara Miller e o piloto, fugindo depois quando chegou à França. Como nunca acharam nenhum sinal do avião, nunca se saberá a verdade.</strong></p>
<div><strong><br />
</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos primeiros a tentar provar a suposta farsa de Shakespeare foi um nome obscuro, William Henry Smith, que teria divulgado que várias peças, incluindo <em>Hamlet</em>, foram na verdade escritas pelo fi- lósofo e político Francis Bacon (1561-1626). Smith teria apoiado sua teoria em paralelos estatísticos encontrados entre as obras dos dois autores. Uma tal de Sra. Henry Pott afirmou que havia descoberto nada menos do que 4.400 semelhanças entre os textos dos dois autores. Porém, para aqueles que defendem o dramaturgo britânico, essas semelhanças se restringem ao uso de expressões em comum como “bom dia”, “amém” e até “eu lhe asseguro”, bastante comuns para a maioria dos escritores da época.</p>
<table width="743" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="735"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso16_20.jpg" alt="HAMLET, DE EDWIN AUSTIN ABBEY" width="735" height="461" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Uma cena de Hamlet do pintor estadunidense Edwin Austin Abbey (1852-1911)</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="258" align="right">
<tbody>
<tr>
<td width="250"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/9/imagens/ladomisterioso17_20.jpg" alt="WILLIAM SHAKESPEARE, DE JOHN TAYLOR" width="250" height="321" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Retrato de Chandos. Apesar de ser uma informação contestada, convenciona-se que a pessoa retratada no quadro seja o dramaturgo William Shakespeare</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tendência de duvidar de Shakespeare e de sua autoria cresceu com o tempo e formou um grupo de acadêmicos conhecidos pela alcunha de antistratfordianos (de Stratford-Upon-Avon, o nome da cidade onde Shakespeare nasceu). Outros autores, além de Bacon, foram apontados como sendo os verdadeiros criadores das peças shakespeareanas: Edward de Vere, conde de Oxford, é um deles. Até Sigmund Freud (1856-1939) entrou para o grupo, quando analisou psicanaliticamente algumas de suas obras. Ele teria inclusive alterado as datas dos trabalhos para que correspondessem a acontecimentos da vida do conde.</p>
<p>Outro candidato a “verdadeiro Shakespeare” é Christopher Marlowe (1564-1593), o mais famoso dramaturgo britânico antes do surgimento de Shakespeare. Marlowe morreu numa briga de taverna na véspera do dia em que seria preso por ateísmo. Isso levou um jornalista canadense, Calvin Hoff mann, a suspeitar de que a tal morte tivesse sido encenada e que o escritor teria, assim, escapado da execução para continuar a escrever com o nome de Shakespeare.</p>
<p>Seja como for, o fato é que os historiadores continuam a se debruçar sobre essas e outras histórias (confira mais algumas nos boxes deste artigo) na esperança de descobrir a verdade sobre esses e outros assuntos. Se é verdade que toda lenda tem um fundo de verdade, quais seriam os segredos que os mistérios históricos nos revelariam? Talvez apenas o tempo possa responder a isto com alguma certeza&#8230;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong><br />
ARON, Paul. Mistérios da história. Editora Manole, 2000.<br />
CIERVA, Ricardo de la. Mistérios de la História. Planeta Espanha, 1997.<br />
Os grandes mistérios do passado. Reader´s Digest Livros, 1996.<br />
POLIDORO, Massimo. Grandes mistérios de la historia. Robinbook, 1997.<br />
SILVA, Pedro. Os grandes mistérios da humanidade. Axcel Books, 2006.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Criptozoologia &#8211; História Monstruosa</title>
		<link>http://cantodooraculo.wordpress.com/2011/06/26/criptografia-historia-monstruosa/</link>
		<comments>http://cantodooraculo.wordpress.com/2011/06/26/criptografia-historia-monstruosa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 14:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Mistérios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cantodooraculo.wordpress.com/?p=1568</guid>
		<description><![CDATA[Artigo publicado originalmente na revista Leituras da História 30. História Monstruosa O estudo de criaturas cuja existência ainda não foi comprovada é controverso desde suas origens. Porém, já ajudou a retirar da obscuridade animais que já estiveram no imaginário popular e que hoje são reconhecidos como raros. Seria esta pseudociência de real utilidade para identificar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1568&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Artigo publicado originalmente na revista Leituras da História 30.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">História Monstruosa</span><br />
<span style="color:#000000;"> O estudo de criaturas cuja existência ainda não foi comprovada é controverso desde suas origens. Porém, já ajudou a retirar da obscuridade animais que já estiveram no imaginário popular e que hoje são reconhecidos como raros. Seria esta pseudociência de real utilidade para identificar espécies pouco conhecidas?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">por Sérgio Pereira Couto</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="Shutterstock" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194685.jpg" alt="Shutterstock" width="745" height="415" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">Com certeza, o leitor já ouviu falar de criaturas fantásticas como o Monstro do Lago Ness, o Yeti, o Verme da Mongólia ou mesmo o famoso Chupa-cabras. O que poucos sabem é que há uma ciência (ou melhor, pseudociência) que insiste em classificar essas criaturas não apenas como espécies em real estudo como vai atrás de outras que, em tempos antigos, eram consideradas produtos da imaginação de marinheiros ou viajantes, e que possui uma história conturbada, cheia de altos e baixos.</span><br />
<span style="color:#000000;"> A criptozoologia, como se convencionou chamar esses estudos e pesquisadores, cuida de obter informações desses e de outros animais considerados lendários. Sua denominação vem do grego kryptos ou (escondido), que dá o sentido de “estudo de animais ocultos ou não conhecidos”. Em outras palavras, todo animal que é considerado lendário ou não existente pela biologia tradicional entra neste campo, sendo ou não fantástico.</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194686.jpg" alt="" width="200" height="147" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">O curioso é que esta modalidade não trata apenas de unicórnios, dragões e outras criaturas que acostumamos associar a histórias e contos de fadas. Os dinossauros, por exemplo, que todos sabem que existiram, também estão aqui inclusos. Outros tipos de animais que são estudados por estes pesquisadores incluem os selvagens que se localizam fora de sua área geográfica normal, como o avistamento de panteras negras no sudeste da Alemanha em 1989.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Pesquisadores como o norte-americano John Percy Moore (1869-1965) afirmam que a criptozoologia “varia de pseudociência a uma gama de estudos úteis e interessantes, dependendo de como é praticada”. Ele nota também que não é “estritamente uma ciência” e que “muitos cientistas e céticos a classificam como pseudociência a ponto de não haver muitos artigos publicados em revistas científicas sobre o assunto, não existirem cursos para uma formação oficial de especialistas ou empregos para que as pessoas possam estuda-lá”.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Há livros que definem os criptozoologistas como “os últimos românticos”, já que estes insistem em se aplicar a encontrar pistas sobre criaturas tão diversas, como os dragões, por exemplo, que podem ter tantas definições semelhantes em várias culturas diferentes. Os animais que são estudados por eles são chamados de crípticos, do inglês cryptids, termo introduzido pelo pesquisador norte-americano John E. Wall num informativo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, em 1983.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Invenção</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">A criação do termo criptozoologia é atribuída ao zoologista belga-francês Bernard Heuvelmans na década de 1950, embora ele próprio tenha atribuído sua origem ao explorador escocês Ivan T. Sanderson. Em seu livro de 1955, “On the Track of Unknown Animals” (“Na Trilha de Animais Desconhecidos”), o pesquisador também diz que tal denominação teria vindo do zoologista holandês Anthonie Cornelis Oudemans e de sua pesquisa, datada de 1892, intitulada “The Great Sea Serpent” (“A Grande Serpente do Mar”). Heuvelmans argumentou em vários escritos que a criptozoologia deveria ser enfrentada com vigor científico, mas também com a mente aberta e um enfoque interdisciplinar. Destacou que muitas fontes preciosas para suas pesquisas estavam nas lendas urbanas e histórias locais que falavam de criaturas, pois, por mais que tais relatos estivessem mergulhados em elementos fantásticos, continham verdadeiros “grãos” de verdade e informações sobre organismos não descobertos.</span><br />
<span style="color:#000000;"> O trabalho do escritor científico alemão radicado nos Estados Unidos, Willy Ley, também é indicado como uma fonte preciosa dentro da criptozoologia. “Exotic Zoology” (“Zoologia Exótica”, 1959) exibe o treinamento em paleontologia que este autor recebera, o que o possibilitara a escrever vários livros sobre animais. Nessa obra, ele discute a validade de alguns tópicos polêmicos, como o Yeti, as serpentes marinhas e várias espécies de dinossauros. A obra levanta, ainda, a possibilidade de algumas criaturas fantásticas, como o unicórnio, o sirrush (uma espécie de serpente de quatro patas encontrada no Portal de Ishtar, na Babilônia, data do século VI a.C.) e até os ciclopes, serem baseados em criaturas reais e que suas reproduções sejam resultado de erros de interpretação de animais ou de seus restos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Campos e Crípticos</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Bernard Heuvelmans nasceu em Lê Havre, no noroeste da França, em 1916. Obteve seu doutorado em zoologia em Bruxelas quando tinha apenas 23 anos. Em 1938, começou a compilar sistematicamente relatos e artigos que não mereciam a atenção da zoologia tradicional. “On the Track of Unknown Animals” foi publicado originalmente em dois volumes em 1955 e traduzido para cerca de vinte línguas.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Não contente com os resultados, o pesquisador ainda fundou a Sociedade Internacional de Criptozoologia em 1982, em Washington D.C. para servir de centro de pesquisas para documentar e avaliar provas ligadas a esse tipo de animal. Seu emblema oficial era a figura do Ocapi, nativo das florestas úmidas do nordeste da República Democrática do Congo, e que foi conhecido pelos habitantes locais apenas em 1901. A entidade encerrou suas atividades em 1998 devido a problemas financeiros e manteve um site ativo até 2005.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A influência de Heuvelmans no setor foi importante como uma espécie de “filósofo da ciência”, pois nunca questionou a verdadeira natureza da criptozoologia, por isso é considerado como uma das fundações da moderna metodologia usada tanto nessa área quanto nas mais tradicionais. Depois de sua morte, em 2001, foi estabelecido em Lausanne, na Suíça, um arquivo em sua homenagem, que possui a maioria dos registros conhecidos no campo dos animais desconhecidos.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Assim, a critpozoologia é oficialmente dividida em dois campos principais. O primeiro lida com as criaturas mais conhecidas por mitos e analisa de dragões a sereias. Os que atuam nesse segmento consideram a premissa de haver algo real por trás de cada históri. No segundo, o objetivo do estudo é analisar animais que as pessoas hoje acreditam ter se extinguido ou que ainda não foram descobertos. Os crípticos foram importantes para o que hoje se define como uma espécie de renascimento dessa modalidade, já que os pesquisadores que a ela se dedicam caminham no que se convencionou chamar de “fronteira da zoologia tradicional”.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Os crípticos, por sua vez, são divididos em quatro tipos:</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="6" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194690.jpg" alt="" width="200" height="140" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">1) Animais não identificados. Espécies que não podem ser categorizadas de acordo com qualquer sistema zoológico existente, como o Pé Grande e o HomemMariposa.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">2) Animais potencialmente extintos. Organismos considerados como já não existentes, dentre eles algumas espécies de lagartos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">3) Animais idênticos a tipos já conhecidos, exceto por uma ou outra característica, talvez devido a mutações ou com parentescos de duas ou mais espécies diferentes.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">4) Animais conhecidos localizados em lugares incomuns, como o já citado exemplo das panteras negras na Alemanha.</span></p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#D3D4D6"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:medium;">Animais Reencontrados</span></strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#E7E7E9"><span style="color:#000000;"><strong>Entre as espécies cuja existência foi confirmada por esses pesquisadores há pelo menos três casos famosos:</strong></span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="M. Ciudad" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194687.jpg" alt="M. Ciudad" width="250" height="164" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Celacanto</strong></span><br />
<span style="color:#000000;"> Peixes abissais que, quando localizados em 1938 na África do Sul, foram considerados de início como fósseis vivos. Sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares que são semelhantes aos membros dos vertebrados terrestres e que se movem da mesma maneira. esse animal era considerado como um parente próximo do primeiro vertebrado a sair das águas, que teria dado origem a um novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes, que inclui os humanos. Foi tido como extinto até ser redescoberto numa época em que já se conheciam cerca de 120 espécies de Coelacanthiformes. Sabia-se que todos esses peixes estavam extintos desde o período Cretáceo. hoje já se conhecem populações na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique) e na Indonésia.</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="Creative Commons" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194688.jpg" alt="Creative Commons" width="250" height="157" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Rinoceronte de Java</strong></span><br />
<span style="color:#000000;"> Pertence ao mesmo gênero do rinoceronte indiano e possui as mesmas características de seu parente mais conhecido. difere principalmente no tamanho, pois é menor que o indiano, e possui placas dérmicas menos desenvolvidas, com chifres menores e por vezes ausentes nas fêmeas. apesar de sua população reduzida, acreditava-se que também havia se extinguido, já que o último exemplar em cativeiro morrera em 1907 no zoológico de adelaide, na austrália. originalmente estava espalhado pelas ilhas de Java e Sumatra, chegando até a Índia e a China. hoje é encontrado apenas em duas áreas de proteção, uma na ilha de Java, na Indonésia, e outra no Vietnã.</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="Arquivo LDH" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194689.jpg" alt="Arquivo LDH" width="250" height="174" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;"><strong><br />
Dragão de Komodo</strong></span><br />
<span style="color:#000000;"> Descoberto em 1912 na ilha da Indonésia de mesmo nome. É conhecido pelos nativos de Komodo como “buaya darat” (crocodilo da terra) ou “biawak raksasa (monitor gigante). É a maior espécie de lagarto conhecida, chegando a atingir de 2 a 3 metros de comprimento e 70 kg de peso em média (alguns exemplares chegam a 135 quilos). É de longe o maior réptil vivo.</span></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;"><img src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194693.jpg" alt="" /></span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="Robert Hale LTD" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194691.jpg" alt="Robert Hale LTD" width="300" height="191" /></span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color:#000000;">Imagem de 1810 feita para ilustrar um poema de Tennyson que mostra o Krakem (lula gigante) atacando uma embarcação</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Espécies ou Mitos?</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;">Outro ponto interessante defendido pelos criptozoologistas é que os casos de espécies consideradas como tipo pela comunidade científica tradicional são vários, o que não diminui a validade de seu trabalho. Um outro exemplo é a existência dos Gorilas das Montanhas, considerados como folclore ou mito até sua confirmação, em 1902. O próprio Okapi, símbolo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, também era tido como um mito.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Se eles ajudaram a descobrir tantas espécies, por que há muita relutância por parte dos cientistas tradicionais?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O que realmente atrai a atenção do público é a possibilidade de se conhecer (ou pelo menos assim pensam) espécies imaginárias. Um exemplo disso é o Dragão, que aparece até mesmo em citações da Bíblia. Enquanto lá é apresentado como símbolo do mal, na China, por exemplo, é símbolo do bem, da paz e da prosperidade.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Durante o século XVI, muitas pessoas acreditavam que o dragão existia. O naturalista suíço Konrad Gesner montou listas com três tipos de dragões num trabalho de seis volumes sobre o mundo animal. Um era descrito como uma serpente gigante com asas, outro era do mesmo tipo, mas um pouco menor, e o terceiro, uma criatura com corpo de serpente, asas membranosas, uma cabeça com chifres e garras.</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="Museo de Pergamo" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194692.jpg" alt="Museo de Pergamo" width="350" height="270" /></span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color:#000000;">O Sirrush, uma espécie de serpente mitológica, encontrada no portal de Ishtar, na Bbabilônia</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">Os criptozoologistas afirmam que os dragões eram dinossauros que foram capazes de sobreviver mais do que os outros porque teriam aprendido a voar. Quando começaram a morrer deixaram para trás uma imagem que foi passada para diferentes culturas.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Outro nome que atrai a atenção do público e dos criptozoologistas é o Monstro do Lago Ness, na Escócia. A origem tradicional de tal criatura remonta há mais de 10 mil anos, quando, durante a última era glacial, as geleiras teriam formado o maior lago de água doce, com uma extensão que mede 36 quilômetros de comprimento, 2,4 quilômetros de largura e, em alguns lugares, atinge 300 metros de profundidade. Quando o degelo começou, a terra que surgiu formou o Lago Ness. Os decendentes dos animais que foram para o lago, quando este ainda era ligado ao mar, passaram a viver num ambiente novo e modificado.</span></p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td height="30"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="J.W. Buel" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194694.jpg" alt="J.W. Buel" width="300" height="466" /></span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color:#000000;">Ilustração de 1887 que mostra uma suposta árvore carnívora nas florestas africanas chamada de Ya-Te-Veo</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">Em 565 d.C., um homem que por lá nadava morreu em circunstâncias misteriosas. Santa Columba, da Cornuália, Inglaterra, foi até o local pouco tempo depois e encontrou homens que carregavam o corpo. Foram eles que disseram que o falecido havia sido atacado por um monstro.</span><br />
<span style="color:#000000;"> A santa mandara ao rio uma companheira para atrair a atenção da criatura, que surgiu das profundezas das águas e avançou contra ela. Columba teria feito o sinal da cruz e ordenado que o monstro fosse embora em nome de Deus. De acordo com um texto escrito um século depois por Santo Adamnam, a fera, ao ouvir a voz da santa, voltou-se para o lago e fugiu até desaparecer de novo em suas profundezas.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Embora o relato não descreva o monstro e lhe dê um comportamento diferente daquele associado à Nessie, nome que tal criatura teria ganho com o passar dos anos, esse é o primeiro caso historicamente comprovado que cita sua existência. Ao longo dos séculos, outros apareceram, mas curiosamente são as autoridades modernas que questionam tais histórias.</span><br />
<span style="color:#000000;"> A crença popular diz que o lago possui kelpies, seres malignos que mudam de forma e que em geral tomam formato de cavalos para atrair visitantes a cavalgá-los e assim entrar na água para afogar suas vítimas. A ligação entre essas criaturas e monstros como Nessie é obscura, mas chama a atenção o fato de que se trata de criaturas ligadas à água.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O auge da fama do monstro aconteceu durante a década de 1930, quando os moradores da região do lago apareceram com depoimentos próprios sobre as aparições do monstro. A imprensa começou a falar do monstro em agosto de 1930 quando o jornal “Northern Chronicle” noticiou sobre três moradores locais que pescavam no lago viram o que foi definido como “uma comoção a uns 500 metros acima do lago”. Um deles viu um borrifo de água subir a uma altura considerável. O monstro aproximouse do barco e se virou para o sul, num semicírculo. As testemunhas disseram que devia estar nadando a uma velocidade de 15 nós.</span></p>
<table width="100" border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color:#000000;"><img title="" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/30/imagens/i194695.jpg" alt="" width="200" height="110" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color:#000000;">A notícia atraiu cartas de leitores, publicadas na edição de três de setembro, que haviam visto pessoalmente ou que conheciam pessoas que avistaram o tal monstro. Em abril de 1933, próximo de Abriachan, uma aldeia a noroeste do Lago Ness, um casal passava de carro quando viu uma massa enorme se deslocar no lago. Descreveram um animal enorme que mergulhava na água. Até outubro daquele mesmo ano surgiram os outros outros relatos que deram origem ao formato que hoje tem Nessie.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Por fim resta falar de um críptico que vem chamando cada vez mais as atenções dos pesquisadores: o Chupa-cabras.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O primeiro relato de um ataque aconteceu em março de 1995 em Porto Rico. Nele, oito ovelhas foram encontradas mortas, cada uma com três marcas de dentes na área do peito, todas completamente sem uma única gota de sangue. Alguns meses depois, em agosto, uma testemunha, Madelyne Tolentino, disse ter avistado uma criatura na cidade de Canóvanas, onde cerca de 150 animais de fazenda e de estimação foram encontrados mortos da mesma maneira. Algum tempo antes, em 1975, mortes semelhantes aconteceram na cidadezinha de Moca e foram atribuídas ao “Vampiro de Moca”. As mortes atuais foram atribuídas a algum culto de magia negra, mas mais tarde, quando outras ocorrências semelhantes aconteceram ao redor da ilha e muitos fazendeiros relataram mortes de animais, as autoridades locais começaram a repensar o assunto.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">O nome Chupa-cabras é atribuído ao comediante e empresári, Silvério Pérez. Logo depois outros relatos de mortes semelhantes começaram a chegar, vindos de países como República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Brasil, Estados Unidos e México.</span><br />
<span style="color:#000000;"> A descrição mais comum de tal criatura diz que tem aparência de réptil, com pele em tom cinza e espinhos em suas costas. Mede aproxiNessiemadamente de 1 a 1,2 metros e pula como um canguru. Pelo menos um dos relatos altera sua altura para seis metros, com aparência canina ou de pantera, uma língua bifurcada e presas enormes. Testemunhas afirmam que se ouve o silvo da criatura de longe e que, quando ela passa, deixa um rastro com um cheiro que se assemelha ao enxofre.</span><br />
<span style="color:#000000;"> Se criaturas como estas existem mesmo ou não, só nos resta conjeturar. Se os criptozoologistas conseguiram, de fato, localizar espécies que antes pensavam estar extintas, quem não garante se conseguirão provar a existência de Nessie ou do Chupa-cabras? Resta-nos apenas desejar boa sorte e esperar que mais um capítulo dessa longa história seja escrito.</span></p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#808285"><span style="color:#000000;font-size:medium;"><strong>Para saber +</strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#CFD0D2"><span style="color:#000000;">Clark, Jerome.<em> Enciclopédia do Inexplicável</em>.</span><br />
<span style="color:#000000;"> M Bbooks, 1997.Genzmer, Hervert; Hellenbrand, Ulrich.</span><br />
<span style="color:#000000;"> <em>Mysteries of the World</em>. Parragon Publishing, 2007.Arment, Chad. <em>Cryptozoology: Science &amp; Speculation.<br />
Coachwhip, </em>2004.</span><span style="color:#000000;">Arment,, Chad. <em>Cryptozoology and the<br />
Investigation of Lesser-Known Mystery Animals. Coachwhip</em>, 2006.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /> Tagged: <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/analise-historica/'>Análise Histórica</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/misterios/'>Mistérios</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantodooraculo.wordpress.com/1568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantodooraculo.wordpress.com/1568/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1568&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Luiz Antonio Aguiar o guardião da tradição machadiana de histórias</title>
		<link>http://cantodooraculo.wordpress.com/2011/06/26/luiz-antonio-aguiar-o-guardiao-da-tradicao-machadiana-de-historias/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 14:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista feita por mim para a revista LEITURAS DA HISTÓRIA 22. Especialista em um dos escritores mais importantes da história nacional, Luiz Antonio Aguiar, um velho conhecido das crianças por seus livros infantis, consagra-se como um nome de destaque com a nova adaptação para as histórias em quadrinhos de O alienista. e avisa: não descansará [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1565&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista feita por mim para a revista LEITURAS DA HISTÓRIA 22.</p>
<p>Especialista em um dos escritores mais importantes da história nacional, Luiz Antonio Aguiar, um velho conhecido das crianças por seus livros infantis, consagra-se como um nome de destaque com a nova adaptação para as histórias em quadrinhos de O alienista. e avisa: não descansará enquanto não mostrar o valor de seu autor preferido para a nova geração</p>
<p>Por Sérgio Pereira Couto</p>
<table width="208" align="left">
<tbody>
<tr>
<td width="200"><img title="" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137516.jpg" alt="" width="200" height="200" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Absolutamente ninguém fala com mais entusiasmo sobre Machado de Assis do que Luiz Antonio Aguiar. Desde que lançou um álbum em quadrinhos que adapta a obra O alienista para um público infantojuvenil numa edição especial que nada deve aos álbuns importados, tem colecionado admiração de adolescentes que passaram a se interessar pela obra machadiana.</p>
<p>O lançamento do álbum aconteceu exatamente quando se comemoraram 100 anos do nascimento do autor. Porém, a repercussão continua até hoje e promete fazer que o roteirista, fã confesso de Machado, consiga exatamente seu intento: fazer crianças e adolescentes lerem mais a obra de seu autor predileto.</p>
<p>Essa luta é apenas parte de um trabalho mais amplo. Aguiar é presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, na qual batalha para divulgar a literatura juvenil brasileira. Mesmo assim, reserva tempo para apreciar os trabalhos de outros leitores nacionais como Milton Hatoum e Chico Buarque, que recentemente o cativaram com suas narrativas.</p>
<table width="745" cellpadding="4" align="center">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#CC9900">&#8220;<span style="font-size:medium;">Gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada</span>, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou.&#8221;<br />
<em>Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="200" cellpadding="3" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img title="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137517.jpg" alt="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" width="200" height="328" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>Foto do sobrado em Cosme Velho, Rio de Janeiro, onde o escritor Machado de Assis morreu doente, solitário e triste</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Mas é mesmo Machado de Assis quem o cativa por completo. Na entrevista a seguir ele analisa mais seu ídolo, fala sobre seus livros, a adaptação em quadrinhos e ainda conta algumas curiosidades dos tempos de O alienista.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Leituras da História </span>- Você é um autor com vários prêmios recebidos como roteirista de histórias em quadrinhos. Com tantos livros publicados, por que este é diferente?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Luiz Antonio Aguiar</span></strong> - É uma questão de se adequar a uma celebridade histórica. Todo mundo conhece Machado de Assis, ou pelo menos já foi obrigado a ter um contato com ele em algum momento de sua vida acadêmica. Porém, essa obrigatoriedade impede-nos de apreciá-lo como deveria. Machado é um dos melhores cronistas de nosso país e suas observações dos modos da sociedade de seu tempo são completamente atemporais. A prova é que sempre há alguém disposto a recontar suas histórias com ligeiras adaptações temporais. Ninguém conhece a alma humana nacional melhor do que ele.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Pelo jeito você é mais do que um simples admirador de Machado de Assis&#8230;</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - (Risos) Bem mais do que isso, de fato. Para mim é quase um estilo filosófico. Escolhi estudar sua obra justamente por esse aspecto. É algo que você tem em outros autores, porém com alguns detalhes que o tempo acaba por corroer de alguma forma. Isso não acontece com Machado. Quando paramos para apreciar uma história dele, passado o impacto da obrigatoriedade da leitura, começamos a descobrir um universo tão peculiar que se torna algo totalmente sui generis, algo com uma identidade própria e completamente atemporal. É como um vinho, que é necessário deixar maturar por algum tempo antes de ser apreciado com toda a atenção que merece. No final, a recompensa que nos espera é muito gratificante.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Vamos nos concentrar um pouco em você. Acredito que deva ter alguns pontos em comum entre o seu trabalho e o de seu ídolo, não é?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - (Risos). Falando assim parece que vou sair por aí fundando o fã-clube Machado de Assis (mais risos). Mas admito que sou mais do que um simples admirador. E depois, meu trabalho é mais voltado para crianças e adolescentes. Quando fui convidado para fazer o roteiro de uma nova adaptação de O alienista como história em quadrinhos, vi uma excelente oportunidade de levar para esse público jovem a obra de Machado de Assis. Mas também leio outros autores, pelos quais sou grato pelos excelentes momentos que me proporcionaram com suas histórias, como Mark Twain, Charles Dickens, a Condessa de Ségur e, claro, Monteiro Lobato. Historicamente todos são importantes como retratistas dos costumes de suas épocas.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Essa é sua primeira experiência como roteirista de quadrinhos?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Não, já tive outras. Desde 1977 passei muito tempo roteirizando não apenas Sítio do Picapau Amarelo, mas também Disney, além de produzir livros de bolso com histórias de faroeste (na época assinava como Buck Gordon). A diferença é que como sou pesquisador de Machado, esta nova adaptação sai com algumas nuances que outros roteiristas deixaram de lado. E com uma vantagem: como escritor de histórias para crianças, ofereço uma abordagem que fala a língua delas. No próprio lançamento de O alienista, durante a última edição da Bienal Internacional do Livro em São Paulo, muitas me pararam para dizer que gostaram do que viram. Claro que muito disso se deve também à arte de Cesar Lobo, um excelente ilustrador e desenhista que já fez também roteiros para histórias em quadrinhos e publicou sua própria cota de livros. Ele é um profissional muito competente que faz sucesso tanto aqui quanto no exterior.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Sua profissão envolve que outras atividades?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Dou oficinas de leitura de Machado de Assis no Casarão do Cosme Velho, Rio de Janeiro, e em vários Estados para plateias de professores e público em geral. Também sou um dos fundadores e membro da atual diretoria da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ).</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Este não é seu primeiro trabalho como autor, não é?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Não. Pouco antes de aceitar o convite para fazer a adaptação de O alienista, lancei o Almanaque Machado de de pesquisa intensa sobre sua obra. Tudo com um mesmo propósito: mostrar que a leitura desse extraordinário autor pode ser muito divertida, prazerosa e que suas histórias refletem ideias universais sobre a vida, nosso país e sobre nós mesmos. O livro possui fotos, muitas das quais inéditas, além de frases, cronologia, mapa completo de sua obra, uma extensa explicação de quem é quem em suas principais obras e outros recursos que ajudam o novato, ou mesmo aquele que já tem algum conhecimento sobre Machado, a se embrenhar cada vez mais nesse universo.</p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
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<td height="30"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="650" cellpadding="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>
<div align="center"><img title="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137518.jpg" alt="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" width="620" height="290" /></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>A foto flagra Machado de Assis no centro da cidade do Rio de Janeiro, constante cenário de seus romances. A mulher em sua frente é sua esposa, Carolina</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Fale um pouco sobre a história de O alienista.</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Isso vale a pena. É sempre bom relembrar, sempre tem alguém que não leu o livro e torce o nariz só de ouvir falar que é uma obra de Machado de Assis ou que é alguma indicação para se ler quando se prepara para o vestibular. E nem sabem a diversão que estão perdendo. Tudo começa no final do século XVIII quando Simão Bacamarte, um médico influente da pequena Itaguaí, município do Rio de Janeiro, trabalha na compreensão e na cura da loucura. Para tanto ele constrói um hospício para onde vão todos os loucos dos arredores. Mas ele nem prevê a confusão que isso iria gerar. Entre outros tumultos a cidade é revirada pelo avesso, a população se revolta e as autoridades não se entendem. É uma crítica corrosiva e irônica à sociedade cientificista de sua época e ao despotismo absoluto daqueles que detêm o poder.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Houve algum tipo de pesquisa histórica para construir o visual da história de vocês?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Claro. É o mínimo que nós, como pesquisadores, temos de fazer. Todas as ilustrações foram feitas mediante pesquisas históricas e iconográficas. E meu roteiro aproveita o máximo do original. E ainda acrescentamos um apêndice com curiosidades da época em que o texto foi escrito.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Conte algumas dessas curiosidades.</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - São coisas que os leitores de sua revista devem estar acostumados, até mesmo achar óbvias, mas para as crianças e adolescentes não são. Por exemplo, o fato da iluminação das ruas ser à base de chamas alimentadas por óleo, ou as casas serem iluminadas por velas ou candeeiros à base de óleo de baleia. Ou o fato da época da história possuir em meio ao seu cenário muitos chafarizes que, ao contrário do que se pensa, eram usados para satisfazer a sede dos cavalos. Há um deles, em Itaguaí, que é conhecido como Chafariz da Independência porque, segundo o que contam, a comitiva de Dom Pedro I teria parado por lá, em 1822, na viagem em que proclamariam o acontecido. Ou ainda, a melhor para mim, é a origem do termo &#8220;falar que nem matraca&#8221;. Naquele tempo, segundo o próprio Machado, não havia imprensa. Assim só havia dois modos de divulgar uma notícia: por meio de cartazes manuscritos e pregados na porta da Câmara ou por meio da matraca.</p>
<p align="center"><em><span style="color:#b55753;font-size:large;">Adolescência é uma fase complicada para que aprenda a ter gosto pela leitura, ainda mais por livros obrigatórios</span></em></p>
<p>Contratavam um homem que por certo número de dias andava pelas ruas com uma matraca na mão, aquele objeto usado em bailes de carnaval que gira preso a um eixo e que faz um barulho de clect-clect. Assim, quando as pessoas ouviam esse barulho, cercavam o homem e ele relatava o que havia para ser divulgado. E podia ser qualquer coisa: um soneto, um donativo da igreja, um comunicado ou simplesmente para anunciar o melhor discurso do ano. Machado dá uma descrição mais detalhada da matraca no capítulo IV de O alienista, na versão original, claro.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Essa identificação com Machado de Assis também se reflete em suas obras para crianças?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Em várias delas. Esperei ter a oportunidade de levar a obra de Machado para vários segmentos do público. Com o Almanaque espero poder atingir um público mais adolescente, próximo do começo da maturidade. Porém são as obras para crianças as que mais me dão apreço, pois sei que posso atingir o jovem leitor mais facilmente e de uma maneira mais completa. Por exemplo, escrevi O voo do hipopótamo, que conta a história de um garoto de 16 anos chamado Túlio. Veja bem, essa é uma idade-chave, já que é mais ou menos por aí que os professores de escolas públicas começam a empurrar, de maneira errônea, os livros para que os adolescentes leiam.</p>
<p>E adolescência é uma fase complicada para que aprenda a ter gosto pela leitura, ainda mais por livros obrigatórios. É o caso de Túlio: ele é muito popular em sua escola, mas tem dificuldades para ler um livro de Machado, Memórias póstumas de Brás Cubas. Ele precisa entender a história, pois terá de fazer uma prova sobre isso e, se não passar com uma boa nota, corre o risco de ser excluído da seleção de vôlei do colégio, além de ser reprovado. Túlio tem uma ideia: recorrer a Virgília, uma garota impopular que acabou de ser transferida para sua escola. Ela está lendo o livro com a ajuda do avô.</p>
<p>Mas se aproximar dela pode trazer mais complicações do que vantagens para ele, já que os amigos a rejeitam por consideraremna fora dos padrões e cobram que ele tenha a mesma atitude. A história mostra, ao mesmo tempo, a relação dela, sombria e dark, com ele, o popular, enquanto os dois descobrem nuances da história de Brás Cubas, que &#8220;voltou da morte para narrar sua vida com a pena da galhofa e a tinta da melancolia&#8221;.</p>
<table width="300" cellpadding="3" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img title="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137523.jpg" alt="Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton" width="300" height="162" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>Duvidosa homenagem: cédula de 1.000 Cruzados, logo desvalorizada com a aplicação de um carimbo, tornando-se cruzados novos, e depois extinta</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Ou seja, você traçou paralelos entre a história de Machado com outra, criada por você, de maneira que se transforme uma espécie de parábola?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Exatamente. Brás Cubas teve oportunidade de ser feliz em sua vida, até mesmo no amor. Ele encontrou sua Virgília. E deixou passar essa oportunidade. Isso faz que Túlio reflita se ele também não está passando pela mesma situação. Brás Cubas tem um enorme impacto sobre esses dois jovens que, com o relato machadiano, aprendem uma grande lição de vida.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Você acredita que, se analisarmos a vida de Machado de Assis, encontraremos essa ideia inserida na maioria de seus textos ou ele era apenas um contador de histórias que demonstrou sua atemporalidade?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Você quer que eu diga se Machado se colocou propositadamente na posição de cronista de sua época ou se esses retratos de época foram uma qualidade inconsciente, não é mesmo? Sabe, já me fiz essa pergunta várias vezes. Antes é necessário que pensemos quem foi Machado de Assis. A grande maioria do público o conhece como um autor nacional, mas nem mesmo sabe que ele foi poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo. Com isso em mente podemos tranquilamente acrescentar a função de cronista. Afinal, uma crônica é, por definição, um texto para ser publicado em jornal. E ele, com formação jornalística, sabia dominar esta forma. A crônica narrativodescritiva é quando explora a caracterização de personagens ao descrevê-los.</p>
<p>Ao mesmo tempo mostra fatos cotidianos que podem ser narrados em 1ª ou 3ª pessoa do singular. Acredito que ele usava essa forma para se expressar por pura formação e que terminou por lhe ser útil ao gerar esse efeito de captar o espírito das pessoas e da sociedade da época. Ele colocava muito de seu senso crítico em suas narrativas, tornando-as desse modo ricas e densas.</p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td height="30"></td>
</tr>
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</table>
<table width="500" cellpadding="3" align="left">
<tbody>
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<td><img title="ILUSTRAÇÃO DE CESAR LOBO RETIRADA DO LIVRO O ALIEN" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137524.jpg" alt="ILUSTRAÇÃO DE CESAR LOBO RETIRADA DO LIVRO O ALIEN" width="500" height="697" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>Ilustração do livro O Alienista, adaptado por Luiz Antonio Aguiar para os quadrinhos, com o objetivo de alcançar o público mais jovem</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Vamos falar um pouco do momento histórico em que a obra de Machado surgiu. Muitos podem pensar que para ser um escritor bastava retratar costumes. Como isso surgiu na obra dele?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Esta é uma pergunta muito complexa. Para entendê-la é necessário conhecer o autor e sua vida. Vamos recapitular o que sabemos sobre ele: Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e era filho de um pintor de paredes mulato e descendente de escravos alforriados, chamado Francisco José de Assis. Sua mãe era uma lavadeira açoriana proveniente da Ilha de São Miguel. Só com este background já temos material mais do que suficiente para imprimir certas opiniões nele, uma vez que ser descendente de pessoas assim não deveria ser fácil naquela época. E os elementos que formaram sua personalidade continuam. Sabemos que ele passou sua infância na chácara de uma senhora de nome Dona Maria José Barroso Pereira, viúva do senador Bento Barroso Pereira. Sua família morava como agregada, no Rio de Janeiro. Desde cedo se mostrou frágil, epiléptico e gago. E o mais curioso de tudo é que não há muitos dados sobre sua infância e começo de juventude.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Esse parece ser o cenário típico para uma pessoa se tornar retraída o suficiente para ser um observador. Talvez seja essa a motivação para se tornar um observador de costumes, não acha?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Talvez sim. O que se destaca, porém, é que sabemos que ele se tornou órfão de mãe cedo. Também perdeu sua irmã mais nova. Não teve uma educação regular e quando seu pai morreu, em 1851, sua madrasta, chamada Maria Inês, tornou-se doceira num colégio do bairro de São Cristóvão. Nosso autor começa a trabalhar como vendedor de doces. Machadinho, como se torna conhecido, passa a ter contato com professores e alunos. Podemos apenas especular que era nessa época que ele assistia às aulas quando não se dedicava ao trabalho.</p>
<table width="250" cellpadding="3" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img title="ILUSTRAÇÃO RETIRADA DO LIVRO MACHADO E JUCA, DE LU" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137525.jpg" alt="ILUSTRAÇÃO RETIRADA DO LIVRO MACHADO E JUCA, DE LU" width="250" height="345" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>Ilustração de Machado e Juca, de Luiz Antonio Aguiar, que conta a amizade fictícia entre o encritor e um engraxate</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - E mesmo assim conseguiu se instruir de maneira a se tornar um autor tão famoso?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Graças à boa vontade e um desejo incontrolável de aprender, em minha opinião. Afinal, ele não tinha acesso a cursos regulares, mas mesmo assim empenhou-se em aprender e se tornou, ainda jovem, um grande nome. Ele conheceu em São Cristóvão uma senhora francesa de nome Madame Gallot, que era dona de padaria. Foi com um de seus funcionários que ele conheceu as primeiras palavras da língua francesa e, com elas, tomou conhecimento de obras como Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, que traduziu ainda em sua juventude. Fez a mesma coisa com a língua inglesa e traduziu, entre outros textos, o famoso poema O corvo, de Edgar Allan Poe.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Ser autodidata facilitou o contato dele com a cultura de um modo geral?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Acredito que sim. Cultura sempre denotou ter dinheiro para obtê-la, já que ter aulas particulares era algo que apenas as classes mais elevadas tinham acesso por motivos óbvios. Mas o que gostaria de chamar a atenção de seus leitores é para o fato de que Machado iniciou sua carreira como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial. E trabalhou sob a direção do romancista Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias. Quando Machado completou 15 anos, em 1855, conseguiu estrear na literatura com o poema Ela, publicado na revista Marmota Fluminense. A partir de então passou a colaborar com jornais diversos como cronista, contista, poeta e crítico literário. E daí vem, em minha opinião, sua capacidade de observação e apreciação dos costumes sociais, que ele usaria mais tarde para compor seus personagens mais memoráveis.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Então ele já tinha fama de intelectual quando começou a publicar?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Sim, a ponto de atrair a atenção, a admiração e a amizade de José de Alencar, que era o principal escritor da época. Dá para imaginar tamanha façanha? Seria a mesma coisa que um escritor iniciante, hoje, conquistar a admiração pública de um nome sagrado da Academia Brasileira de Letras. É claro que, hoje em dia, os egos falam um pouco mais alto e não vemos muitos casos assim, mas ocasionalmente existem.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Qual foi a estreia dele em livro?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Foi com uma coletânea de poemas chamada Crisálidas, publicada em 1864. É uma obra pouco comentada, talvez porque as pessoas se acostumaram a pensar em Machado como um romancista e não tanto como um poeta. Mesmo assim os textos que estão nesse livro são simplesmente incríveis.</p>
<table width="350" cellpadding="3" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img title="IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137527.jpg" alt="IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI" width="350" height="190" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>Discurso de Olavo Bilac, na janela da casa de Cosme Velho, no aniversário de morte de Machado</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Bem, além dos fatos para os quais você apontou como destaque na vida do autor, que mais sabemos sobre ele?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong>- Eu sou suspeito de falar algo, já que simplesmente admiro e estudo constantemente a obra de Machado de Assis, então tudo para mim é interessante (risos). Mas não vamos enfadar muito seus leitores e vamos terminar nosso resumo da vida dele. E isso porque nem mesmo chegamos à primeira fase de sua carreira. Bem, vejamos: ele se casou em 1869 com a irmã do poeta Faustino Xavier de Novais, a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, que era quatro anos mais velha do que ele. Ingressou no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas em 1873 e trabalhou como primeiro oficial, de onde sairia para fazer carreira como servidor público, chegando a diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas. Foi quando começou a se dedicar com mais atenção à sua carreira literária e quando os livros românticos começaram a aparecer. Dentre outras obras apareceram Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878).</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Memórias póstumas de Brás Cubas é de uma fase posterior, não?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Foi em 1881, quando ele abandonou por definitivo o romantismo da primeira fase de sua obra. A dedicatória &#8220;ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas&#8221; ficou marcada como uma ousadia e tanto por parte dele. E chamou bastante a atenção.</p>
<table width="745" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td height="30"></td>
</tr>
</tbody>
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<table width="745" cellpadding="3" align="center">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#CC9900"><span style="font-size:medium;">&#8220;<strong>Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova</strong></span><strong></strong>, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer.&#8221;<br />
Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table width="350" cellpadding="3" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img title="IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI" src="http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/22/imagens/i137528.jpg" alt="IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI" width="350" height="175" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<div>O Largo da Carioca (foto), onde as linhas de bonde, tanto a puxada a burro como a elétrica, se cruzavam. Nota-se a placidez do cenário urbano, mesmo em 1890</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Já virou filme, não foi? Quantas vezes a obra foi adaptada para o cinema?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Sim, virou filme por pelo menos três vezes. A primeira, pelo que me lembro, foi rodada em tom experimental em 1967 e se chamou Viagem ao fim do mundo, com direção de Fernando Cony Campos. A segunda saiu pelas mãos de Julio Bessane em 1985 e tinha Luiz Fernando Guimarães como Brás Cubas. A mais recente é de 2001, que era mais fiel ao livro e foi dirigida por André Klotzel, com Reginaldo Faria como Brás Cubas já velho e Petrônio Gontijo como o personagem mais novo.</p>
<p align="center"><em><span style="color:#b55753;font-size:large;">Com meu trabalho quero ver os jovens apreciarem Machado e outros autores</span></em></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Memórias póstumas de Brás Cubas pertence à segunda fase. Quais as características das obras desse período?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Basicamente tons mais realistas nas histórias. Machado criou um estilo único de narrativa e prevaleceu a introspecção, o humor e o pessimismo na relação do personagem com seu universo. É quando aparecem as obras Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), além de algumas outras coletâneas.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - E assim terminamos nosso resumo da vida de Machado?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Com certeza esta é a versão resumida do resumo (risos). Podia passar o dia inteiro analisando suas histórias. Um detalhe merece ser colocado: quando Carolina morreu, em 1904, Machado escreveu Carolina, um de seus melhores poemas, em sua homenagem. Quatro anos depois ele estava doente, solitário e triste, pois não conseguia se adaptar à vida sem ela. Assim ele morreu em 29 de setembro de 1908 numa casa que ficava no bairro de Cosme Velho, no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - Conhece alguma curiosidade sobre aqueles últimos dias?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Bem, sei que ele não queria se confessar e que não aceitou a presença de um padre. E que era bastante conhecido pela quantidade de pessoas que o visitavam, entre elas Mário de Alencar, Euclides da Cunha e Astrogildo Pereira.</p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">LH</span> - No final, você acredita que sua missão pessoal de divulgar a literatura nacional está próxima de ser cumprida?</strong></p>
<p><strong><span style="color:#b55753;">Aguiar</span></strong> - Se continuarmos com trabalhos de qualidade como a adaptação que fiz com Cesar Lobo, com toda certeza. Não pretendo descansar enquanto não ver essa nova geração apreciar tanto Machado quanto outros autores. Nossa literatura merece. E não há motivos para achá-la enfadonha. Podemos ter adaptações fantásticas dessa e de outras obras e despertar o interesse dos jovens em apreciar e até recomendar nossos autores clássicos. Só assim teremos guardado um pedaço de nossa história para o futuro.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/literatura/'>Literatura</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantodooraculo.wordpress.com/1565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantodooraculo.wordpress.com/1565/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1565&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">spereirac</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton</media:title>
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			<media:title type="html">Imagem: Almanaque Machado de Assis, de Luiiz Anton</media:title>
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			<media:title type="html">ILUSTRAÇÃO DE CESAR LOBO RETIRADA DO LIVRO O ALIEN</media:title>
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			<media:title type="html">ILUSTRAÇÃO RETIRADA DO LIVRO MACHADO E JUCA, DE LU</media:title>
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			<media:title type="html">IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI</media:title>
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			<media:title type="html">IMAGEM: ALMANAQUE MACHADO DE ASSIS, DE LUIZ ANTONI</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>TERCEIRA SEMANA DO POLÍGRAFOS NO SESC</title>
		<link>http://cantodooraculo.wordpress.com/2011/05/23/terceira-semana-do-poligrafos-no-sesc/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 14:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Histórica]]></category>
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		<description><![CDATA[E o evento avança para sua terceira semana com um saldo extremanete positivo e que poderá render novidades em breve. Fique de olho aqui para maiores detalhes. Nesta semana teremos, cumprindo a programação original, teremos a palestra especial sobre a vida e a obra de Arthur Conan Doyle (terça, dia 24) e, no dia seguinte, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1561&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2011/05/holmes_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1562 alignleft" title="holmes_2" src="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2011/05/holmes_2.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a>E o evento avança para sua terceira semana com um saldo extremanete positivo e que poderá render novidades em breve. Fique de olho aqui para maiores detalhes.<br />
Nesta semana teremos, cumprindo a programação original, teremos a palestra especial sobre a vida e a obra de Arthur Conan Doyle (terça, dia 24) e, no dia seguinte, a terceira aula de introdução à literatura policial, enfocando técnicas de narração e desenvolvimento de histórias.<br />
Se você, por qualquer motivo, não pode comparecer aos eventos, mas se interessa em participar, ainda pode, Há duas opções:</p>
<p>1) Mande seu texto para concorrer a uma vaga na coletânea JOGOS CRIMINAIS 2, da Andross.<br />
2) Envie seu texto para publicação no blog <a title="Blog Crime no papel, do Grupo Polígrafos" href="http://crimenopapel.blogspot.com">CRIME NO PAPEL</a>, coligado ao Grupo Polígrafos.</p>
<p>E para aqueles que reclamam que querem participar mas não podem comparecer fisicamente, fiquem de olho para novidades bem legais em breve. Apenas uma dica: a novidade chegará WIKI rápido.</p>
<br /> Tagged: <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/analise-historica/'>Análise Histórica</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/assassinatos/'>Assassinatos</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/avisos/'>Avisos</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/biografias/'>Biografias</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/ciencia-forense/'>Ciência Forense</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/clipping/'>Clipping</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/comunidades/'>Comunidades</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/divulgacao/'>Divulgação</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/historia/'>História</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/leituras/'>Leituras</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/literatura/'>Literatura</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/noticias/'>Notícias</a>, <a href='http://cantodooraculo.wordpress.com/tag/palestra/'>Palestra</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cantodooraculo.wordpress.com/1561/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cantodooraculo.wordpress.com/1561/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1561&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>HOJE PALESTRA GRATUITA SOBRE AGATHA CHRISTIE</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 12:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>spereirac</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Histórica]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[O escritor Sérgio Pereira Couto ministrará palestras e uma oficina de literatura policial no SESC Pinheiros durante o mês de maio Foi-se o tempo em que o culpado era o mordomo. Atualmente, as tramas policiais são muito mais elaboradas e cheias de reviravoltas. Ainda assim, há os que ainda prefiram as histórias noir da década [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cantodooraculo.wordpress.com&amp;blog=3029079&amp;post=1553&amp;subd=cantodooraculo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="text-decoration:underline;">O escritor Sérgio Pereira Couto ministrará palestras e uma oficina de literatura policial no SESC Pinheiros durante o mês de maio</span></div>
<div id="post-body-208793873011155393">
<div><a href="http://img.fnac.com.br/Imagens/Produtos/232/534918_0_5.jpg"><img class="alignleft" src="http://img.fnac.com.br/Imagens/Produtos/232/534918_0_5.jpg" alt="" width="200" height="200" border="0" /></a></div>
<div>Foi-se o tempo em que o culpado era o mordomo. Atualmente, as tramas policiais são muito mais elaboradas e cheias de reviravoltas. Ainda assim, há os que ainda prefiram as histórias noir da década de 1940. Para os apreciadores de histórias policiais de vanguarda e também para os mais conservadores, neste mês, o escritor Sérgio Pereira Couto apresentará o evento &#8220;Polígrafos&#8221;.</div>
<div><em>&#8220;O Polígrafos é um projeto que pretende resgatar a literatura policial clássica, adicionando elementos atuais e, vez ou outra, surreais, como no caso de literatura fantástica&#8221;, </em>explica Sérgio.<em> &#8220;O projeto é composto por palestras em que a vida e a obra de um escritor do gênero policial será explorada e também pela oficina de criação literária. Quem quiser só assistir a palestra pode vir sem precisar frequentar a oficina&#8221;</em>, completa.</div>
<p><a name="more"></a></p>
<div>
<a href="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2011/05/sergio.jpg"><img class="alignleft" src="http://cantodooraculo.files.wordpress.com/2011/05/sergio.jpg?w=225&#038;h=320" alt="" width="225" height="320" border="0" /></a>A primeira palestra, que foi sobre Edgar Allan Poe, foi um sucesso. A segunda acontece hoje, 17 de maio, das 19h30min às 21h30min, e terá como tema a vida e a obra da escritora inglesa Agatha Christie, Conhecida mundialmente como a Rainha do Crime.</div>
<div>Sérgio Pereira Couto é jornalista e escritor. É autor de mais de quarenta livros, com mais de cem mil exemplares vendidos somente no Brasil, entre eles os romances &#8220;<em>Sociedades Secretas</em>&#8220;, &#8220;<em>Investigação Criminal</em>&#8220;, &#8220;<em>Renascimento</em>&#8221; e &#8220;<em>Help – A Lenda de Um Beatlemaníaco</em>&#8220;.</div>
<div>A oficina será realizada pelo Sesc Pinheiros em maio e junho e é gratuita. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3095-9492, de terça a sexta, a partir do meio-dia. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no blog oficial (<a href="http://grupopoligrafos.blogspot.com/">http://grupopoligrafos.blogspot.com/</a>) e no twitter (@<a href="http://twitter.com/grupopoligrafos">GrupoPoligrafos</a>).</div>
<p><strong>SERVIÇO:</strong></p>
<blockquote><p><strong>Polígrafos &#8211; Oficina de criação de literatura policial </strong>(<strong>Grátis</strong>)<br />
Ministrada por Sérgio Pereira Couto<br />
<strong>Palestras:</strong> das 19h30min às 21h30min<br />
(10/05: Edgar Allan Poe),<br />
(17/05: Agatha Christie)<br />
(24/05: Arthur Conan Doyle )<br />
(31/05: Patrícia Cornwell)<br />
<strong>Oficina: </strong>11, 18, 25 de maio e 01 de junho, das 19h30min às 21h30min<br />
<strong>Local: </strong>Sesc Pinheiros &#8211; Rua Paes Leme, 195 &#8211; São Paulo &#8211; SP &#8211; (11) 3095-9492<br />
<strong>Inscrições: </strong>(11) 3095-9492, de terça a sexta, a partir do meio-dia.</p></blockquote>
<p><strong>INF</strong><strong>ORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:</strong></p>
<blockquote><p>Edson Rossatto<br />
(11) 2943-7687 (11) 6731-6191<br />
edson@andross.com.br</p></blockquote>
</div>
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